Padrasto de 23 anos é preso por suspeita de estupro após morte em Novo GamaPor Luís Henrique Costa
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Uma criança de 2 anos chegou sem vida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Novo Gama, em Goiás, e o padrasto dela, Felipe de Souza Neckel da Silva, de 23 anos, foi preso em flagrante no local. Os profissionais de saúde encontraram hematomas e lesões graves espalhados pelo corpo da menina, o que levantou suspeita de violência doméstica.
A morte causou comoção entre moradores da região. A criança teve parada cardiorrespiratória irreversível antes de qualquer intervenção clínica. Enquanto o suspeito dizia que a enteada escorregou durante o banho, a Polícia Militar de Goiás (PMGO) afirmou que os ferimentos são incompatíveis com a versão de acidente doméstico. A mãe foi levada para depor na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Luziânia.
Vizinho corre com a criança até a UPA
Rafael Lino, de 38 anos, voltava de uma padaria quando viu o padrasto com a menina desacordada nos braços e pediu ajuda urgente. Ao notar que a criança não reagia, o morador correu até a casa de outro vizinho, que tinha carro, e seguiu em direção à UPA.

No trajeto, segundo a testemunha, a menina já tinha a pele arroxeada e não apresentava nenhuma reação. Já dentro da unidade, a equipe de enfermagem tentou reanimá-la, mas a criança morreu pouco depois.
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Versão de queda no banho é contestada pela PM
O tenente-coronel Ricardo Edson, da PMGO, afirmou que as marcas no corpo da criança levantaram suspeita imediata de agressão física contínua. Em depoimento inicial, o suspeito atribuiu os ferimentos a uma queda na área do chuveiro, versão descartada pelos policiais após a avaliação preliminar das equipes da UPA. Segundo o comandante, a equipe médica também identificou sinais de violência sexual, e o padrasto nega os fatos.
O histórico familiar reforçou os indícios. O avô materno da criança, Klinger de Oliveira, de 43 anos, disse que já havia notado hematomas na neta desde que a mãe passou a conviver com o suspeito, há cerca de três meses. Segundo ele, as marcas apareceram cerca de 15 dias antes da morte.
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Acusações, antecedentes e órgãos responsáveis
- Crimes previstos inicialmente, segundo a PMGO: estupro de vulnerável e homicídio
- Antecedentes citados pela PMGO: tráfico de drogas, receptação e furto qualificado
- Vínculo apontado pela PMGO: suspeito ligado à facção Comando Vermelho
- Responsável pela investigação: 1ª Delegacia de Polícia Civil de Luziânia
A mãe da menina foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos. Segundo a polícia, ela disse que havia deixado a filha sob os cuidados do padrasto e que ele atribuía as marcas a uma alergia.
O corpo seguiu para exames periciais no Instituto Médico Legal (IML), que deve determinar a causa da morte. Até o momento, não há resultado conclusivo, e a Polícia Civil de Goiás conduz o inquérito para apurar a extensão dos abusos e a responsabilidade de cada integrante do núcleo familiar.







