MME descarta horário de verão para 2026/2027 após estudos do ONSPor Manuela
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O Ministério de Minas e Energia (MME) descartou a volta do horário de verão para a temporada 2026/2027. A decisão se apoia em estudos prospectivos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que não indicam a adoção da medida no próximo período seco. O relógio não muda desde 2019, ano em que a medida foi suspensa.
O tema passou pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que aprovou a Agenda Estratégica Eletroenergética 2026 em 11 de fevereiro de 2026. Essa agenda previa uma nova avaliação do horário de verão, dada como concluída em relatório de 31 de agosto de 2026. Em nota enviada à imprensa em 21 de setembro de 2026, o MME repetiu que não há previsão de implantação.
A medida adianta os relógios em uma hora e já foi tradicional no país, mas perdeu força com a mudança no consumo de energia. O debate segue dividindo setores econômicos e a população. O governo afirma que a possibilidade de retomada continua aberta, mas sem data prevista.
Divisão entre comércio, turismo, indústria e aviação
A Associação Comercial de São Paulo defende o horário de verão, pois, para a entidade, a hora extra de luz natural estimula o consumo e aumenta a segurança pública. Bares e restaurantes também relatam mais movimento com a medida. Já a indústria aponta custo operacional alto, sobretudo em setores de turno fixo, que precisam ajustar a rotina de trabalho. O setor aéreo, por sua vez, enfrenta dificuldade para reprogramar voos, principalmente os internacionais.
Quanto o horário de verão economiza e o que custa
O horário de verão reduz o consumo de energia elétrica ao aproveitar a luz do sol no fim da tarde, o que diminui a necessidade de iluminação artificial. Em 2024, o ONS estimou economia de até R$ 400 milhões com a medida. O uso crescente de ar-condicionado à tarde, porém, reduziu esse efeito. Em 2024, as companhias aéreas pediram aviso prévio de 180 dias para ajustes logísticos caso a medida volte. A falta de consenso entre os setores também dificulta a retomada.
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Reservatórios estáveis sustentam a decisão do governo
O MME diz que a prioridade é a segurança energética, com base em dados do ONS. Em 2024, os reservatórios hidrelétricos mantiveram níveis estáveis no período seco e garantiram o abastecimento. O ministro Alexandre Silveira afirmou que a medida só será retomada se for essencial. A diversificação da matriz com fontes renováveis também reduz a dependência do horário de verão. Para o ministério, a decisão reflete análises técnicas e evita impactos desnecessários.
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Desde 2019 sem horário de verão e o caminho para voltar
O Brasil não adota o horário de verão desde 2019, depois de estudos apontarem baixa economia de energia. A estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) e o uso de fontes renováveis reforçam a suspensão. Em 2024, o CMSE chegou a recomendar a volta, mas o ministro Alexandre Silveira descartou a medida em 16 de outubro de 2024, citando a melhora dos reservatórios. Para voltar, seria preciso um novo decreto presidencial, como era feito antes de 2019. Segundo o governo, a prioridade é a eficiência energética, e a necessidade da medida segue sendo monitorada.
População dividida sobre a luz extra no fim da tarde
A suspensão divide a população. Parte dos brasileiros valoriza a luz extra no fim da tarde, enquanto outros criticam os efeitos na rotina e na saúde. O MME afirma que a decisão é técnica e se baseia em dados concretos. Até 6 de novembro de 2026, nenhum decreto instituindo o horário de verão foi editado.







