Chuvas de meteoros e superlua movimentam o céu do Brasil em novembro com quatro picos de observaçãoPor Maria
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O calendário de eventos astronômicos de novembro reserva quatro janelas principais de observação a olho nu em todo o Brasil, reunindo três chuvas de meteoros distintas, uma conjunção entre planetas e a primeira de uma sequência de três superluas consecutivas. A movimentação no céu tem início com as esteiras de detritos na constelação de Touro e se estende até o ápice da fase lunar cheia no fim do mês.
As chuvas conhecidas como Táuridas do Sul e Táuridas do Norte cortam a primeira metade do mês com produção de bólidos luminosos conhecidos popularmente como bolas de fogo. O primeiro grupo permanece ativo com taxa de cinco a dez meteoros por hora até o dia 20 de novembro, enquanto o segundo atinge o momento de maior intensidade entre a meia-noite e as primeiras horas da manhã do dia 11 para 12 de novembro. Ambos os fenômenos exigem que o observador mire a direção noroeste antes da meia-noite ou a faixa oeste durante a madrugada, usando o alinhamento das Três Marias para localizar a constelação de Touro.

Conjunção entre Júpiter e Marte divide o horizonte sudeste
A aproximação aparente entre os planetas Júpiter e Marte ocorre entre a noite de 15 de novembro e a madrugada de 16 de novembro, momento em que os dois corpos celestes ficam separados por uma distância angular de 1,2 grau. Essa medida equivale visualmente à largura de duas luas cheias posicionadas lado a lado no campo de visão. Júpiter desponta com brilho branco intenso e destaque visual, enquanto Marte exibe tonalidade avermelhada na direção sudeste.
Leônidas alcançam pico na madrugada com rastros velozes
O fluxo de meteoros Leônidas atinge a taxa máxima na madrugada do dia 17 para o dia 18 de novembro, gerando média estimada de até 15 rastros visíveis por hora. O evento ganha força a partir das 3h e se prolonga até o amanhecer, exigindo que o observador se posicione voltado para o quadrante nordeste, onde desponta a constelação de Leão. Os fragmentos dessa esteira entram na atmosfera terrestre com velocidade elevada, criando traços lineares rápidos no céu escuro.
Sequência de superluas tem abertura confirmada para o dia 24
A primeira superlua de uma série contínua que se estenderá até janeiro de 2027 acontece na noite de 24 de novembro. O fenômeno astronômico se configura pela coincidência entre a fase cheia e o perigeu, ponto em que o satélite atinge menor distância física em relação à Terra durante sua trajetória orbital. Por causa dessa proximidade relativa, a superfície lunar aparenta diâmetro ligeiramente ampliado e brilho mais vivo a partir do momento em que surge no horizonte leste.







