Simone Saturnino é condenada a 25 anos de reclusão em FlorianópolisPor Luís Henrique Costa
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Simone Saturnino, apontada como líder do PGC no Morro do Horácio, foi condenada a 25 anos de reclusão pelo Tribunal do Júri, em Florianópolis. Segundo a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), ela é a mandante do homicídio de um colaborador do 4º Batalhão de Polícia Militar (4º BPM).
A informação sobre a condenação foi divulgada em 6 de novembro de 2026, com base em comunicado da PMSC. Até o fechamento desta edição, a redação não localizou outra fonte independente que confirme a sentença, nem nota oficial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) ou do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) sobre o caso.
Simone Saturnino: atuação ligada ao PGC e ao Morro do Horácio
Simone tinha atuação ligada ao PGC (Primeiro Grupo Catarinense), com influência no Morro do Horácio, na região central da Capital. A corporação também aponta que ela foi uma das responsáveis pela disseminação de ordens da organização durante os ataques registrados em Florianópolis nos anos de 2012 e 2013. O Tribunal do Júri é o órgão do Judiciário que julga crimes dolosos contra a vida, como o homicídio. Para a PMSC, o julgamento representa uma resposta aos crimes cometidos contra pessoas ligadas às forças de segurança.
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Ligação com a morte de policial militar em 2016
Ainda segundo a PM, Simone tinha relação direta com a morte de um policial militar do 4º BPM, em 2016. O nome dela aparece ao lado do de Rodrigo Saturnino, conhecido como “Rodrigo da Pedra”, apontado como líder do PGC. A Polícia Civil do Rio de Janeiro diz que a ligação de Simone com a facção se dá por meio do ex-marido, Rodrigo Saturnino.
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Prisão em Mesquita (RJ) e antecedentes listados pela PM
Simone foi presa em 19 de novembro de 2025 pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, em Mesquita, na Baixada Fluminense, onde estava escondida após anos foragida. No momento da prisão, havia dois mandados de prisão em aberto contra ela. Simone tem antecedentes criminais por nove tipos de crime:
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- homicídio
- ocultação de cadáver
- tráfico de drogas
- porte ilegal de arma de fogo
- receptação
- associação criminosa
- resistência
- desacato
- calúnia
Em 2013, prisão temporária com duas mulheres e o ex-marido em presídio federal
Em fevereiro de 2013, Simone foi presa temporariamente, junto com duas mulheres que a ajudaram com esconderijo. Na mesma época, o ex-marido foi encaminhado a presídio federal de segurança máxima. Segundo a investigação, Simone teria participado da disseminação de ordens de ataques em 2013 em Santa Catarina, com participação do irmão Maycon Saturnino, citado como “Maycon do Horácio”.
Defesa alega quebra da cadeia de custódia da prova
Em nota publicada em 2025, a defesa de Simone afirma que a Procuradoria de Justiça de Santa Catarina reconheceu a quebra da cadeia de custódia da prova. A mesma nota nega a participação dela em conjunto com outro acusado. A redação não verificou essa versão. Não foi confirmada a posição da defesa sobre a condenação divulgada em 2026.
O que ainda não se sabe sobre a sentença de Simone Saturnino
Não se sabe a data exata do julgamento nem da sentença, e não há acórdão ou comunicado do TJSC que a confirme. Também não foi confirmado se a condenação cabe recurso. Em outro processo, uma líder de facção foi condenada em Florianópolis a 24 anos, 1 mês e 10 dias por mandar matar um homem, em crime de 2024. São casos diferentes, e não há como afirmar que se trate do mesmo processo. Até este momento, não há informação oficial sobre o próximo passo do processo contra Simone Saturnino.







