Apple encerra iPhone 14, 14 Plus e SE 3: o que muda para quem usa o aparelhoPor Luís Henrique Costa
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A Apple vai encerrar ao longo de 2025 a produção de três modelos da linha iPhone: o iPhone 14, o iPhone 14 Plus e o iPhone SE de terceira geração. O anúncio veio em 19 de fevereiro de 2025, junto com a apresentação do iPhone 16e, segundo a imprensa especializada em tecnologia. A medida atinge usuários em diversos países, mas não faz os aparelhos deixarem de funcionar de um dia para o outro.
Lançados em 2022, o iPhone 14 e o 14 Plus trouxeram o chip A15 Bionic e uma câmera com fotografia computacional aprimorada. O iPhone SE de terceira geração, de design compacto, ganhou fãs por entregar desempenho sólido em um corpo pequeno. Agora, esses aparelhos deixam de ser vendidos pela Apple, e a retirada pesa mais em países emergentes, onde os modelos mais baratos têm forte procura.
A estratégia não é inédita. A companhia revisa a linha todo ano, desativa modelos antigos e empurra o público para aparelhos recentes. Mais de 1,2 bilhão de iPhones estão em uso no mundo, e a saída desses três modelos marca mais um capítulo da disputa por liderança no mercado de smartphones.
Por que a Apple retira esses modelos da venda
A Apple trata a saída como parte natural do ciclo de inovação. O iPhone 14 e o 14 Plus foram superados pelo iPhone 15, que adotou a porta USB-C e o chip A16 Bionic, e pelo iPhone 16, lançado em 2024 com o chip A18 voltado à inteligência artificial. O iPhone SE de terceira geração usa o mesmo A15 Bionic, mas não tem a Dynamic Island nem o sistema de câmera dupla dos modelos mais novos.
Com o foco nos aparelhos recentes, a fabricante consegue manter atualizações de segurança e compatibilidade com novos aplicativos de forma mais consistente. Em 2024, cerca de 70% dos usuários de iPhone já utilizavam modelos lançados nos três anos anteriores. A saída dos modelos antigos também abre espaço para a produção de aparelhos previstos para o futuro, como o iPhone 17 Air, que rumores associam a um design mais fino.
O que muda para quem já usa um iPhone 14 ou SE 3
Quem já tem um desses aparelhos não perde o uso imediatamente. Os modelos seguem compatíveis com o iOS 26, versão do sistema lançada em 2025, que a página de suporte da Apple no Brasil lista como compatível com o iPhone 14 e com o iPhone SE de segunda geração em diante. A Apple costuma oferecer cerca de cinco anos de atualizações, e a expectativa é que esses modelos recebam novas versões do iOS por ao menos 2 a 3 anos depois do fim da produção, possivelmente até o iOS 20 ou o iOS 21.
Acompanhe: Apple encerra fabricação do iPhone 14 e de outros 2 modelos
Com o passar do tempo, funções que dependem de hardware mais novo tendem a ficar restritas ou indisponíveis. Os aparelhos continuam úteis para mensagens, redes sociais e fotos do dia a dia, desde que a bateria e o desempenho sigam satisfatórios. Para quem pensa em comprar um desses modelos usados, o período de suporte é menor do que o de um aparelho lançado mais recentemente.
Alternativas no catálogo atual e no mercado de usados
Entre as opções de substituição citadas, estão o iPhone 15 e o 15 Plus, com câmera principal de 48 MP, melhor gestão de energia e entrada USB-C. Para quem busca desempenho máximo, os modelos iPhone 16 Pro e 16 Pro Max trazem tela ProMotion de 120 Hz e o chip A18 Pro.
O mercado de usados também é uma alternativa. Em 2024, o iPhone 14 respondia por 15% das vendas mundiais de iPhone usados, o que mostra que esses modelos seguem em circulação mesmo após a saída de linha. Para quem queria um SE mais barato, o iPhone 16e, apresentado no início de 2025 com o chip A18, aparece como opção.
Prazos de suporte previstos para cada etapa
A Apple não divulgou datas específicas para cada modelo. Com base no histórico da empresa, a previsão segue um calendário em três etapas:
- 2025: fim da produção e das vendas oficiais, com os aparelhos ainda disponíveis em lojas parceiras enquanto houver estoque.
- 2026 e 2027: últimas atualizações completas do iOS, com novas funções gerais e melhorias de desempenho.
- A partir de 2028: possível fim das atualizações principais, com correções de segurança por um período adicional.
Efeitos no mercado de acessórios e de revenda
Fabricantes de capas, carregadores e outros acessórios devem reduzir a oferta para o iPhone 14 e o SE 3, e as revendedoras precisam ajustar estoques. Em 2023, a saída de linha do iPhone 13 fez o mercado de usados crescer 20%, e a expectativa é de efeito parecido agora, o que favorece quem procura revenda ou opções mais baratas.
No mercado global, a Apple teve 20% de participação no segmento de smartphones em 2024. No quarto trimestre daquele ano, a linha iPhone Pro respondeu por 60% da receita da empresa. Pequenos varejistas, no entanto, podem sentir a falta de modelos baratos, principalmente em países com poder de compra limitado.
Leia também: Apple encerra produção do iPhone 14 e modelo SE com foco em nova linha
Cuidados para estender a vida útil do aparelho
Para usar o aparelho por mais tempo, o proprietário pode adotar medidas simples. Os principais cuidados são:
- Manter o iOS sempre atualizado para garantir segurança e desempenho.
- Acompanhar a saúde da bateria e trocá-la em centro de serviço autorizado quando necessário.
- Vender ou trocar o aparelho antes que o valor de revenda caia de forma acentuada.
Modelos que podem substituir os aparelhos retirados
Rumores apontam que o iPhone 17 Air chegará com design mais leve e fino e com integração maior ao Apple Intelligence, o conjunto de recursos de inteligência artificial da empresa. A versão do sistema apresentada na WWDC de 2025 recebeu o nome iOS 26, e não iOS 19, como se previa em publicações anteriores.
Entre 2022 e 2024, mais de 300 milhões de iPhones foram vendidos no mundo. Para manter o crescimento, a Apple também aposta em tecnologias como realidade aumentada e melhorias na conexão 5G.
Chips da própria Apple chegam a iPad Air e MacBook Air
Além do iPhone, a Apple renovou em 2025 o iPad Air com o chip M3 e o MacBook Air com o chip M4. A ampliação do uso de processadores próprios mostra que a empresa quer integrar iPhone, iPad e Mac em um mesmo ecossistema.








