Cometa interestelar 3I/ATLAS passa pelo Sistema Solar a 57 km/s em trajetória hiperbólicaPor Luís Henrique Costa
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Ao cruzar o Sistema Solar, o cometa 3I/ATLAS viaja a 57 km/s. A trajetória hiperbólica faz com que ele escape da atração do Sol sem entrar em órbita. Astrônomos confirmam a origem do objeto em outro sistema estelar por meio de observações telescópicas.
O objeto foi identificado em 1º de julho de 2025 pelo telescópio ATLAS, financiado pela NASA e instalado no Chile. Ele é o terceiro objeto interestelar confirmado, depois de ‘Oumuamua, em 2017, e de Borisov, em 2019. Os valores de velocidade usados na comparação são estes:
- 3I/ATLAS: 57 km/s
- Em comparação com ‘Oumuamua: 26 km/s
- Em comparação com Borisov: 33 km/s
A velocidade do objeto supera a necessária para escapar da gravidade solar, e por isso o desvio lembra um estilingue gravitacional. O Sol exerce influência sobre objetos a até 3,8 anos-luz, mas não captura o 3I/ATLAS.
Como corpos como o 3I/ATLAS são expulsos de outras estrelas
Antes de chegar ao Sistema Solar, objetos desse tipo giravam em torno de estrelas distantes. Interações gravitacionais ou explosões estelares os lançam para o espaço entre as estrelas.
Depois disso, esses corpos percorrem milhões de anos até cruzar sistemas parecidos com o nosso. Telescópios identificam trajetórias sem relação com o Sol para confirmar a origem externa.
Por que a órbita hiperbólica impede a captura pelo Sol
Uma órbita hiperbólica exige velocidade acima da de escape em cada ponto do trajeto. O 3I/ATLAS entra, muda de direção e se afasta sem formar uma órbita fechada.
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A gravidade solar altera o rumo do objeto, mas não reduz a velocidade o bastante para prendê-lo. Observações acompanham o trajeto rumo ao espaço profundo.
Cálculos indicam o ponto de maior aproximação, registrado no fim de outubro de 2025, e a interação com o Sol durou algumas semanas. Modelos de computador reproduzem o efeito do estilingue gravitacional.
Diferença de velocidade entre o 3I/ATLAS e os cometas locais
Cometas do Sistema Solar chegam a dezenas de km/s no periélio, o ponto de maior proximidade com o Sol. Já os objetos interestelares preservam a velocidade herdada do meio da galáxia.
Essa diferença reforça a origem externa do 3I/ATLAS. A espectroscopia analisa a composição do objeto e identifica proporções incomuns de elementos.
Aceleração de ‘Oumuamua em 2017 e a explicação para o fenômeno
Em 2017, ‘Oumuamua apresentou uma aceleração inesperada ao passar perto do Sol. Uma explicação atribui o fenômeno à liberação de hidrogênio que estava retido no corpo.
O calor do Sol faz o gás escapar do interior do objeto. Hipóteses alternativas não têm provas concretas.
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Quanto a passagem pelo Sol desvia a rota do 3I/ATLAS
Durante a passagem, a trajetória do 3I/ATLAS se curva em um ângulo calculado pelos pesquisadores. Observatórios acompanham dados orbitais em tempo real.
A energia cinética do objeto supera a atração solar. Desde dezembro de 2025, ele se afasta do Sistema Solar, e reportagens de novembro de 2026 informam que o cometa já deixou a região.
Composição química do 3I/ATLAS revela gelo com muita poeira
Estudos encontraram elementos comuns, em proporções diferentes das observadas no Sistema Solar. A análise confirma a classificação do objeto como interestelar.
Em 2026, o Telescópio Espacial James Webb registrou grãos de gelo de água misturados a muita poeira, segundo um estudo liderado por Silvia Protopapa, do Southwest Research Institute, publicado no The Astrophysical Journal Letters. Em outro estudo, publicado na Nature Astronomy em 23 de outubro de 2026, pesquisadores relataram metano com proporção de deutério cerca de 14 vezes maior que a do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.








