Golpe do FGTS pelo WhatsApp usa falsa Caixa para roubar dados de vítimas em todo o paísPor Luís Henrique Costa
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Uma nova onda de mensagens falsas sobre saques do FGTS atinge trabalhadores que têm saldo no fundo. Os golpistas se passam por funcionários da Caixa Econômica Federal e enviam os recados por WhatsApp, SMS e e-mail. No início de julho de 2026, a prática chegou a ser alvo de uma operação policial.
A tática consiste em enganar a vítima com um suposto saque liberado ou um valor a receber. O objetivo é obter informações pessoais e bancárias e, em alguns casos, levar a pessoa a depositar dinheiro em contas de terceiros. A prática é ilegal e criminosa.
Nos casos mais relatados, o golpista afirma que existe dinheiro liberado para saque e pede CPF, nome completo e data de nascimento. Em seguida, cobra um depósito ou uma transferência para garantir a liberação do valor.
Cuidados que evitam cair em mensagens falsas sobre saque
Nem sempre o dinheiro perdido volta para o consumidor. Por isso, a prevenção é o caminho mais seguro para quem tem saldo no FGTS.
Mensagens que chegam sem pedido são a porta de entrada mais comum para links maliciosos. Desconfie de qualquer contato por WhatsApp, redes sociais ou e-mail que fale de FGTS.
Para checar uma informação, procure a Caixa pelos canais oficiais de atendimento. Se houver valor disponível, o próprio banco comunica o trabalhador. Notícias sobre liberação de saques costumam ter ampla cobertura da imprensa, então confirme em fontes de confiança antes de agir.
Não envie CPF, RG, número de conta bancária ou senhas por WhatsApp ou outro canal não confiável. Senhas não devem ser repassadas a ninguém, nem a quem diga trabalhar no banco.
Confira também: Antecipação do saque-aniversário do FGTS segue em cinco parcelas em 2026
Os saques do FGTS são feitos diretamente entre a Caixa e o trabalhador, sem intermediários. Por isso, não faça pagamento ou transferência pedido por desconhecidos.
Antes de preencher qualquer página, confirme se o endereço é oficial e pesquise se há queixas sobre ele. O cadeado fechado cinza-escuro ao lado da URL na barra do navegador indica que o site usa protocolo de segurança.
Criar senhas fortes reduz riscos desnecessários. A recomendação é seguir algumas práticas básicas:
- Misture letras, números e caracteres especiais.
- Não use a mesma senha em sites diferentes.
- Troque as senhas mais importantes de tempos em tempos.
- Ative a autenticação de dois fatores sempre que o serviço oferecer.
- Não divulgue suas senhas a ninguém.
Outro método usa links para sites falsos, criados para parecer portais verdadeiros. Os criminosos chamam essa abordagem de golpe do FGTS inativo, e a vítima é levada a responder um questionário sobre saques anteriores.
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Os dados informados no formulário são usados para sacar o FGTS, pedir empréstimos ou abrir contas em bancos em nome da vítima. Os golpistas também forjam comentários de supostos usuários que teriam recebido o dinheiro, o que ajuda a convencer quem tem dúvidas.
Passo a passo para contestar um saque que você não reconhece
Quem suspeita de golpe deve conferir o extrato do FGTS pelo aplicativo, pelo site da Caixa ou em uma agência. Se aparecer saque não feito pelo trabalhador, o procedimento tem três etapas, e cada uma depende da anterior.
- Reúna o extrato da conta, prints de conversas e o e-mail falso recebido.
- Registre um boletim de ocorrência em uma delegacia ou pela internet, anexando as provas.
- Volte a uma agência da Caixa e peça a abertura de processo de contestação do saque.
Após o boletim, a Caixa tem até 60 dias para responder formalmente ao pedido de contestação. Se a resposta for negativa ou o prazo não for cumprido, a orientação é procurar um advogado para medidas judiciais.
Se a fraude for comprovada, o valor sacado indevidamente pode voltar à conta do FGTS, mas o resultado depende da análise feita pelo banco.







