CadÚnico muda regras de atualização e inscrição em 2026 para benefíciosPor Luís Henrique Costa
4 min de leitura
![]() |
O Cadastro Único, conhecido como CadÚnico, é um serviço do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Ele reúne informações sobre famílias de baixa renda e funciona como requisito para a entrada em diversos programas sociais federais. Quem quer receber esses benefícios precisa, antes de tudo, estar inscrito no banco de dados.
Para que serve o CadÚnico e quem o administra
O cadastro mapeia quantas são e como vivem as famílias de baixa renda no país. Apesar de ser criado pelo Governo Federal, ele é operado e atualizado pelas prefeituras, de forma gratuita. A inscrição também garante que os órgãos gestores de cada programa direcionem os serviços com mais precisão.
Quais programas sociais consultam o banco de dados
Os programas abaixo usam as informações do cadastro para definir quem tem direito. A lista não é fechada, e cada um tem exigências próprias, mas o primeiro passo é manter o CadÚnico atualizado.
- Programa Bolsa Família
- Programa Tarifa Social de Energia Elétrica
- Isenção de taxas em concursos públicos
- ID Jovem
- Carteira do Idoso
- Programa Casa Verde e Amarela
- Programa Bolsa Verde
Faixas de renda que dão acesso à inscrição
Podem se inscrever as famílias que se encaixam em uma destas faixas de renda. Com o salário mínimo de 2026 em R$ 1.621, os limites ficam assim.
- Renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, ou seja, R$ 810,50
- Renda mensal familiar total de até três salários mínimos, ou seja, R$ 4.863,00
- Renda acima desses valores, desde que a família esteja vinculada a programa ou benefício que use o CadÚnico
Onde fazer a inscrição e quem pode cadastrar a família
A inscrição é feita diretamente nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) da região. No dia da entrevista, não é preciso que toda a família compareça. Pessoas maiores de 16 anos, e de preferência mulheres, podem cadastrar todos os integrantes.
A pessoa que presta as informações é chamada de Responsável pela Unidade Familiar (RF). Para esse papel, o RF deve levar os documentos abaixo. Se a família tiver filhos, também é preciso apresentar a certidão de nascimento.
- CPF
- Título de Eleitor
- RG ou documento original com foto
Ao longo da inscrição, outros documentos podem ser pedidos. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o CPF passa a ser a chave de identificação de todas as pessoas no novo sistema e fica obrigatório para inclusão e atualização.
Veja também: Cadastro Único desatualizado pode bloquear o Bolsa Família e o BPC
Pré-cadastro pelo aplicativo e prazo para o Cras
O aplicativo do Cadastro Único foi criado em março de 2022 e permite o pré-cadastro de quem quer entrar no programa. A etapa é opcional e serve para agilizar o atendimento, já que o cidadão também pode fazer todo o cadastro direto no posto.
Depois do pré-cadastro, é preciso comparecer a um posto de atendimento do município em até 240 dias para confirmar e complementar os dados da família. Somente o responsável familiar pode fazer o pré-cadastro, pelo aplicativo ou pela versão web.
A atualização deve ocorrer a cada dois anos ou sempre que houver mudança na família, como nascimento ou falecimento. Para os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), a Instrução Normativa Conjunta SAGICAD/SNBA nº 1, de 8 de maio de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 13 de maio, desativou o Formulário de Impossibilidade de Inclusão ou Atualização. Quem ainda estava ligado a ele deve regularizar o cadastro até 31 de dezembro de 2026, sob pena de o benefício ser negado ou cessado.








