Nubank, Itaú e Santander citados em falha do Pix na noite de sextaPor Luís Henrique Costa
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Clientes de bancos e fintechs ficaram sem conseguir pagar ou transferir pelo Pix na noite de sexta-feira (6). Muitos viram na tela do aplicativo a mensagem de erro de rede ao tentar concluir a operação.
Site que reúne reclamações sobre serviços online, o volume de relatos passou de 10 mil no pico da falha. Como cada reportagem usou horários e números diferentes, não existe um total único de reclamações.
Após a nota do Banco Central, a falha foi classificada como parcial. Ainda assim, não há confirmação de que o Pix tenha ficado fora do ar no país inteiro, nem de que todas as instituições tenham caído ao mesmo tempo.
Queixas pulam de 17 para perto de 11 mil ao longo da noite
A alta começou no início da noite e acelerou em poucos minutos. As reportagens divergem sobre o momento do auge, e a lista abaixo traz os marcos citados por cada uma delas.
- 18h40: início da subida, com 17 registros
- 19h10: quase 11 mil relatos de dificuldade de acesso ao Pix
- 19h13: pico de queixas, segundo outra reportagem
- 20h30: relatos começam a diminuir
Os números medem reclamações enviadas aos sites, e não contas efetivamente atingidas. Os bancos não informaram quantas transações foram recusadas ou atrasadas. Uma reportagem falou em 10.809 reclamações no pico, valor que não aparece nas demais.
Erro de rede aparece como a queixa mais frequente entre clientes
Quem tentou transferir ou pagar pelo Pix foi o grupo que mais reclamou. Em comentários de leitores num dos sites consultados, Santander, Inter e Itaú aparecem como instituições fora do ar naquele momento. Outro cliente disse ter feito uma transferência pelo C6 Banking antes de a falha chegar ao aplicativo dele.
Uma reportagem listou Itaú, Nubank, Santander, Bradesco e Inter entre as instituições citadas nos relatos. Outra falou em dezenas de bancos e fintechs, incluindo Banco do Brasil e Caixa. A lista definitiva de afetados não foi confirmada.
Uma das reportagens registrou relatos de possível ataque hacker. Nenhuma empresa confirmou a hipótese, e nenhum prestador de serviço afetado foi identificado.
Banco Central fala em indisponibilidade parcial, mas não diz a causa
Em nota, o Banco Central classificou o episódio como indisponibilidade parcial e afirmou que a equipe técnica resolveu o problema rapidamente. O órgão, responsável pelo sistema, disse que seus sistemas funcionam normalmente. Não detalhou, porém, o que provocou a falha nem quantas operações foram atingidas.
Nas redes sociais, o Itaú afirmou estar ciente da falha e disse que a equipe responsável trabalha nos ajustes. Uma reportagem cita expectativa de restabelecimento ainda na noite, mas a previsão não tem fonte oficial. A falha ocorreu no quinto dia útil do mês, período em que se concentram pagamentos de salários e contas, segundo uma reportagem. A relação com a instabilidade do app do Banco do Brasil na terça-feira (3) não foi confirmada.
Antes desta sexta, o Pix já tinha registrado falhas em 2026
Em 19 de janeiro de 2026, o DICT, base central de dados do Pix, ficou indisponível entre 14h31 e 15h10 por problema interno, informou o Banco Central. Em 23 de agosto de 2026, o órgão confirmou em nota uma falha nas primeiras horas do dia, com pico de 2.444 relatos no Downdetector às 8h10, e disse que o serviço foi restabelecido.
Na terça-feira (3), o aplicativo do Banco do Brasil também ficou instável, com 6.288 notificações às 9h33, segundo uma reportagem. Por volta das 12h40, o banco informou que os canais digitais voltaram a operar normalmente, sem detalhar a causa técnica. Relatos daquele dia também citaram o Pix.
Como agir se a transferência deu erro de rede
Quem recebeu erro de rede na noite de sexta-feira deve conferir o extrato antes de repetir a operação. Pelas regras de liquidação do Banco Central, uma ordem que não é liquidada em 40 segundos no canal principal precisa ser rejeitada. Assim, o extrato mostra se o valor saiu da conta, e em alguns casos o aplicativo exibe erro numa operação que já foi processada.
Em nota, o Banco Central disse que os sistemas funcionam normalmente. Até o fechamento das reportagens, porém, nem os bancos nem o órgão haviam orientado os clientes sobre o que fazer nessa situação.








