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Dados antigos no Cadastro Único podem tirar de uma família o acesso a auxílios federais. O CadÚnico, como é chamado, reúne informações sobre famílias em situação de pobreza e extrema pobreza no país.

Governo federal, estados e prefeituras usam esses registros para planejar políticas públicas voltadas à melhora de vida dessas famílias. Os dados servem de base para decidir onde aplicar ações sociais.

Vários programas dependem do cadastro. Entre eles estão o Bolsa Família e o desconto na tarifa de luz, ambos do governo federal, além do vale-gás e do São Paulo Acolhe, programas do Estado de São Paulo de distribuição de renda.

Renda de até R$ 810,50 por pessoa dá direito à inscrição em 2026

A inscrição é aberta a famílias ou pessoas que moram sozinhas e se enquadram em pelo menos um dos critérios abaixo. Os limites acompanham o salário mínimo de R$ 1.621, em vigor desde janeiro de 2026.

  • renda por pessoa de até R$ 810,50, ou seja, metade do salário mínimo, calculada pela soma da renda de todos dividida pelo número de membros;
  • renda total da família de até R$ 4.863, equivalente a três salários mínimos;
  • situação de rua, seja pessoa sozinha ou família inteira.

Mesmo fora desses critérios, a pessoa pode fazer o cadastro se precisar de um serviço que exija o registro no CadÚnico. Nesse caso, a inscrição segue o mesmo procedimento de atendimento.

Dados registrados no CadÚnico: domicílio, escolaridade e renda

O cadastro guarda características do domicílio e a identificação de cada morador. Também constam escolaridade, situação de trabalho e renda, entre outras informações.

Acompanhe: Cadastro Único 2026: como se inscrever, atualizar dados e consultar cadastro

Documentos e atendimento para manter o cadastro em dia

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a atualização acontece de forma contínua para que os registros reflitam a realidade das famílias. Para isso, o responsável familiar deve levar os documentos de todos que moram na casa.

  • Responsável familiar: CPF e documento com foto, como o RG.
  • Demais integrantes: CPF de cada pessoa da família.
  • Comprovante de residência ou declaração de residência assinada pelo responsável, caso não exista conta em nome da família.

Mudanças na família exigem atualização antes dos dois anos

A atualização deve ser feita sempre que houver alteração em composição familiar, endereço, renda, documentação do responsável ou série escolar das crianças e adolescentes. O prazo máximo é de 24 meses, contados da data da última entrevista, mesmo sem mudanças.

Casos como separação, nascimento de filhos, filho que forma nova família ou perda de emprego também precisam ser comunicados antes desse prazo. Nessas situações, o responsável deve procurar o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), e o entrevistador faz nova entrevista para validar ou alterar os dados.

Atualização só é concluída após entrevista presencial no CRAS

Durante a pandemia de covid-19, a Portaria 368, de 29 de abril de 2020, do Ministério da Cidadania autorizou atendimento remoto. Atualmente, porém, a validação costuma exigir comparecimento presencial, e o MDS permite o pré-cadastro pelo aplicativo Meu CadÚnico.

Leia também: Cadastro Único 2026: como se inscrever, renda permitida e documentos exigidos

A organização do atendimento fica a cargo de cada município, por isso local e horários variam. Para famílias unipessoais que recebem Bolsa Família ou BPC, a atualização deve ser feita por entrevista domiciliar, segundo a Portaria MDS nº 1.145/2025.

Bolsa Família e BPC podem ser bloqueados sem atualização

A família que deixa o cadastro vencido pode perder benefícios, como o Bolsa Família. No caso do BPC, o CadÚnico deve estar atualizado há no máximo 24 meses para manutenção ou concessão do benefício.

A Instrução Normativa Conjunta SAGICAD/SNBA nº 1, de 8 de maio de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 13 de maio de 2026, determina que beneficiários do BPC ainda ligados ao antigo formulário regularizem a inscrição até 31 de dezembro de 2026. Sem a regularização, o benefício pode ser indeferido ou cessado.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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