Governo Lula tem 48% de aprovação na primeira pesquisa Quaest após as eleiçõesPor Maria
3 min de leitura
![]() |
A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu 48% na primeira pesquisa nacional realizada pelo instituto Quaest após o término do calendário eleitoral, divulgada no domingo (08). A desaprovação à gestão federal registrou 44%, estabelecendo uma margem estreita na avaliação popular da administração petista. O levantamento constatou também que 94% dos entrevistados declararam torcer para que o mandatário realize um bom mandato no Palácio do Planalto.
O índice de torcida positiva repete a taxa verificada pela sondagem em dezembro de 2022, logo após a vitória presidencial daquele ano.
Entre os temas cobrados pelos eleitores para os próximos meses, o fim da escala de trabalho 6×1 figurou com destaque ao lado da isenção tributária para itens que compõem a cesta básica nacional. O público participante listou ainda como medidas urgentes a política contínua de valorização do salário mínimo e a estruturação de um pacto nacional voltado ao enfrentamento dos casos de feminicídio no país.
Sobre o futuro do Brasil, o estudo identificou que 48% dos entrevistados expressaram sentimento de preocupação, enquanto 44% se disseram otimistas com os rumos da nação. Em relação ao levantamento aplicado em dezembro de 2022, a apreensão recuou, acompanhada pelo crescimento gradual do grupo que enxerga perspectivas favoráveis.
Dados da pesquisa Quaest sobre a gestão federal
- População ouvida: 2.004 eleitores em todas as regiões brasileiras
- Período de entrevistas: 30 de outubro a 2 de novembro
- Avaliação da gestão: 48% de aprovação e 44% de desaprovação
- Torcida pelo governo: 94% dos cidadãos afirmam esperar um mandato positivo
- Expectativa de futuro: 48% declaram preocupação e 44% demonstram otimismo
- Margem de erro e confiança: 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança

A parcela que relatou otimismo sustentou a posição citando a defesa institucional da democracia, a diminuição da força política do bolsonarismo, o reforço orçamentário destinado aos programas sociais, o combate às disparidades de renda e o controle regulatório sobre plataformas digitais e apostas esportivas eletrônicas.
No grupo que manifestou preocupação, os motivos principais recaíram sobre o comportamento dos índices econômicos, a trajetória da dívida pública bruta e os custos provocados pela taxa básica de juros. Os participantes também relataram inquietação diante dos índices de criminalidade urbana, do avanço de facções criminosas organizadas e de denúncias associadas a desvios na máquina pública.
Trajetória dos indicadores de percepção popular
- 2022 — Dezembro: Quaest apura 94% de torcida por um governo bem-sucedido após a eleição presidencial, com níveis mais altos de preocupação popular sobre o futuro imediato.
- 2026 — Novembro: Instituto registra manutenção de 94% na torcida pelo Executivo, queda na apreensão geral e aprovação administrativa em 48% na primeira sondagem concluída após a votação municipal.
A margem de erro estimada em dois pontos percentuais coloca o saldo de aprovação em patamar competitivo diante das metas econômicas e das cobranças populares direcionadas aos ministérios em Brasília.







