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Ministro decide demitir presidente do INSS que contratou empresa com sede em depósito de bebida

O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, decidiu demitir o presidente do INSS Francisco Lopes após O GLOBO revelar que ele contratou a empresa RSX Informática Ltda, cuja sede funcionava numa loja destinada a venda de bebidas, para fornecer programas de computador para o órgão federal. O contrato no valor de R$ 8,8 milhões foi assinado em abril mesmo após parecer de técnicos do INSS indicar que os programas de computador oferecidos pela RSX não terem utilidade para o órgão. A exoneração já foi enviada à Casa Civil, a quem compete formalizar o ato e publicá-lo no Diário Oficial.

Nesta terça-feira, Beltrame conversou sobre o caso com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. O deputado André Moura (PSC-SE), líder do governo, também foi consultado, teria resistido para mantê-lo no cargo, mas foi covencido por Padilha. A direção do PSC apadrinha a indicação de dirigentes do INSS. Ficou acertado que o partido vai apresentar uma nova indicação para o posto. O ministro promete investigar os atos da gestão de Lopes.

 

Depois que O GLOBO procurou os donos da RSX para pedir explicações sobre como a empresa com sede em loja de vinhos e outras bebidas poderia fornecer softwares e ainda prometer fazer treinamento de servidores públicos, a empresa passou uma reforma. Nesta terça-feira, as garrafas de vinho foram substituídas por mesas e cadeiras, dando uma nova aparência ao antigo depósito de bebidas.

Presidente do INSS faz contrato milionário para compra de software em sede de distribuidora de bebidas

Depois de liberar R$ 4 milhões à RSX Informática LTDA, do total de um contrato de R$ 8,8 milhões para a compra de um programa de software, sem obter nenhum serviço em troca, o presidente do INSS, Francisco Lopes, admitiu ter autorizado o gasto milionário sem sequer verificar a procedência empresa. No cenário encontrado pelo GLOBO, engradados de água mineral divide as prateleiras com garrafas de vinho enquanto uma funcionária se reveza entre o atendimento do telefone e a organização do pequeno estoque de rótulos de tintos numa acanhada sala comercial, no térreo de um prédio residencial, em Brasília. Sem capacidade para tocar qualquer dos contratos que já conquistou no governo – como um dos sócios admite –, a empresa faturou nos últimos anos cerca de R$ 10 milhões sem produzir um bit de informação.

A RSX Informática tem apenas dois funcionários – a mulher do estoque de vinhos e um técnico de informática – e está muito longe de possuir a capacidade operacional exigida pelo governo para honrar seus contratos. Para ganhar contratos no governo, ela vem se valendo de um “atestado de capacidade técnica” expedido pelo Ministério do Trabalho, segundo o qual, ela teria desenvolvido 66 produtos ao órgão. Procurado, o órgão não quis comentar os critérios utilizados para emitir o documento. Fonte de conteúdo Globo

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