Sinais de alerta de um AVC podem ser identificados?Por Jeronimo Santos
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O Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido por ser uma das principais causas de mortalidade no Brasil, tirou a vida de 87.518 cidadãos entre janeiro e outubro de 2022, conforme dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais. Este alarmante cenário ressalta a urgência em familiarizar a população com os sinais precursores de um AVC, seguindo o princípio de que “tempo é cérebro”, conforme destaca Diogo Haddad, neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
Classificação do AVC:
Existem dois tipos principais de AVC: isquêmico, que corresponde a aproximadamente 80% dos casos e é causado pela obstrução de uma artéria cerebral, e o hemorrágico, resultante de sangramentos cerebrais ou em suas proximidades.
Sintomas Distintivos:
O AVC isquêmico manifesta-se por meio de sintomas como fraqueza ou dormência de um lado do corpo, dificuldades na fala, confusão, problemas visuais e de locomoção, evoluindo rapidamente de minutos a horas. O AVC hemorrágico, por outro lado, é marcado por uma dor de cabeça súbita e intensa, náuseas, vômitos, rigidez no pescoço, convulsões e perda de consciência.
Sintomas Comuns a Ambos os Tipos:
Fraqueza ou dormência súbita no rosto, braço ou perna, geralmente em um lado do corpo;
Dificuldade súbita na fala ou compreensão;
Confusão mental inesperada;
Alterações abruptas na visão;
Tonturas, perda de equilíbrio ou coordenação;
Dor de cabeça intensa sem causa conhecida.
Confusões Diagnósticas:
Alguns quadros clínicos podem mimetizar os sintomas de um AVC, tais como enxaquecas, crises epilépticas e hipoglicemia. Essas condições apresentam sintomas similares, mas diferem em aspectos chave como a progressão temporal dos sintomas e a resposta a tratamentos específicos.
Avaliação e Diagnóstico:
Diante de sintomas sugestivos de um AVC, é vital buscar imediatamente atendimento médico. O diagnóstico é feito através de avaliação clínica, exames de imagem como tomografia ou ressonância magnética, além de exames laboratoriais para avaliar fatores de risco associados.
Tratamento Específico:
Dependendo do tipo e gravidade do AVC, o tratamento pode variar de terapia trombolítica para dissolver coágulos no AVC isquêmico, a procedimentos cirúrgicos para controlar o sangramento no AVC hemorrágico.
Prevenção como Chave:
A prevenção do AVC passa pelo controle de fatores de risco, incluindo hipertensão, diabetes, colesterol elevado, além de hábitos saudáveis como dieta equilibrada, prática regular de exercícios físicos e evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool.
A conscientização sobre os sinais de um AVC e a importância de uma resposta rápida são cruciais para minimizar as consequências deste grave problema de saúde.







