O gol de Martirena no início do segundo tempo colocou fogo na disputa entre Corinthians e Racing pela semifinal da Copa Sul-Americana, em um jogo emocionante que ainda não teve um desfecho. Com o placar em 2 a 2, as equipes seguem em busca de uma vaga na final, mantendo o equilíbrio dentro das quatro linhas.
Corinthians e Racing travam duelo equilibrado em São Paulo
O Corinthians entrou em campo nesta quinta-feira, na Neo Química Arena, para enfrentar o Racing, pela semifinal da Copa Sul-Americana. A equipe paulista começou pressionando, mas foi surpreendida por um gol logo nos primeiros minutos. O goleiro Arias, do Racing, fez um lançamento longo, e Salas, após ganhar uma disputa de cabeça, aproveitou a saída errada de Hugo Souza para marcar por cobertura. A resposta corintiana, no entanto, foi imediata. Aos 10 minutos, Yuri Alberto empatou a partida, recebendo um passe preciso de Memphis e finalizando com categoria.
Após o empate, o Corinthians seguiu pressionando, tentando ampliar o marcador. A chuva que caía em São Paulo não atrapalhou o desempenho das equipes. Aos 32 minutos, Yuri Alberto, em uma jogada individual, acertou um belo chute de fora da área, virando o jogo para o Timão. O primeiro tempo terminou com o placar de 2 a 1 para o Corinthians, mas a sensação era de que o confronto ainda reservava muita emoção.
Racing reage e busca o empate com gol de Martirena
A volta para o segundo tempo trouxe mais intensidade e um Racing determinado a buscar o empate. Logo aos oito minutos, Martirena protagonizou um lance de habilidade ao tabelar com Almendra, aplicar uma caneta em Garro e finalizar cruzado, sem chances para o goleiro Hugo Souza. O belo gol colocou a equipe argentina novamente no jogo e acendeu os ânimos dos torcedores, que começaram a acreditar em uma possível virada.
Apesar do gol, o Corinthians não se abateu e continuou a criar boas oportunidades, especialmente com Memphis e Yuri Alberto, que seguiam dando trabalho à defesa do Racing. A partida ficou aberta, com chances para ambos os lados, enquanto a chuva continuava a cair sobre o gramado da Neo Química Arena.
Equilíbrio marca o segundo tempo
O segundo tempo manteve a tônica de equilíbrio, com as duas equipes buscando a vitória a todo custo. O Racing, que havia começado mais retraído, passou a pressionar a saída de bola do Corinthians, forçando erros na defesa alvinegra. Carrillo, que havia sido destaque defensivo no primeiro tempo, encontrou mais dificuldades para conter as investidas dos argentinos.
Aos 15 minutos, o Racing quase virou o jogo em um chute de Nardoni, que aproveitou um bom passe de Almendra e finalizou de primeira, mas Hugo Souza, bem posicionado, conseguiu a defesa. Pouco depois, foi a vez do Corinthians assustar com um chute de Matheus Bidu, que parou na trave após desvio da zaga argentina.
Oportunidades desperdiçadas e tensão em campo
Com o passar do tempo, a tensão dentro de campo aumentou. Os jogadores começaram a demonstrar sinais de cansaço, mas a intensidade do jogo se mantinha alta. O técnico Gustavo Costas, do Racing, fez mudanças na equipe, tentando explorar a velocidade de seus atacantes nas costas da defesa corintiana. Do lado do Corinthians, o treinador também mexeu, buscando dar mais fôlego ao meio-campo, que começava a ser pressionado.
Aos 25 minutos, o Corinthians teve uma chance clara com André Ramalho, que subiu mais alto que a defesa argentina em uma cobrança de escanteio, mas o goleiro Arias fez uma defesa espetacular, evitando o terceiro gol do time paulista. O Racing respondeu logo em seguida, com Salas quase marcando após uma boa jogada individual pela direita, mas a bola saiu rente à trave.
Pressão até o último minuto
Nos minutos finais, o Corinthians voltou a pressionar com mais intensidade, tentando explorar os contra-ataques com velocidade. No entanto, a defesa do Racing se manteve firme, cortando as jogadas antes que chegassem com perigo ao gol de Arias. Aos 35 minutos, Memphis quase marcou em um chute de fora da área, mas a bola passou raspando a trave, arrancando suspiros da torcida presente na Arena.
Enquanto o cronômetro avançava, o Racing também teve suas chances. Martirena, que já havia deixado sua marca no início do segundo tempo, quase marcou de novo em um cruzamento rasteiro, mas Hugo Souza, atento, evitou o pior para o Corinthians.
O jogo ainda não terminou
Com o placar empatado em 2 a 2, as duas equipes seguem em campo lutando pela vaga na final da Copa Sul-Americana. O Corinthians, jogando em casa, tenta fazer valer o mando de campo para garantir a classificação, mas o Racing, com sua postura ofensiva e perigosa, promete dificultar a vida dos brasileiros até o apito final. O clima de tensão é palpável, e qualquer erro pode ser decisivo nesse confronto eletrizante.
