O Palmeiras é o novo campeão do Campeonato Paulista Feminino após uma vitória emocionante contra o Corinthians. Em um confronto repleto de tensão, realizado no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, o título foi decidido nos pênaltis, depois de um empate no placar agregado por 2 a 2. A conquista encerra um jejum histórico de vitórias em mata-matas contra o maior rival e representa um marco importante para as Palestrinas.
A final, disputada sob calor intenso, foi marcada por grandes jogadas, momentos de superação e o brilho da goleira Tapia, que garantiu o título ao Palmeiras com defesas decisivas na disputa de pênaltis. A conquista, além de histórica, reforça a evolução e a competitividade do futebol feminino no Brasil.
Domínio inicial e show ofensivo
O primeiro tempo começou com o Palmeiras tomando a iniciativa e dominando a partida. Logo aos 12 minutos, Amanda Gutierres abriu o placar com uma finalização precisa no canto da goleira Lelê, após receber um passe perfeito de Brena. O gol foi um reflexo da pressão exercida pelo time alviverde, que sufocou a saída de bola do Corinthians e criou diversas oportunidades de ataque.
Antes do intervalo, as Palestrinas ampliaram a vantagem com um golaço de Dudinha. A jogadora aproveitou a assistência de Amanda Gutierres e acertou um chute de primeira, sem chances para Lelê. O gol colocou o Palmeiras à frente no placar agregado, mantendo viva a esperança de conquistar o título inédito.
Corinthians reage no segundo tempo
No segundo tempo, o Corinthians voltou mais ofensivo e conseguiu diminuir o placar logo no início. Vitória Yaya, que entrou no lugar de Gabi Zanotti, marcou de cabeça após um cruzamento de Paulinha. O gol trouxe equilíbrio à partida e reacendeu a esperança das Brabas, que passaram a criar mais chances de gol.
O calor e o desgaste físico começaram a afetar o desempenho das jogadoras na reta final. Mesmo assim, ambas as equipes buscaram o gol da vitória, mas as defesas e as goleiras brilharam, mantendo o empate no placar agregado e levando a decisão para os pênaltis.
Disputa de pênaltis e brilho de Tapia
A série de pênaltis foi um espetáculo à parte, repleto de tensão e momentos decisivos. O Corinthians abriu as cobranças, mas encontrou pela frente a goleira Tapia em um dia inspirado. A arqueira do Palmeiras defendeu as penalidades de Millene e Duda Sampaio, enquanto Eudimilla acertou a trave.
No lado alviverde, Ingryd e Fê Palermo converteram suas cobranças com tranquilidade, garantindo a vantagem necessária para a vitória. Apesar do erro de Amanda Gutierres, o Palmeiras confirmou o título graças à solidez defensiva de sua goleira, que saiu como a grande heroína da noite.
Destaques do confronto
- Tapia: A goleira do Palmeiras foi a protagonista da disputa, com defesas espetaculares que decidiram o título.
- Amanda Gutierres: Artilheira do campeonato com 8 gols, marcou o primeiro gol da final e participou ativamente das jogadas ofensivas.
- Vitória Yaya: Jogadora do Corinthians, deixou sua marca com o gol que levou a decisão para os pênaltis.
- Brena: Peça-chave no meio-campo do Palmeiras, participou diretamente dos dois gols no tempo regulamentar.
- Lelê: A goleira corintiana fez importantes defesas, mas não conseguiu impedir a derrota nas penalidades.
Rivalidade intensa e impacto do título
Esse título representa um marco na história do futebol feminino, principalmente por quebrar a hegemonia do Corinthians em mata-matas contra o Palmeiras. Desde 2019, quando o time alviverde reativou sua equipe feminina, as Brabas levaram a melhor em todos os confrontos eliminatórios. Dessa vez, porém, a história foi diferente, com o Palmeiras impondo seu jogo e conquistando a vitória.
O impacto da conquista vai além do troféu. Ela simboliza a evolução e o reconhecimento do futebol feminino no Brasil, que tem atraído cada vez mais público e investimento. A rivalidade entre Palmeiras e Corinthians é um reflexo dessa ascensão, proporcionando confrontos de alto nível técnico e grande emoção.
Repercussão e celebração
A festa alviverde tomou conta do Brinco de Ouro após o apito final, com jogadoras, comissão técnica e torcedores comemorando juntos a conquista histórica. A técnica Camilla Orlando destacou a superação de suas atletas e a importância do título para o clube, enquanto a presidente Leila Pereira reforçou o compromisso com o crescimento do futebol feminino no Palmeiras.
No lado corintiano, o técnico Lucas Piccinato lamentou os erros na disputa de pênaltis, mas reconheceu o mérito do adversário. Apesar da derrota, o Corinthians continua sendo uma das referências do futebol feminino nacional, com uma trajetória marcada por títulos e grandes campanhas.
Estatísticas e números da final
O confronto apresentou números que refletem o equilíbrio da partida. O Palmeiras finalizou 15 vezes, enquanto o Corinthians somou 12 finalizações. A posse de bola foi levemente favorável às Palestrinas, com 52%. Nos escanteios, o Corinthians levou vantagem, mas não conseguiu converter as oportunidades em gols.
A atuação das goleiras também foi um destaque. Lelê, do Corinthians, fez quatro grandes defesas durante o tempo regulamentar, enquanto Tapia brilhou nos pênaltis, garantindo o título para o Palmeiras.
