Bradesco e Caixa fora do ar; milhares de usuários sem acesso a serviços nesta quinta (6)

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APP Bradesco

APP Bradesco - Foto: Diego Thomazini /shutterstock

Nesta quinta-feira, 6 de março, os aplicativos do Bradesco e da Caixa Econômica Federal, incluindo o popular Caixa Tem, apresentaram falhas significativas, gerando transtornos para milhões de clientes em todo o Brasil. O problema, que coincide com um dia de grande movimentação financeira devido a pagamentos de salários e benefícios, como o FGTS, deixou usuários sem acesso a serviços essenciais, como Pix, transferências e consultas de saldo. Relatos nas redes sociais e em plataformas de monitoramento, como o Downdetector, indicam que as instabilidades começaram pela manhã e se intensificaram ao longo do dia, afetando tanto pessoas físicas quanto jurídicas. A situação expõe a dependência dos brasileiros em relação aos serviços bancários digitais e levanta questões sobre a infraestrutura tecnológica das instituições.

A gravidade do problema se reflete nos números registrados pelo Downdetector, que apontou um pico de mais de 200 reclamações para cada banco em horários distintos: às 11h30 para o Bradesco e às 12h46 para a Caixa, considerando o horário de Brasília. Usuários relatam dificuldades para carregar os aplicativos, com mensagens de erro como “net:: ERR_NAME_NOT_RESOLVED” no caso do Bradesco, e lentidão generalizada no Caixa Tem. Enquanto o Bradesco informou que suas equipes estão trabalhando para normalizar os serviços, a Caixa ainda não forneceu uma explicação oficial até o momento, mas a alta demanda pelo pagamento do FGTS pode estar relacionada às falhas.

Clientes expressaram frustração em plataformas como o X, onde as reclamações se multiplicaram ao longo do dia. Muitos destacaram a impossibilidade de realizar transações urgentes, como pagamento de contas e transferências via Pix, em um momento crítico do mês. A instabilidade não é um caso isolado: ambos os bancos já enfrentaram problemas semelhantes em meses anteriores, o que aumenta a percepção de que falhas sistêmicas podem estar afetando a experiência dos usuários com frequência.

Instabilidades afetam serviços essenciais

Problemas nos aplicativos geram transtornos generalizados

Durante a manhã desta quinta-feira, os primeiros sinais de instabilidade começaram a surgir por volta das 7h, com o número de reclamações crescendo rapidamente até atingir picos próximos ao meio-dia. No caso do Bradesco, o aplicativo para pessoas jurídicas foi especialmente afetado, impedindo o acesso a funcionalidades como Pix e transferências, enquanto o app para pessoas físicas também apresentou intermitências. Clientes relatam que, ao tentar acessar suas contas, recebem mensagens de erro ou simplesmente não conseguem carregar a página inicial, o que comprometeu operações bancárias em um dia de alta demanda.

Já na Caixa, o impacto foi sentido de forma mais acentuada no Caixa Tem, aplicativo utilizado por milhões de brasileiros para receber benefícios sociais e realizar transações básicas. A lentidão no sistema dificultou o acesso ao saldo do FGTS, cujo pagamento do saque-aniversário começou hoje para trabalhadores elegíveis conforme a Medida Provisória vigente. Para quem não cadastrou uma conta bancária alternativa, os valores foram depositados diretamente no Caixa Tem, o que pode ter contribuído para a sobrecarga do sistema. Usuários de grandes cidades, como São Paulo, Salvador e Brasília, estão entre os mais afetados, segundo relatos nas redes sociais.

A situação gerou um aumento significativo nas buscas por termos como “Bradesco fora do ar” e “Caixa Tem fora do ar” no Google Trends, evidenciando a preocupação dos clientes. Enquanto o Bradesco informou que os serviços estão sendo normalizados gradativamente, a falta de um posicionamento oficial da Caixa até o momento mantém os usuários no escuro sobre a previsão de solução.

O que os números revelam sobre as falhas

Dados do Downdetector mostram que o Bradesco registrou um pico de 223 reclamações às 11h30, enquanto a Caixa alcançou 208 notificações às 12h46. Esses números, embora expressivos, representam apenas uma fração dos usuários afetados, já que nem todos recorrem à plataforma para registrar queixas. No caso do Bradesco, 76% das reclamações estão relacionadas a dificuldades de login, 13% a problemas com o Pix e 12% a falhas no internet banking. Para a Caixa, as queixas se concentram na lentidão do Caixa Tem e em erros ao acessar o aplicativo principal.

A cronologia das falhas indica que o problema começou cedo e se agravou com o aumento do tráfego ao longo da manhã. Especialistas sugerem que a coincidência com o dia de pagamento de salários e benefícios sociais, como o FGTS, pode ter sobrecarregado os servidores das instituições. No entanto, a ausência de comunicados detalhados dificulta a identificação das causas exatas, deixando margem para especulações sobre a robustez dos sistemas bancários digitais.

Impactos e alternativas para os usuários

Pagamento do FGTS intensifica a demanda na Caixa

A Caixa Econômica Federal deu início nesta quinta-feira ao pagamento do saldo retido do saque-aniversário do FGTS, uma medida que beneficia trabalhadores que optaram por essa modalidade nos últimos anos. Para quem não informou uma conta bancária alternativa, o valor foi creditado diretamente no Caixa Tem, aplicativo que já registra mais de 100 milhões de usuários ativos. Esse volume elevado de acessos simultâneos pode estar por trás da lentidão observada, especialmente em um dia que também marca o pagamento de salários para muitos brasileiros.

Clientes que dependem do Caixa Tem para movimentar o dinheiro do FGTS enfrentaram dificuldades para consultar saldos ou realizar transferências. Em alguns casos, o aplicativo chegou a travar completamente, enquanto em outros apresentou atrasos que comprometeram transações urgentes. A situação é particularmente crítica para beneficiários de programas sociais, que utilizam o app como principal ferramenta financeira, destacando a importância de uma infraestrutura confiável em momentos de alta demanda.

Para minimizar os transtornos, algumas alternativas estão disponíveis. Os usuários podem tentar acessar o internet banking pelo computador, que parece menos afetado no caso da Caixa, ou recorrer a caixas eletrônicos e lotéricas para operações básicas. No entanto, essas opções nem sempre são viáveis, especialmente para quem depende exclusivamente do celular para gerenciar suas finanças.

Dicas para contornar as instabilidades

Enquanto os bancos trabalham para restabelecer os serviços, os clientes podem adotar medidas práticas para lidar com as falhas. Confira algumas sugestões:

  • Verifique a conexão de internet: problemas de rede podem agravar as dificuldades de acesso aos aplicativos.
  • Reinicie o aplicativo: fechar e abrir o app ou limpar o cache pode resolver falhas temporárias.
  • Use canais alternativos: caixas eletrônicos, lotéricas ou o internet banking no computador são opções para realizar transações.
  • Atualize o aplicativo: versões desatualizadas podem apresentar mais instabilidades; cheque se há atualizações disponíveis nas lojas de aplicativos.
  • Entre em contato com o suporte: o Bradesco oferece atendimento pelo número 0800 570 0022, enquanto a Caixa disponibiliza o 0800 726 0101 para emergências.

Essas ações podem ajudar a mitigar o impacto das instabilidades, mas não eliminam a necessidade de uma solução definitiva por parte das instituições.

Histórico de problemas reforça críticas aos bancos

Episódios como o desta quinta-feira não são novidade para Bradesco e Caixa. Em 28 de outubro de 2024, o aplicativo da Caixa enfrentou uma instabilidade que gerou mais de 2.100 reclamações no Downdetector, enquanto o Bradesco registrou falhas em 20 de fevereiro, com mais de 1.000 notificações. Esses incidentes recorrentes alimentam a percepção de que os bancos precisam investir mais em tecnologia para suportar o volume crescente de transações digitais.

No caso do Bradesco, clientes já relataram problemas em dias de alta demanda, como o quinto dia útil do mês, quando salários são creditados. Para a Caixa, a pressão sobre o Caixa Tem é ainda maior devido à sua relevância para programas sociais e ao pagamento de benefícios como o FGTS e o Bolsa Família. A falta de transparência sobre as causas das falhas só aumenta a insatisfação dos usuários, que cobram maior confiabilidade nos serviços bancários.

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