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A espera por uma renda extra está prestes a acabar para milhões de brasileiros. Caso o governo federal, sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, mantenha a tradição dos últimos anos, o pagamento da primeira parcela do 13º salário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pode ocorrer em menos de um mês. Esse benefício, aguardado por aposentados, pensionistas e outros segurados, é visto como um alívio financeiro e uma oportunidade para aquecer a economia nacional. Em 2024, a medida beneficiou mais de 33 milhões de pessoas e movimentou cerca de R$ 67 bilhões, números que indicam o impacto significativo da antecipação.

Nos últimos anos, a prática de adiantar o 13º salário do INSS ganhou força, especialmente desde 2020, quando a pandemia de Covid-19 exigiu ações rápidas para apoiar a população. Tradicionalmente pago em duas parcelas, com a primeira em agosto e a segunda em novembro, o abono passou a ser liberado no primeiro semestre, entre abril e maio. A expectativa para 2025 é que o calendário siga esse padrão, com os depósitos começando já no final de abril. A decisão, que depende de um decreto presidencial, ainda não foi oficialmente confirmada, mas o histórico recente alimenta a esperança dos beneficiários.

O valor do 13º salário é um direito garantido por lei a quem recebe benefícios previdenciários, como aposentadorias e auxílios. Diferente de anos anteriores, quando os pagamentos seguiam um cronograma fixo no segundo semestre, a antecipação se tornou uma estratégia para injetar recursos na economia em um período de desafios financeiros para muitas famílias. Com isso, aposentados e pensionistas aguardam ansiosamente a divulgação oficial do calendário, que deve trazer datas detalhadas baseadas no número final do benefício.

Benefício pode alcançar mais de 30 milhões de segurados

Mais de 30 milhões de brasileiros devem ser contemplados com o 13º salário do INSS em 2025. Esse número abrange aposentados, pensionistas e segurados que recebem auxílios como o por incapacidade temporária, acidente ou reclusão. A medida, que começou como uma resposta emergencial, agora é vista como uma ferramenta essencial para estimular o consumo e reduzir o endividamento.

O pagamento segue uma lógica escalonada: quem ganha até um salário mínimo recebe primeiro, enquanto os que têm benefícios acima desse valor recebem em datas posteriores. Em 2024, por exemplo, a primeira parcela foi liberada entre 24 de abril e 8 de maio, beneficiando milhões de segurados em todo o país.

Histórico de antecipações reforça expectativas

Desde 2020, o governo federal optou por antecipar o 13º salário do INSS como forma de mitigar os efeitos econômicos da pandemia. Em 2023, os depósitos ocorreram em maio e junho, enquanto em 2024 as parcelas foram pagas em abril e maio. Esse padrão tem gerado uma expectativa positiva entre os beneficiários para 2025, embora a confirmação oficial dependa da votação do Orçamento e de um novo decreto.

Como o 13º salário do INSS é calculado e pago

O cálculo do 13º salário do INSS é simples, mas exige atenção aos detalhes. O valor é baseado no benefício mensal bruto, sem descontos, dividido por 12 e multiplicado pelo número de meses em que o segurado recebeu o auxílio no último ano. Assim, quem teve o benefício ativo durante todo o período recebe o equivalente a uma mensalidade integral, pago em duas partes. A primeira parcela corresponde a 50% do total, enquanto a segunda, que inclui descontos como o Imposto de Renda para os contribuintes, completa o valor.

Para quem começou a receber o benefício após o início do ano, o montante é proporcional. Por exemplo, um segurado que passou a ter direito ao benefício em março de 2025 receberá 10/12 do valor total, refletindo os dez meses de recebimento. Em 2024, mais de 33,6 milhões de pessoas receberam a primeira parcela até meados de maio, demonstrando a escala da operação conduzida pelo INSS. A segunda parcela, por sua vez, é ajustada com os descontos legais, o que pode reduzir o valor líquido depositado.

Além disso, existe uma cota única para quem começou a receber o benefício após o pagamento antecipado. Em 2024, essa parcela foi liberada em novembro para os novos segurados, entre 25 de novembro e 6 de dezembro. A previsão é que o mesmo ocorra em 2025, garantindo que todos os elegíveis tenham acesso ao abono anual.

Quem tem direito ao abono anual

Nem todos os beneficiários do INSS recebem o 13º salário. O direito é exclusivo para quem recebe benefícios previdenciários, como aposentadorias, pensões por morte, auxílios por incapacidade temporária, acidente ou reclusão, desde que tenham tido acesso a esses valores nos últimos 12 meses. Já o Benefício de Prestação Continuada (BPC), voltado para idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade, não dá direito ao abono, por se tratar de um auxílio assistencial, e não previdenciário.

Calendário previsto para o pagamento em 2025

A ansiedade dos segurados cresce à medida que abril se aproxima. Embora o governo ainda não tenha divulgado o calendário oficial para 2025, as datas prováveis seguem o modelo adotado em 2024. Veja a previsão com base no histórico recente:

  • Para quem ganha até 1 salário mínimo (1ª parcela, abril):
    • Final 1: 24/04
    • Final 2: 25/04
    • Final 3: 28/04
    • Final 4: 29/04
    • Final 5: 30/04
    • Final 6: 02/05
    • Final 7: 05/05
    • Final 8: 06/05
    • Final 9: 07/05
    • Final 0: 08/05
  • Para quem ganha acima de 1 salário mínimo (1ª parcela, maio):
    • Finais 1 e 6: 02/05
    • Finais 2 e 7: 05/05
    • Finais 3 e 8: 06/05
    • Finais 4 e 9: 07/05
    • Finais 5 e 0: 08/05

A segunda parcela deve seguir um cronograma semelhante, com depósitos entre maio e junho. Para os novos beneficiários, que passaram a receber o auxílio após maio, a cota única é esperada para novembro.

Impacto econômico da antecipação

A liberação antecipada do 13º salário do INSS tem um efeito direto na economia brasileira. Em 2024, o governo investiu cerca de R$ 67 bilhões nas duas parcelas, valor que impulsionou o comércio e ajudou a quitar dívidas de milhões de famílias. Especialistas apontam que a medida beneficia especialmente os pequenos negócios, que dependem do consumo sazonal para manter o faturamento.

Diferente do modelo tradicional, que concentrava os pagamentos no segundo semestre, a antecipação permite que os recursos cheguem em um momento estratégico, logo após os gastos de início de ano, como impostos e matrículas escolares. Em 2025, a expectativa é que o montante injetado seja semelhante ou superior, dependendo do número de beneficiários e do valor do salário mínimo vigente.

Opções privadas de antecipação ganham destaque

Além da antecipação promovida pelo governo, muitos bancos oferecem a possibilidade de adiantar o 13º salário por meio de empréstimos consignados. Nesse modelo, o segurado solicita o valor ao banco onde recebe o benefício, que calcula o montante com base no abono esperado. O dinheiro é liberado imediatamente, mas com a cobrança de juros, e o pagamento é descontado diretamente na folha quando o INSS deposita o 13º.

Essa alternativa é semelhante ao empréstimo consignado tradicional, com a vantagem de prazos e taxas geralmente mais acessíveis. Em 2024, instituições como Bradesco, Santander e Banco do Brasil divulgaram condições para esse tipo de crédito, com limites que variam de R$ 200 a R$ 50 mil, dependendo da análise de crédito e do valor do benefício.

Como consultar o pagamento do 13º salário

Verificar as datas e valores do 13º salário é uma tarefa simples para os segurados do INSS. O extrato de pagamento pode ser acessado pelo aplicativo Meu INSS, disponível para smartphones, ou pelo site oficial do instituto. Outra opção é o atendimento telefônico pelo número 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, mediante apresentação do CPF e confirmação de dados pessoais.

Para quem prefere o atendimento presencial, as agências do INSS também fornecem informações detalhadas, embora a consulta digital seja mais rápida e prática. Em 2024, milhões de beneficiários usaram esses canais para acompanhar os depósitos, e a tendência é que o mesmo ocorra em 2025.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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