Duquesa de Edimburgo destaca saúde ocular e igualdade na 69ª Comissão da ONU em Nova York

Sofia, Duquesa de Edimburgo

Sofia, Duquesa de Edimburgo - Foto: Mick Atkins / Shutterstock.com

A Duquesa de Edimburgo marcou presença em Nova York nesta semana para participar da 69ª Comissão das Nações Unidas sobre a Condição da Mulher, um dos maiores encontros globais voltados à igualdade de gênero. Representando o Reino Unido, ela assumiu papéis como Embaixadora Global da Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB) e defensora da agenda Mulheres, Paz e Segurança da ONU, além de apoiar a Iniciativa de Prevenção da Violência Sexual em Conflito. O evento, iniciado em 10 de março de 2025, reúne líderes e ativistas para debater avanços e desafios na vida de mulheres e meninas ao redor do mundo. Em sua visita, realizada em 11 de março, a duquesa abriu uma reunião do grupo Amigos da Visão da ONU, destacando a conexão entre saúde ocular e oportunidades para o público feminino. Sua agenda incluiu encontros com embaixadores da ONU, membros do IAPB e jovens ativistas de diversas nações, reforçando seu compromisso com causas humanitárias e de gênero.

Durante o discurso de abertura, a duquesa enfatizou os impactos transformadores da saúde ocular, indo além da simples restauração da visão. Ela chamou atenção para as disparidades de gênero no acesso a tratamentos, apontando que mulheres e meninas ainda enfrentam barreiras significativas, especialmente em regiões de conflito ou crise. A visita ocorre em um momento estratégico, às vésperas da Cúpula Global sobre Saúde Ocular de 2026, e reflete os esforços contínuos para eliminar doenças como o tracoma, uma das principais causas de cegueira evitável.

Além da pauta da saúde, a duquesa também se reuniu com representantes da Plan International UK, organização da qual se tornou patrona em novembro de 2024. O encontro trouxe relatos de jovens de países como Líbano, Etiópia, Peru e Jordânia, que compartilharam experiências sobre os desafios enfrentados por meninas em contextos de instabilidade.

Saúde ocular como chave para igualdade de gênero

Discurso reforça impacto da visão na vida das mulheres

No evento intitulado “Nenhuma Mulher Deixada para Trás – fechando a lacuna de gênero na saúde ocular para atingir os ODS”, a Duquesa de Edimburgo trouxe números e histórias que ilustram a importância do tema. Mulheres representam cerca de 55% dos casos de cegueira no mundo, muitas vezes devido à falta de acesso a cuidados básicos. Em seu pronunciamento, ela destacou que melhorar a saúde ocular não apenas salva a visão, mas também abre portas para educação, trabalho e independência, especialmente em comunidades carentes. A duquesa conversou com embaixadores da ONU e especialistas do IAPB sobre o progresso na luta contra o tracoma, doença que já foi eliminada em diversos países, mas ainda afeta milhões, sobretudo em áreas rurais e pobres. A pauta ganhou força com a proximidade da cúpula de 2026, que buscará acelerar metas globais de saúde ocular.

Disparidades persistem em regiões vulneráveis

Apesar dos avanços, as desigualdades persistem. Em muitas regiões, mulheres têm menos acesso a cirurgias ou óculos devido a fatores culturais, econômicos e geográficos. Dados mostram que, em países de baixa renda, elas são até 35% menos propensas a receber tratamento para catarata em comparação aos homens. Esses obstáculos agravam a exclusão social e limitam o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que incluem igualdade de gênero e saúde universal.

Encontro com jovens ativistas emociona a duquesa

Relatos de crise e esperança na Plan International

A participação da Duquesa de Edimburgo na reunião com a Plan International UK foi um dos pontos altos de sua visita a Nova York. Jovens defensoras do Líbano, Etiópia, Peru e Jordânia compartilharam histórias sobre os impactos de conflitos e crises em suas comunidades, com foco nas barreiras enfrentadas por meninas. A organização, que trabalha para combater a violência de gênero e promover educação, apresentou dados alarmantes: em zonas de guerra, meninas têm 2,5 vezes mais chances de abandonar a escola do que meninos. A duquesa ouviu atentamente os relatos, que incluíram experiências de deslocamento forçado e falta de acesso a serviços básicos. Sua Alteza Real, que assumiu o patronato da entidade em 2024, reafirmou seu compromisso em amplificar essas vozes e buscar soluções práticas.

Trabalho contínuo em áreas de conflito

O engajamento da duquesa com a causa não é recente. Em outubro de 2024, ela visitou a fronteira entre Chade e Sudão para testemunhar a situação de milhares de deslocados pelo conflito na região. Lá, conheceu mulheres e meninas afetadas pela violência sexual e pela falta de infraestrutura, uma experiência que ela descreveu como impactante. Esse histórico reforça sua atuação na 69ª Comissão da ONU, onde busca chamar a atenção para os desafios humanitários que cruzam questões de gênero e saúde.

Compromisso histórico com causas globais

Trajetória da duquesa em defesa das mulheres

A Duquesa de Edimburgo tem uma longa trajetória em causas humanitárias, com foco especial em mulheres e meninas. Desde que se tornou Embaixadora Global da IAPB, ela tem viajado pelo mundo para promover a saúde ocular, visitando países como Bangladesh e Etiópia nos últimos anos. Sua atuação na agenda Mulheres, Paz e Segurança da ONU também a levou a regiões afetadas por conflitos, onde a violência sexual é usada como arma de guerra. Em Nova York, durante a 69ª Comissão, ela reforçou a necessidade de ações integradas que combinem saúde, educação e proteção para alcançar igualdade plena. A visita coincidiu com debates sobre os avanços dos ODS até 2030, que preveem a eliminação de barreiras de gênero em todos os setores. Seu trabalho com a Plan International UK complementa essa missão, trazendo à tona as vozes de jovens que vivem as consequências de crises globais.

Saúde ocular e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

A conexão entre saúde ocular e os ODS foi um dos temas centrais de sua agenda. A visão é essencial para pelo menos sete dos 17 objetivos, incluindo educação de qualidade, redução da pobreza e igualdade de gênero. Doenças evitáveis como tracoma e catarata ainda afetam mais de 1 bilhão de pessoas globalmente, com impacto desproporcional sobre mulheres em comunidades vulneráveis.

Cronograma da 69ª Comissão da ONU em março

Eventos recentes e próximos na agenda

A 69ª Comissão da ONU sobre a Condição da Mulher começou em 10 de março e segue até o dia 21, abordando temas como violência de gênero, saúde e participação política. Veja os destaques do cronograma:

  • 10 de março: Abertura oficial com discursos de líderes globais.
  • 11 de março: Participação da Duquesa de Edimburgo no evento Amigos da Visão.
  • 13 de março: Debates sobre mulheres em situações de crise e conflito.
  • 21 de março: Encerramento com apresentação de compromissos para 2030.
    A presença da duquesa no dia 11 trouxe visibilidade às discussões sobre saúde ocular, enquanto os próximos dias prometem aprofundar pautas como o empoderamento econômico e a educação de meninas.

Foco em soluções práticas para o futuro

Durante o evento, a duquesa enfatizou a importância de parcerias entre governos, ONGs e agências da ONU para enfrentar os desafios destacados. A Cúpula Global sobre Saúde Ocular de 2026 foi citada como um marco para medir avanços e definir novas metas.

Impacto da visita em debates globais

Visibilidade para saúde ocular e gênero

A passagem da Duquesa de Edimburgo por Nova York ampliou a atenção sobre a saúde ocular como uma questão de igualdade. Líderes presentes no evento reconheceram que investimentos em prevenção e tratamento podem gerar retornos significativos, como o aumento da produtividade e a redução da pobreza. Em países onde o tracoma foi eliminado, como Marrocos e Gâmbia, as mulheres foram as principais beneficiadas, retomando atividades econômicas e educacionais. A duquesa também trouxe dados que mostram que, para cada dólar investido em saúde ocular, há um retorno de até quatro dólares em benefícios sociais e econômicos.

Apoio às meninas em tempos de crise

O encontro com jovens da Plan International UK destacou a resiliência de meninas em meio a adversidades. Muitas das ativistas presentes em Nova York já lideram projetos locais, como campanhas de alfabetização e distribuição de itens de higiene em campos de refugiados. A duquesa elogiou essas iniciativas, apontando que o empoderamento feminino começa com a garantia de direitos básicos, como segurança e educação.

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