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Mix Vale

Apresentador conhecido por sua energia contagiante, Gominho, aos 36 anos, transformou sua vida ao perder mais de 50 quilos, uma jornada que começou durante a pandemia. O processo, que envolveu mudanças profundas nos hábitos alimentares, exercícios físicos intensos e o uso supervisionado do medicamento Mounjaro, foi impulsionado por uma reflexão pessoal sobre os gatilhos emocionais que alimentavam sua compulsão alimentar. Morando atualmente com a amiga Preta Gil, para quem oferece apoio durante o tratamento contra um câncer no reto, Gominho divide sua rotina entre cuidados com a saúde, compromissos profissionais no programa TVZ, do Multishow, e uma nova relação com o corpo e a mente. A virada, segundo ele, veio de um olhar mais atento para si mesmo, motivado por sinais físicos, como dores no joelho, e um desejo de viver plenamente.

A pandemia, período de isolamento e introspecção para muitos, marcou o ponto de virada na vida do apresentador. Ele conta que foi nesse momento que decidiu se desconectar das redes sociais, dando unfollow em todos os contatos, um ato que surpreendeu seus seguidores, mas que ele considera essencial para sua reconexão pessoal. “Eu me percebi mais. Foi um momento de olhar para dentro”, relata Gominho, que começou a identificar padrões de comportamento ligados à ansiedade. A compulsão alimentar, embora não diagnosticada formalmente, tornou-se evidente quando ele passou a observar os momentos em que comia sem fome real, buscando preencher vazios emocionais.

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Essa percepção inicial abriu caminho para mudanças práticas. Gominho relata que o incômodo com dores no joelho foi um alerta decisivo. Um médico explicou que fortalecer a musculatura da coxa seria necessário para aliviar a pressão sobre a articulação, o que o levou a iniciar uma rotina de treinos. “Eu pensei: ‘Não dá pra ter 36 anos, amar viver, e não conseguir por causa de um joelho que eu posso cuidar’”, diz. A partir daí, a academia passou a fazer parte de sua vida, com treinos seis vezes por semana, aliados a uma reeducação alimentar que priorizava escolhas mais conscientes.

Além disso, Gominho incorporou o uso do Mounjaro, medicamento originalmente desenvolvido para diabetes tipo 2, mas que tem sido adotado por muitas pessoas em processos de emagrecimento. Ele destaca que o remédio, sob orientação médica, ajudou não apenas a controlar o peso, mas também a reduzir a compulsão por comida e álcool. “Eu bebo menos agora. Antes, exagerava. Com o Mounjaro, três doses de whisky já me deixam num lugar bom”, conta, com leveza. O medicamento, que varia entre R$ 1,5 mil e R$ 4 mil por dose mensal, tornou-se um complemento à sua disciplina, mas ele reforça que a mudança de mentalidade foi o principal motor de sua transformação.

Primeiros passos para a mudança

A jornada de Gominho não foi apenas sobre perder peso, mas sobre entender o que o levou a ganhar quilos ao longo dos anos. Ele explica que a compulsão alimentar estava ligada a momentos de ansiedade, algo que começou a perceber com mais clareza durante o isolamento da pandemia. “Eu comia por ansiedade, bebia por compulsão. Eram vazios que eu tentava tapar”, reflete. Esse autoconhecimento foi essencial para que ele pudesse traçar um plano de ação, que incluiu desde a reestruturação da alimentação até a criação de uma rotina de cuidados físicos e emocionais.

Outro fator importante foi o apoio de profissionais. Gominho passou a contar com acompanhamento médico e nutricional, que o ajudaram a entender as necessidades de seu corpo. Ele também destaca a importância de observar os sinais físicos, como a dor no joelho, que serviu como um chamado para agir. “O corpo fala, e a gente precisa ouvir. Não dá pra ignorar”, afirma. Essa combinação de cuidado profissional e atenção aos sinais do corpo foi o que o colocou no caminho certo.

A decisão de se afastar das redes sociais, embora temporária, também teve um impacto significativo. Gominho explica que, ao reduzir a exposição às comparações e pressões externas, conseguiu focar em suas próprias necessidades. “Eu dei unfollow em todo mundo, e isso chocou as pessoas, mas foi libertador. Eu precisava de silêncio pra me ouvir”, diz. Esse período de introspecção foi o que o levou a buscar mudanças concretas, começando pela academia e pela alimentação.

  • Autoconhecimento como base: Gominho passou a observar os momentos em que comia por ansiedade, identificando gatilhos emocionais.
  • Apoio profissional: Médicos e nutricionistas foram fundamentais para orientar sua reeducação alimentar e o uso de medicamentos.
  • Desconexão digital: O afastamento temporário das redes sociais ajudou a reduzir pressões externas e focar na saúde mental.
  • Atividade física regular: Treinos seis vezes por semana fortaleceram não apenas o corpo, mas também a disciplina.

Impacto da pandemia na transformação

Quando a pandemia chegou, Gominho, como muitas pessoas, enfrentou momentos de incerteza e introspecção. Ele conta que o isolamento o obrigou a confrontar hábitos que, até então, passavam despercebidos. “Eu me vi comendo por ansiedade, bebendo mais do que precisava. Foi um momento de parar e pensar: ‘O que eu estou fazendo comigo?’”, relata. Esse período de pausa foi crucial para que ele pudesse identificar os gatilhos de sua compulsão alimentar e começar a trabalhar neles.

A decisão de mudar veio acompanhada de desafios. Gominho explica que, no início, era difícil resistir aos velhos hábitos, especialmente porque comer e beber eram formas de lidar com o estresse. No entanto, ele encontrou na atividade física uma válvula de escape saudável. “Malhar virou uma terapia. Eu saía da academia me sentindo mais leve, não só no corpo, mas na cabeça”, diz. A consistência nos treinos, aliada a uma alimentação mais equilibrada, começou a trazer resultados visíveis, o que o motivou a continuar.

Outro aspecto que marcou essa fase foi o uso do Mounjaro. Gominho conta que o medicamento, além de ajudar na perda de peso, teve um efeito positivo sobre sua relação com a comida e o álcool. “Ele me ajudou a ter mais controle, a não exagerar. Mas o principal foi a minha cabeça, a vontade de mudar”, reforça. O apresentador destaca que o remédio foi uma ferramenta, mas que a verdadeira transformação veio de sua determinação em cuidar de si mesmo.

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Rotina atual e apoio a Preta Gil

Hoje, Gominho vive uma rotina intensa, mas equilibrada. Morando com Preta Gil, ele se dedica a apoiar a amiga durante o tratamento contra o câncer no reto, ao mesmo tempo em que mantém seus compromissos profissionais e cuidados pessoais. “Estou lá com a Pretinha, malhando, fazendo o TVZ com o MC Daniel, comendo direitinho”, conta. A proximidade com Preta, que também enfrentou desafios de saúde, fortaleceu ainda mais sua visão sobre a importância de cuidar do corpo e da mente.

A rotina de treinos, que inclui seis sessões semanais, é um dos pilares de sua transformação. Gominho explica que a atividade física não é mais uma obrigação, mas um hábito que ele aprendeu a valorizar. “Eu me sinto bem, forte. É uma energia diferente”, diz. A alimentação, por sua vez, passou por uma reestruturação completa, com escolhas mais conscientes e menos impulsivas. Ele ainda se permite aproveitar a vida, como tomar um whisky ocasionalmente, mas com moderação.

O uso do Mounjaro continua sendo parte de sua estratégia, mas Gominho enfatiza que o medicamento é apenas um complemento. “Ele ajuda, mas o que faz a diferença é a minha disciplina, o meu foco”, afirma. A relação com a comida também mudou: ele aprendeu a distinguir a fome real da vontade de comer por ansiedade, algo que considera uma das maiores conquistas de sua jornada.

  • Apoio a Preta Gil: Morar com a amiga trouxe um novo propósito, com cuidado mútuo durante o tratamento dela.
  • Rotina profissional: Apresentar o TVZ no Multishow mantém Gominho ativo no meio artístico.
  • Disciplina nos treinos: Seis sessões semanais de academia reforçam sua saúde física e mental.
  • Alimentação consciente: Escolhas mais equilibradas substituíram os hábitos compulsivos.

Desafios da compulsão alimentar

Embora Gominho não tenha um diagnóstico formal de compulsão alimentar, ele reconhece que seus hábitos passados eram guiados por impulsos emocionais. “Eu comia sem fome, só pra preencher algo que eu nem sabia o que era”, conta. Identificar esses gatilhos foi um processo longo, que exigiu muita observação e paciência. Ele explica que, mesmo hoje, ainda enfrenta momentos de tentação, mas aprendeu a lidar com eles de forma mais saudável.

A compulsão alimentar, segundo especialistas, é um transtorno que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Dados apontam que cerca de 2% da população global pode apresentar sintomas, com maior prevalência entre mulheres, embora homens também sejam significativamente afetados. Para Gominho, o caminho foi reconhecer que comer não resolvia suas emoções, mas apenas adiava o confronto com elas. “É difícil, porque a vida é cheia de altos e baixos. Mas você vai aprendendo a se conhecer”, reflete.

O apoio de amigos e profissionais foi essencial nesse processo. Gominho destaca que ter pessoas ao seu lado, como Preta Gil, e contar com orientação médica fez toda a diferença. “Você não precisa passar por isso sozinho. Pedir ajuda é força, não fraqueza”, diz. Ele também passou a valorizar pequenas vitórias, como resistir a uma vontade impulsiva de comer ou completar uma semana de treinos sem faltar.

Impacto da transformação na vida pessoal

A perda de 50 quilos trouxe mudanças que vão além da aparência. Gominho conta que se sente mais confiante, com uma energia renovada para enfrentar o dia a dia. “É como se eu tivesse tirado um peso, não só do corpo, mas da alma”, descreve. A relação com o espelho também mudou: ele passou a se enxergar com mais carinho, valorizando o esforço que o levou até ali.

No campo profissional, a transformação reforçou sua presença no TVZ, onde divide o palco com MC Daniel. Gominho explica que a confiança adquirida com a nova rotina o ajuda a se conectar ainda mais com o público. “Quando você tá bem com você mesmo, isso reflete em tudo. As pessoas sentem essa energia”, diz. A proximidade com Preta Gil também trouxe um novo senso de propósito, com os dois se apoiando mutuamente em momentos desafiadores.

A jornada, no entanto, não está isenta de desafios. Gominho admite que manter a disciplina exige esforço diário, especialmente em um mundo onde as tentações alimentares estão por toda parte. “Tem dias que eu quero comer um hambúrguer com batata frita, e tá tudo bem. O segredo é o equilíbrio”, afirma. Ele reforça que a moderação, e não a privação, foi o que o ajudou a tornar as mudanças sustentáveis.

Lições aprendidas ao longo do caminho

Ao longo de sua transformação, Gominho acumulou aprendizados que considera valiosos. Um dos principais foi a importância de ouvir o próprio corpo. “O corpo dá sinais, seja uma dor, seja o cansaço. Ignorar isso é cavar um buraco maior”, diz. Ele também aprendeu a valorizar a paciência, entendendo que mudanças reais levam tempo e exigem consistência.

Outro ponto crucial foi a desconstrução de velhos hábitos. Gominho explica que, no início, era difícil resistir à vontade de comer por impulso, mas com o tempo ele passou a substituir esses momentos por outras atividades, como treinar ou conversar com amigos. “Você não muda da noite pro dia. É um processo, e tá tudo bem errar às vezes”, reflete. A relação com a comida, que antes era marcada por culpa, agora é mais leve e funcional.

A espiritualidade também teve um papel importante. Gominho conta que encontrou força em sua fé, que o ajudou a manter o foco nos momentos mais difíceis. “Eu acredito que tudo tem um propósito. Cuidar de mim foi a forma que eu encontrei de honrar a vida que eu recebi”, diz. Essa perspectiva o mantém motivado, mesmo diante dos desafios diários.

  • Paciência como aliada: Mudanças duradouras exigem tempo e consistência, sem pressa por resultados imediatos.
  • Substituição de hábitos: Trocar impulsos alimentares por atividades saudáveis foi essencial para o progresso.
  • Fé e propósito: A espiritualidade trouxe força para enfrentar os momentos mais difíceis.
  • Equilíbrio na rotina: Permitir-se prazeres ocasionais, como um drink, sem culpa, reforça a sustentabilidade das mudanças.

Cronologia da transformação de Gominho

A jornada de Gominho pode ser dividida em etapas claras, que mostram como ele evoluiu ao longo dos últimos anos:

  • 2020: Início da pandemia e afastamento das redes sociais para reconexão pessoal. Identificação dos gatilhos de compulsão alimentar.
  • 2021: Início dos treinos físicos após dores no joelho, com foco em fortalecer o corpo. Primeiras mudanças na alimentação.
  • 2022: Introdução do Mounjaro sob orientação médica, com redução significativa de peso e controle da compulsão.
  • 2023: Consolidação da rotina de treinos (seis vezes por semana) e alimentação equilibrada.
  • 2024: Mudança para a casa de Preta Gil, com foco em apoiar a amiga e manter a disciplina pessoal.
  • 2025: Apresentação do TVZ com MC Daniel e manutenção da nova rotina, com 50 quilos a menos.
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Futuro com mais leveza

Gominho encara o futuro com otimismo, ciente de que sua jornada é contínua. Ele planeja manter a rotina de treinos e cuidados alimentares, mas sem rigidez excessiva. “Quero viver, aproveitar, sem deixar de cuidar de mim”, diz. A experiência de morar com Preta Gil também trouxe novas perspectivas, reforçando a importância de laços afetivos na construção de uma vida mais plena.

A relação com o público também mudou. Gominho percebe que sua história inspira outras pessoas, algo que o motiva a continuar compartilhando sua trajetória. “Eu recebo mensagens de gente que tá tentando mudar, e isso me enche de orgulho. Se eu consegui, qualquer um pode”, afirma. Ele evita dar conselhos genéricos, mas reforça que o primeiro passo é sempre o autoconhecimento.

No palco do TVZ, ele leva sua energia característica, agora amplificada por uma confiança renovada. Gominho conta que o programa é um espaço de conexão com o público, onde ele pode ser autêntico. “É um lugar onde eu me divirto, e sinto que as pessoas se divertem comigo”, diz. A música, aliada ao seu carisma, continua sendo uma ferramenta para espalhar leveza.

A transformação de Gominho não é apenas física, mas emocional e mental. Ele aprendeu a valorizar cada etapa do processo, sem se prender a idealizações. “Eu não quero ser perfeito. Quero ser feliz, saudável, e viver muito”, declara. Sua história é um lembrete de que mudanças profundas começam com pequenos passos, mas exigem coragem para olhar para dentro e agir.

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