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Mix Vale

O confronto entre Criciúma e Remo, válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro Série B, chegou ao intervalo com o placar zerado no Estádio Heriberto Hülse, em Criciúma, Santa Catarina. A partida, disputada às 19h desta sexta-feira, foi marcada por um jogo truncado, com poucas chances claras de gol e três cartões amarelos distribuídos no primeiro tempo. O destaque negativo ficou por conta do meio-campista Giovanni Pavani, do Remo, que recebeu seu segundo cartão amarelo na competição, gerando preocupação para a sequência do jogo e para as próximas rodadas. O Tigre, que busca recuperação após um início irregular, encontrou dificuldades para furar a defesa azulina, enquanto o Leão, invicto, apostou na solidez defensiva para segurar o empate fora de casa.

A partida começou com o Criciúma tentando impor seu ritmo, aproveitando o apoio da torcida no Heriberto Hülse. O time catarinense, sob o comando do técnico Zé Ricardo, adotou uma postura ofensiva, mas esbarrou na marcação bem postada do Remo. O Leão, treinado por Daniel Paulista, priorizou a troca de passes no campo defensivo para controlar o jogo e evitar investidas perigosas do adversário. Aos 15 minutos, o Tigre teve uma chance com Juninho, que finalizou com força da entrada da área, mas a bola foi bloqueada pela zaga paraense. O Remo respondeu com jogadas pelas laterais, especialmente com Janderson, que buscava explorar a velocidade contra a defesa adversária.

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O equilíbrio tático marcou os primeiros 45 minutos, com ambas as equipes criando poucas oportunidades. O Criciúma teve maior posse de bola, mas não conseguiu traduzir o domínio territorial em finalizações perigosas. O Remo, por sua vez, apostou em contra-ataques, mas também encontrou dificuldades para acertar o último passe. A arbitragem, comandada por Lucas Paulo Torezin, do Paraná, foi bastante acionada, aplicando cartões amarelos para Rodrigo, do Criciúma, e Marcelinho e Giovanni Pavani, do Remo, em lances que refletiram a intensidade do confronto.

Jogo truncado e cartões amarelos definem o primeiro tempo

O primeiro tempo no Heriberto Hülse foi caracterizado por um jogo de muita disputa física e poucas emoções. O Criciúma, que soma apenas quatro pontos em quatro rodadas, precisava da vitória para se aproximar do G-4, mas encontrou um Remo bem organizado defensivamente. O Leão, com oito pontos e na quarta posição, mostrou por que segue invicto na competição, com uma defesa sólida liderada por Reynaldo e Klaus. A estratégia de Daniel Paulista foi clara: fechar os espaços no meio-campo e explorar as laterais com Janderson e Sávio.

Aos 37 minutos, Giovanni Pavani, peça importante no meio-campo do Remo, recebeu o cartão amarelo após uma falta tática para interromper uma jogada do Criciúma. Esse foi o segundo cartão do jogador na Série B, o que significa que ele está a um amarelo de cumprir suspensão automática. A advertência gerou preocupação na comissão técnica azulina, já que Pavani é um dos pilares do esquema tático do time. Além disso, o lateral-direito Marcelinho também foi advertido, aos 33 minutos, por uma falta em Marcelo Hermes, reforçando a postura combativa do Remo no confronto.

O Criciúma, por sua vez, teve em Marcelo Hermes e Juninho seus principais articuladores. O lateral-esquerdo tentou criar jogadas pela esquerda, mas suas cobranças de bola parada não foram bem aproveitadas. Aos 40 minutos, o Tigre teve um escanteio, mas a bola foi afastada pela defesa do Remo. No lance seguinte, Hermes tentou outro cruzamento, mas a marcação azulina prevaleceu. O zagueiro Rodrigo, do Criciúma, também levou cartão amarelo aos 25 minutos, por impedir a passagem da bola com o braço, evidenciando a dificuldade do time em lidar com a pressão do adversário.

Principais lances do primeiro tempo no Heriberto Hülse

A partida entre Criciúma e Remo teve momentos de tensão, mas poucas chances claras de gol. Abaixo, os principais lances que marcaram os primeiros 45 minutos:

  • 15 minutos: Juninho arrisca um chute forte da entrada da área, mas a bola é bloqueada pela zaga do Remo, que afasta o perigo.
  • 21 minutos: Sávio cobra uma falta para o Remo e manda a bola diretamente ao gol. O goleiro Kauã, bem posicionado, faz a defesa sem dificuldades.
  • 25 minutos: Rodrigo, zagueiro do Criciúma, recebe cartão amarelo por bloquear a bola com o braço, interrompendo uma jogada do Remo.
  • 33 minutos: Marcelinho, lateral do Remo, é advertido com cartão amarelo após falta em Marcelo Hermes, que avançava pela esquerda.
  • 37 minutos: Giovanni Pavani comete falta tática e leva o segundo cartão amarelo na Série B, gerando preocupação para o Remo.

Contexto tático e estratégias das equipes

O Criciúma entrou em campo com a missão de recuperar a confiança após um empate em 1 a 1 contra o Novorizontino na rodada anterior. O técnico Zé Ricardo optou por manter o esquema com três zagueiros, formado por Rodrigo, Marcelo Benevenuto e Luciano Castán, buscando solidez defensiva e liberdade para os laterais. No ataque, Diego Gonçalves e Gabriel Novaes foram escalados para tentar furar a defesa do Remo, mas a falta de criatividade no meio-campo limitou as ações ofensivas. O Tigre teve apenas dois dias de treinamento antes do jogo, o que pode ter influenciado a falta de entrosamento em alguns momentos.

Já o Remo, embalado pela vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba na rodada passada, apostou na manutenção da base titular. Com a ausência do lateral-esquerdo Alan Rodríguez, suspenso, Sávio ganhou a vaga e teve atuação segura no primeiro tempo. O meio-campo, formado por Caio Vinícius, Jaderson e Giovanni Pavani, foi essencial para conter as investidas do Criciúma. Pedro Rocha, artilheiro da Série B com quatro gols, foi bem marcado e teve poucas oportunidades, mas segue sendo a principal esperança de gols do Leão.

A intensidade do jogo refletiu a importância do confronto para ambas as equipes. O Criciúma, que foi rebaixado da Série A em 2024, busca uma campanha consistente para retornar à elite do futebol brasileiro. O Remo, por sua vez, carrega a responsabilidade de representar o futebol paraense e consolidar sua ascensão após anos na Série C. O empate sem gols no intervalo mantém a partida aberta, com o segundo tempo prometendo ajustes táticos e maior agressividade de ambos os lados.

Histórico e retrospecto entre Criciúma e Remo

O confronto entre Criciúma e Remo tem um histórico de rivalidade, especialmente em competições nacionais. As equipes já se enfrentaram 10 vezes, com ampla vantagem para o Tigre, que venceu seis partidas, enquanto o Remo triunfou apenas uma vez, em 2002, por 2 a 1, no Estádio Baenão. Três jogos terminaram empatados. Em 2025, as equipes já se encontraram na segunda fase da Copa do Brasil, com o Criciúma levando a melhor por 2 a 1, em Belém, eliminando o Remo da competição.

Esse retrospecto negativo pesa sobre o Leão, que busca sua primeira vitória contra o Criciúma em Santa Catarina. A única vitória azulina no confronto, há mais de 20 anos, foi impulsionada pelo apoio da torcida no Baenão. Agora, jogando fora de casa, o Remo enfrenta o desafio de superar a pressão da torcida carvoeira, que lotou o Heriberto Hülse com mais de 15 mil torcedores, incentivados por ingressos a preços acessíveis, variando de R$ 20 a R$ 80.

O confronto também tem um sabor especial para Pedro Rocha, atacante do Remo que defendeu o Criciúma em 2024. Conhecido do torcedor catarinense, o jogador é a principal arma ofensiva do Leão e já marcou em três dos quatro jogos da Série B. Sua experiência contra o ex-clube pode ser um diferencial no segundo tempo, caso o Remo consiga criar mais espaços no ataque.

Desafios e ajustes para o segundo tempo

Com o placar zerado, o segundo tempo promete mudanças táticas para ambos os lados. O Criciúma precisa encontrar formas de superar a defesa do Remo, que sofreu apenas dois gols em quatro rodadas. Zé Ricardo pode optar por substituições para aumentar a criatividade no meio-campo, com nomes como Fellipe Mateus e Zé Gabriel como opções no banco. A torcida carvoeira, conhecida por empurrar o time em momentos decisivos, será um fator importante para pressionar o adversário.

Para o Remo, a preocupação com Giovanni Pavani é um ponto de atenção. Com dois cartões amarelos acumulados, o meia precisa evitar novas faltas para não correr o risco de suspensão. Daniel Paulista deve reforçar a marcação no meio-campo e buscar explorar contra-ataques com Janderson e Pedro Rocha. A volta de Caio Vinícius, que estava lesionado, fortalece o setor defensivo, mas o técnico pode considerar mudanças para dar mais agressividade ao ataque.

A Série B de 2025, com 38 rodadas, é conhecida por sua competitividade, e cada ponto conquistado é crucial. O Criciúma, na 14ª posição, vê a partida como uma oportunidade de iniciar uma arrancada na tabela. Já o Remo, no G-4, quer manter a invencibilidade e se consolidar como candidato ao acesso. O segundo tempo será decisivo para definir o rumo das equipes na competição.

Momentos que podem definir a partida

Alguns fatores serão determinantes para o desfecho do confronto no Heriberto Hülse. Abaixo, cinco aspectos que podem influenciar o resultado no segundo tempo:

  • Desempenho de Pedro Rocha: O artilheiro do Remo precisa superar a marcação para criar chances de gol.
  • Ajustes táticos de Zé Ricardo: O Criciúma depende de maior criatividade no meio-campo para furar a defesa adversária.
  • Pressão da torcida: O apoio dos mais de 15 mil torcedores pode impulsionar o Tigre a buscar a vitória.
  • Disciplina de Pavani: O meia do Remo precisa evitar faltas para não comprometer o time.
  • Bolas paradas: Ambas as equipes tiveram chances em cobranças de falta e escanteio, que podem ser decisivas.

Expectativas para a sequência da Série B

A quinta rodada da Série B está em andamento, com outros jogos importantes definindo a tabela. O Novorizontino venceu o Athletico-PR por 2 a 1, consolidando-se na parte superior da classificação. Outros confrontos, como Vila Nova x Chapecoense e Coritiba x Operário-PR, também movimentam a rodada. Para Criciúma e Remo, o resultado desta sexta-feira será crucial para suas pretensões na competição.

O Criciúma enfrenta uma sequência desafiadora, com jogos contra adversários diretos pelo G-4. A regularidade será fundamental para o Tigre, que busca repetir o sucesso de 1991, quando conquistou a Copa do Brasil. Já o Remo terá confrontos que testarão sua invencibilidade, incluindo duelos em casa no Estádio Mangueirão. O Leão, único representante do Pará na Série B, carrega a esperança de retornar à Série A após décadas.

A partida segue em aberto, com o segundo tempo prometendo emoções no Heriberto Hülse. O equilíbrio tático e a intensidade do primeiro tempo indicam que qualquer erro pode ser decisivo. O Criciúma busca a vitória para aliviar a pressão, enquanto o Remo aposta na solidez defensiva para manter o G-4. O desempenho de jogadores como Pedro Rocha e Juninho, além da disciplina de Giovanni Pavani, será fundamental para o desfecho do confronto.

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