FGTS 2025: calendário do saque-aniversário já está disponível; saiba quem pode sacarPor Bruna
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O cronograma do saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para 2025 já está disponível, trazendo alívio para milhões de trabalhadores que aguardam a liberação anual de parte de seus recursos. A modalidade, criada em 2019 e implementada a partir de 2020, permite saques anuais no mês de aniversário, mas exige atenção às regras, prazos e limitações, especialmente para quem enfrenta demissões.
Organizado pela data de nascimento, o calendário deste ano mantém a estrutura de anos anteriores, com janelas de saque que se estendem por até três meses. A Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão do fundo, reforça a importância de aderir à modalidade com antecedência para garantir o acesso aos valores ainda em 2025.
Para esclarecer o funcionamento do saque-aniversário, listamos os principais pontos que os trabalhadores precisam conhecer:
- Adesão opcional: A escolha pelo saque-aniversário deve ser feita pelo aplicativo FGTS ou site oficial da Caixa.
- Limitação em demissões: Optantes não podem sacar o saldo total da conta em caso de demissão sem justa causa, apenas a multa rescisória.
- Prazo de saque: Os valores ficam disponíveis por até 90 dias, dependendo do mês de nascimento.
- Antecipação de valores: É possível contratar empréstimos para antecipar saques futuros, mas isso bloqueia parte do saldo.
Com debates sobre o possível fim da modalidade, o governo federal mantém o saque-aniversário ativo, enquanto trabalhadores planejam como utilizar os recursos em um cenário econômico desafiador.
Regras e funcionamento do saque-aniversário
O saque-aniversário permite que trabalhadores com carteira assinada retirem anualmente uma parcela do saldo de suas contas ativas e inativas do FGTS. A modalidade foi lançada com o objetivo de oferecer maior flexibilidade financeira, mas trouxe mudanças significativas em relação ao modelo tradicional, conhecido como saque-rescisão.
Diferentemente do saque-rescisão, que libera o saldo integral da conta em casos como demissão sem justa causa, o saque-aniversário impõe restrições. Quem opta por essa modalidade só pode sacar a multa rescisória de 40% em caso de demissão, deixando o restante do saldo retido. A adesão é voluntária e pode ser feita até o último dia útil do mês de aniversário, garantindo o saque no mesmo ano.
Para 2025, a Caixa estima que milhões de trabalhadores já inscritos na modalidade terão acesso aos valores, enquanto novos optantes precisam se organizar para não perder o prazo. O aplicativo FGTS é a principal ferramenta para consulta de saldo, adesão e solicitação de saques, com transferências automáticas para contas bancárias indicadas.
Calendário detalhado para 2025
O governo federal divulgou o calendário oficial do saque-aniversário para 2025, mantendo a lógica de liberação por mês de nascimento. As datas foram estruturadas para oferecer uma janela de saque ampla, permitindo maior planejamento financeiro.
- Janeiro: Saques disponíveis de 2 de janeiro a 31 de março.
- Fevereiro: Saques liberados de 3 de fevereiro a 30 de abril.
- Março: Período de 3 de março a 30 de maio.
- Abril: Saques de 1º de abril a 30 de junho.
- Maio: Disponível de 2 de maio a 31 de julho.
- Junho: Saques de 2 de junho a 29 de agosto.
- Julho: Período de 1º de julho a 30 de setembro.
- Agosto: Saques de 1º de agosto a 31 de outubro.
- Setembro: Disponível de 1º de setembro a 28 de novembro.
- Outubro: Saques de 1º de outubro a 31 de dezembro.
- Novembro: Período de 3 de novembro a 30 de janeiro de 2026.
- Dezembro: Saques de 1º de dezembro a 27 de fevereiro de 2026.
A janela de 90 dias para cada mês de nascimento dá aos trabalhadores flexibilidade para organizar a retirada dos valores. Caso o saque não seja realizado dentro do prazo, o dinheiro retorna automaticamente para a conta do FGTS.
Valores e faixas de pagamento
O montante disponível para o saque-aniversário varia conforme o saldo total nas contas do FGTS. A Caixa utiliza um sistema de alíquotas progressivas, que define percentuais de saque entre 5% e 50%, acrescidos de uma parcela adicional fixa para saldos maiores.
Por exemplo, um trabalhador com R$ 1.000 em sua conta pode sacar 40% do saldo (R$ 400) mais uma parcela adicional de R$ 50, totalizando R$ 450. Já para contas com até R$ 500, o percentual é de 50%, sem parcela adicional. Para saldos acima de R$ 20.000, a alíquota cai para 5%, mas a parcela adicional pode chegar a R$ 2.900.
Essa estrutura busca equilibrar o acesso aos recursos com a preservação do fundo, mas exige que os trabalhadores calculem cuidadosamente o valor disponível. A consulta pode ser feita pelo aplicativo FGTS, que exibe o saldo e o montante liberado para saque.
Adesão e prazos cruciais
A adesão ao saque-aniversário é um processo simples, mas exige atenção aos prazos. Trabalhadores que desejam sacar em 2025 devem formalizar a opção até o último dia útil do mês de seu aniversário. Quem perder esse prazo só poderá acessar os valores no ano seguinte.
O processo é realizado pelo aplicativo FGTS, site oficial da Caixa ou, em casos específicos, nas agências bancárias. Após a adesão, o trabalhador deve indicar uma conta bancária para receber os valores, que são transferidos automaticamente dentro de cinco dias úteis, se a solicitação for feita no mês de aniversário.
Para quem já é optante, o saque é depositado diretamente na conta cadastrada, sem necessidade de novas ações. No entanto, a Caixa alerta que mudanças na conta bancária devem ser atualizadas com antecedência para evitar atrasos.
Limitações em caso de demissão
Uma das principais características do saque-aniversário é a restrição ao saque integral em caso de demissão sem justa causa. Nessa situação, o trabalhador tem direito apenas à multa rescisória de 40%, enquanto o saldo restante permanece bloqueado na conta do FGTS.
Essa regra gerou críticas, especialmente entre trabalhadores que enfrentaram demissões inesperadas. Em 2024, o Ministério do Trabalho e Emprego estimou que mais de 9 milhões de trabalhadores demitidos sem justa causa haviam aderido ao saque-aniversário, ficando sem acesso ao saldo total.
Para mitigar esse problema, o governo publicou, em fevereiro de 2025, a Medida Provisória 1.290, que liberou R$ 12 bilhões para cerca de 12,1 milhões de trabalhadores demitidos entre janeiro de 2020 e 28 de fevereiro de 2025. Os pagamentos foram divididos em duas etapas, com até R$ 3.000 liberados em março e o restante em junho.
Medida provisória e saques retroativos
A Medida Provisória 1.290 marcou um esforço do governo para corrigir as limitações do saque-aniversário para trabalhadores demitidos. A iniciativa beneficiou aqueles que, por terem aderido à modalidade, não puderam acessar o saldo total de suas contas após a rescisão contratual.
Os pagamentos começaram em 6 de março, com prioridade para trabalhadores que haviam cadastrado contas bancárias no aplicativo FGTS. Cerca de 85% dos beneficiados receberam os valores automaticamente, enquanto os demais precisaram comparecer a agências da Caixa ou lotéricas com documentos pessoais e carteira de trabalho.
A liberação foi escalonada por mês de nascimento:
- 6 de março: Nascidos em janeiro, fevereiro, março, abril e quem tinha conta cadastrada.
- 7 de março: Nascidos em maio, junho, julho e agosto.
- 10 de março: Nascidos em setembro, outubro, novembro e dezembro.
- 17 a 20 de junho: Pagamento do saldo remanescente acima de R$ 3.000, seguindo o mesmo critério.
A medida foi descrita como excepcional e retroativa, não se aplicando a demissões após 28 de fevereiro de 2025. Assim, trabalhadores que optarem pelo saque-aniversário e forem demitidos a partir de março de 2025 continuarão com o saldo retido.
Possível fim da modalidade
O saque-aniversário tem sido alvo de debates intensos no governo federal. Em 2024, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, sinalizou a intenção de extinguir a modalidade, argumentando que ela desvirtua o propósito do FGTS como instrumento de proteção em casos de demissão.
O governo chegou a anunciar que um projeto de lei seria enviado ao Congresso Nacional em novembro de 2024, com aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta incluiria a substituição do saque-aniversário por um modelo de crédito consignado, com descontos diretos no salário, mas o projeto ainda não foi formalizado.
Em setembro de 2024, Marinho destacou que os juros do consignado poderiam ser mais altos que os oferecidos por empréstimos baseados no saque-aniversário, o que gerou preocupações entre parlamentares. Até maio de 2025, o Ministério do Trabalho informou que o projeto segue em fase de finalização, sem previsão de envio ao Congresso.
Antecipação de saques e empréstimos
Muitos trabalhadores que aderem ao saque-aniversário optam por antecipar os valores por meio de empréstimos bancários. Essa operação, oferecida pela Caixa e outras instituições, usa o saldo do FGTS como garantia, permitindo o recebimento de até cinco parcelas futuras.
No entanto, a antecipação bloqueia o saldo correspondente ao contrato até a quitação, o que pode limitar o acesso aos recursos em caso de demissão. Por exemplo, um trabalhador com R$ 75.000 no FGTS que antecipou R$ 35.000 só poderá sacar os R$ 40.000 restantes, caso tenha direito à liberação por medidas como a MP 1.290.
A Caixa exige um valor mínimo de R$ 500 para a antecipação, com cada parcela tendo pelo menos R$ 200. O processo é realizado pelo aplicativo FGTS, e os valores são descontados automaticamente do saldo do fundo.
Como consultar e sacar os valores
A consulta ao saldo e aos valores disponíveis para o saque-aniversário é feita exclusivamente pelo aplicativo FGTS, disponível para Android e iOS. O trabalhador pode verificar o extrato, o status da adesão e o montante liberado para saque, além de atualizar dados bancários.
Para saques, a Caixa recomenda o uso do aplicativo, que permite programar a transferência para qualquer conta bancária em nome do trabalhador, sem custos. Em casos de saques presenciais, as regras variam conforme o valor:
- Até R$ 1.500: Retirada em caixas eletrônicos com senha do Cartão Cidadão.
- Até R$ 3.000: Saque em lotéricas ou caixas eletrônicos com Cartão Cidadão e senha.
- Acima de R$ 3.000: Exige comparecimento a uma agência da Caixa com documento de identificação e carteira de trabalho.
A Caixa também disponibiliza o telefone 0800 726 0207 para esclarecimentos, com a opção “FGTS” para consultas específicas.

Benefícios e críticas à modalidade
O saque-aniversário foi criado para oferecer maior autonomia financeira aos trabalhadores, permitindo o uso anual de parte do FGTS para despesas pessoais, investimentos ou pagamento de dívidas. Desde sua implementação, a modalidade movimentou bilhões de reais, com cerca de 37 milhões de trabalhadores aderindo até 2025.
No entanto, as restrições em caso de demissão geraram descontentamento. A limitação ao saque da multa rescisória, combinada com a possibilidade de antecipação de valores, levou muitos trabalhadores a comprometerem seus saldos em empréstimos, reduzindo os recursos disponíveis em momentos de necessidade.
O governo argumenta que o FGTS deve priorizar a proteção em situações como demissões, enquanto defensores do saque-aniversário destacam sua utilidade para trabalhadores que buscam liquidez imediata. A indefinição sobre o futuro da modalidade mantém os trabalhadores atentos às próximas decisões do governo.
Alternativas ao saque-aniversário
Trabalhadores que preferem manter o acesso ao saldo total em caso de demissão podem permanecer na modalidade saque-rescisão, que é o padrão do FGTS. Nessa sistemática, o saldo integral da conta, acrescido da multa rescisória de 40%, é liberado em casos de demissão sem justa causa.
A transição do saque-aniversário para o saque-rescisão é permitida, mas exige um período de carência de 24 meses, a partir do primeiro dia do 25º mês após a solicitação. Durante esse período, o trabalhador não pode sacar o saldo, mesmo em caso de demissão, exceto a multa rescisória.
A escolha entre as modalidades depende das necessidades financeiras de cada trabalhador. Aqueles que priorizam liquidez anual podem optar pelo saque-aniversário, enquanto quem busca segurança em caso de demissão tende a permanecer no saque-rescisão.
Histórico do FGTS e sua relevância
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço foi criado em 1966 para proteger trabalhadores demitidos sem justa causa, garantindo uma reserva financeira. Gerido pela Caixa desde 1990, o fundo acumula depósitos mensais equivalentes a 8% do salário de cada trabalhador com carteira assinada, pagos pelos empregadores.
Além de demissões, o FGTS pode ser movimentado em situações como compra de imóvel, aposentadoria, calamidades públicas ou doenças graves. A introdução do saque-aniversário em 2020 trouxe uma nova dinâmica, mas também levantou questionamentos sobre o equilíbrio entre acesso imediato e proteção de longo prazo.
Atualmente, o FGTS beneficia milhões de trabalhadores, com um saldo total que ultrapassa centenas de bilhões de reais. A gestão do fundo é um tema constante em debates econômicos, com propostas que vão desde a ampliação de saques até a reformulação de suas regras.
Papel da Caixa na gestão do fundo
A Caixa Econômica Federal desempenha um papel central na administração do FGTS, desde o processamento dos depósitos até a liberação dos saques. O banco investiu em tecnologia para facilitar o acesso dos trabalhadores, com o aplicativo FGTS se tornando a principal ferramenta de interação.
Além do saque-aniversário, a Caixa gerencia outras modalidades de saque, como o uso do FGTS para financiamento habitacional e a liberação de valores em situações de emergência. A instituição também é responsável por orientar os trabalhadores sobre as regras do fundo, por meio de canais como o aplicativo, site e atendimento telefônico.
Em 2025, a Caixa reforçou a campanha de divulgação do calendário do saque-aniversário, com alertas sobre prazos e procedimentos. A expectativa é que a digitalização dos serviços reduza a necessidade de atendimento presencial, agilizando o acesso aos recursos.
Cenário econômico e uso dos recursos
O saque-aniversário chega em 2025 em um momento de recuperação econômica gradual, com trabalhadores buscando formas de complementar a renda ou quitar dívidas. Os valores liberados pela modalidade são frequentemente usados para despesas essenciais, como pagamento de contas, reformas residenciais ou investimentos em pequenos negócios.
A possibilidade de antecipação de saques também atrai trabalhadores que precisam de recursos imediatos, embora os juros dos empréstimos sejam um fator a ser considerado. Bancos e instituições financeiras oferecem condições variadas, e a Caixa recomenda que os trabalhadores comparem as taxas antes de contratar.
Com a inflação ainda pressionando o orçamento das famílias, o saque-aniversário representa uma alternativa para aliviar as finanças, mas exige planejamento para evitar o comprometimento excessivo do saldo do FGTS.
Impacto da modalidade no mercado financeiro
A introdução do saque-aniversário gerou um novo mercado de crédito, com bancos oferecendo empréstimos lastreados no FGTS. Desde 2020, cerca de 25 milhões de trabalhadores usaram o saldo do fundo como garantia em operações de antecipação, movimentando bilhões de reais.
Essa dinâmica fortaleceu o setor financeiro, mas também levantou preocupações sobre o endividamento. A Caixa monitora o impacto dessas operações, garantindo que os contratos respeitem as regras do fundo. A possibilidade de extinção do saque-aniversário pode afetar esse mercado, reduzindo a oferta de crédito com garantia do FGTS.
Enquanto o governo avalia o futuro da modalidade, trabalhadores continuam utilizando os saques para atender a necessidades imediatas, com milhões de reais injetados na economia a cada ano.







