Donnarumma exalta união do PSG após saída de Mbappé e brilha em vaga na final da ChampionsPor Thiago Lemos
8 min de leitura
![]() |
Milhares de torcedores do Paris Saint-Germain tomaram as ruas de Paris em 7 de maio de 2025, celebrando a vitória por 2 a 1 sobre o Arsenal, que garantiu a vaga na final da Liga dos Campeões. O goleiro Gianluigi Donnarumma, com defesas decisivas, foi o grande nome da partida no Emirates Stadium. Após o jogo, o italiano destacou a evolução do time desde a saída de Kylian Mbappé, que se transferiu para o Real Madrid em junho de 2024. A nova mentalidade, marcada pela união do elenco, foi apontada como o diferencial para a campanha de sucesso na temporada 2024/25.
A semifinal contra o Arsenal foi um teste de fogo para o PSG. Após vencer o jogo de ida por 1 a 0, o time francês enfrentou pressão intensa em Londres, especialmente no primeiro tempo. Donnarumma, com reflexos apurados, evitou gols em chutes de Martin Odegaard e Bukayo Saka, garantindo a vantagem. No segundo tempo, o PSG dominou e marcou com Bradley Barcola e Marquinhos, enquanto Kai Havertz descontou para os ingleses.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro
- União do elenco: Donnarumma destacou a coesão do time como fator-chave.
- Defesas cruciais: O goleiro foi decisivo em momentos de pressão do Arsenal.
- Nova abordagem tática: O PSG jogou de forma mais coletiva sob Luis Enrique.
👀😃 Donnarumma et le départ de Mbappé : « L'état d'esprit a changé, nous sommes plus une équipe. L'équipe est très unie, nous sommes très bien ensemble. Nous avons gagné un Euro comme ça, cela fait la différence dans toutes les équipes. » pic.twitter.com/8fMDxNzuvI
— ParisSG INFOS (@Paris_sginfos) May 7, 2025
Mentalidade renovada
Gianluigi Donnarumma, de 26 anos, tornou-se um dos líderes do PSG na temporada. Em entrevista após o jogo, ele comparou a união do elenco à da seleção italiana que venceu a Eurocopa 2020. A saída de Mbappé, que marcou 256 gols em sete anos pelo clube, trouxe mudanças significativas. Segundo o goleiro, a ausência do francês, embora sentida, fortaleceu o grupo, que agora prioriza o coletivo.
O PSG investiu em contratações estratégicas para 2024/25, como João Neves e Bradley Barcola, que trouxeram juventude e dinamismo. A reformulação, liderada pelo técnico Luis Enrique, também incluiu uma postura defensiva mais sólida, com Donnarumma como peça central. O goleiro disputou todos os 13 jogos do time na Champions, sofrendo apenas 9 gols.
Defesas que garantiram a final
No duelo contra o Arsenal, Donnarumma mostrou por que é considerado um dos melhores goleiros do mundo. No primeiro tempo, com o Arsenal pressionando, ele fez uma defesa espetacular em um chute à queima-roupa de Odegaard. No segundo, parou Saka em uma finalização perigosa, mantendo o PSG à frente no placar. Sua atuação foi elogiada por torcedores e analistas, que o apontaram como o herói da classificação.
A confiança de Donnarumma reflete sua experiência em grandes jogos. Campeão da Eurocopa e eleito melhor jogador do torneio em 2020, o italiano trouxe sua mentalidade vencedora para o PSG. Ele destacou que a união do elenco lembra a campanha da Itália, com jogadores trabalhando juntos em prol de um objetivo comum.
- Defesa contra Odegaard: Reflexo rápido evitou gol no primeiro tempo.
- Parada contra Saka: Donnarumma segurou o placar no segundo tempo.
- Liderança em campo: O goleiro organizou a defesa sob pressão.
- Experiência internacional: Sua trajetória na Eurocopa inspira o PSG.
Reformulação sob Luis Enrique
Luis Enrique, no comando do PSG desde julho de 2023, foi essencial para a nova fase do clube. Após anos de dependência de estrelas como Mbappé, Neymar e Lionel Messi, o treinador espanhol implementou um estilo de jogo mais equilibrado. O meio-campo, com Vitinha e João Neves, ganhou força, enquanto as alas, com Ousmane Dembélé e Barcola, trouxeram velocidade.
Na semifinal, o PSG neutralizou o Arsenal com marcação alta e transições rápidas. O gol de Barcola, após uma jogada coletiva, exemplificou a nova abordagem. Marquinhos, com um cabeceio preciso, consolidou a vitória. A estratégia de Luis Enrique, que venceu a Champions com o Barcelona em 2015, tem rendido frutos, com o PSG invicto em 10 dos 13 jogos na competição.
Saída de Mbappé e nova identidade
Kylian Mbappé deixou o PSG em junho de 2024, após sete temporadas e 308 jogos. O atacante, que marcou 44 gols na temporada 2023/24, era o coração do projeto do clube, que também contou com nomes como Neymar e Messi. Sua transferência para o Real Madrid, sem custos, gerou incertezas, mas o PSG respondeu com uma reformulação eficiente.
Jogadores como Bradley Barcola, de 22 anos, assumiram protagonismo, com 12 gols e 8 assistências na temporada. João Neves, contratado do Benfica por 70 milhões de euros, trouxe energia ao meio-campo. A ausência de Mbappé permitiu ao PSG criar uma identidade coletiva, com menos dependência de jogadas individuais.
Torcida celebra em Paris
A vitória sobre o Arsenal desencadeou uma onda de celebrações em Paris. Milhares de torcedores se reuniram em pontos como a Champs-Élysées e a praça da Bastilha, cantando hinos do clube. A Torre Eiffel foi iluminada com as cores azul e vermelha do PSG, simbolizando o orgulho da cidade.
Os fãs, que aguardam o primeiro título da Champions, exibiram faixas com mensagens de apoio. A união destacada por Donnarumma também se reflete na torcida, que abraçou o novo momento do time. A final, marcada para 31 de maio de 2025, em Wembley, já mobiliza os parisienses.
- Festa nas ruas: Torcedores lotaram a Champs-Élysées após o jogo.
- Torre Eiffel iluminada: O monumento celebrou a classificação.
- Apoio incondicional: Fãs confiam no título europeu.
Jovens talentos em destaque
O PSG aposta em uma geração promissora para a final. Bradley Barcola, contratado do Lyon, tornou-se titular com sua velocidade e faro de gol. João Neves, de apenas 20 anos, impressiona pela visão de jogo e combatividade. Warren Zaïre-Emery, de 19 anos, e Nuno Mendes, de 22, completam o núcleo jovem do elenco.
A média de idade do time titular contra o Arsenal foi de 24,8 anos, uma das mais baixas da Champions. Essa juventude, aliada à experiência de Donnarumma e Marquinhos, cria um equilíbrio que tem sido elogiado. O clube investiu cerca de 150 milhões de euros em contratações para 2024/25, focando em atletas com potencial de crescimento.
Preparativos para Wembley
A final da Liga dos Campeões, em 31 de maio de 2025, será disputada em Wembley, Londres. O PSG enfrentará Bayern de Munique ou Real Madrid, dependendo do resultado da outra semifinal. O clube francês busca seu primeiro título na competição, após a derrota na final de 2020 para o Bayern.
Luis Enrique já organiza os treinos, com ênfase na recuperação de jogadores como Presnel Kimpembe, que pode retornar de lesão. Donnarumma, em grande fase, será peça-chave. A confiança no elenco é alta, com o goleiro italiano reforçando que a união do time pode fazer a diferença na decisão.
Veteranos como alicerce
Jogadores experientes complementam a juventude do PSG. Marquinhos, capitão e autor de um gol contra o Arsenal, é o atleta com mais jogos pelo clube na temporada, com 42 partidas. Keylor Navas, reserva de Donnarumma, traz sua experiência de três títulos de Champions com o Real Madrid.
Vitinha, aos 25 anos, assumiu um papel de liderança técnica, com passes precisos e gols importantes. A harmonia entre veteranos e jovens, destacada por Donnarumma, cria um ambiente favorável. O goleiro afirmou que o elenco está mais unido do que nunca, um reflexo do trabalho de Luis Enrique nos bastidores.
- Marquinhos decisivo: O zagueiro marcou e liderou a defesa.
- Navas nos vestiários: Sua experiência motiva o grupo.
- Vitinha em alta: O meia é o cérebro do time.
Trajetória na competição
O PSG chegou à final com uma campanha sólida: 10 vitórias, 2 empates e 1 derrota em 13 jogos. O time marcou 28 gols e sofreu apenas 9, mostrando eficiência ofensiva e defensiva. Vitórias contra Manchester City, Atlético de Madrid e Arsenal marcaram a trajetória.
A solidez de Donnarumma foi fundamental, com o goleiro registrando 5 jogos sem sofrer gols. A Champions 2024/25 é a melhor campanha do PSG na competição desde 2020, quando chegou à final. A torcida espera que, desta vez, o desfecho seja diferente.
Projeto consolidado
A classificação para a final reforça o projeto do PSG, iniciado com os investimentos do Qatar em 2011. Apesar de críticas por não conquistar a Champions, o clube se mantém entre os gigantes da Europa. A saída de Mbappé, antes um risco, tornou-se um marco de renovação.
Sob a gestão de Nasser Al-Khelaifi e a liderança de Luis Enrique, o PSG alcançou um novo patamar. A final em Wembley será uma chance de fazer história, com Donnarumma e seus companheiros determinados a levar o troféu para Paris.















