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Mix Vale

A partida entre Corinthians e Racing-URU, válida pela Copa Sul-Americana, segue intensa no estádio Centenário, com o time brasileiro assumindo a vantagem no segundo tempo. O confronto, disputado em Montevidéu, mantém o Corinthians na briga pela classificação no Grupo C, enquanto o Racing busca reverter o placar. Até o momento, o jogo está no minuto 47 do segundo tempo, com a bola rolando e a vitória parcial do Timão por 1 a 0, graças a um gol de Matheus Bidu. A tensão aumenta à medida que os acréscimos se aproximam.

O Corinthians entrou em campo com uma escalação alternativa, sob o comando de Dorival Júnior, enfrentando um Racing bem postado defensivamente. Apesar de um primeiro tempo com poucas chances claras, o time brasileiro conseguiu impor seu ritmo na segunda etapa. A seguir, os principais momentos que marcaram a partida até agora:

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  • 22’ 1T: Ángel Romero finaliza com perigo e obriga o goleiro Amadé a fazer grande defesa.
  • 34’ 1T: Talles Magno tem chute bloqueado após jogada de Maná e Romero, resultando em escanteio.
  • 11’ 2T: Gol anulado de Talles Magno por falta em disputa com o zagueiro Pinela.
  • 28’ 2T: Matheus Bidu marca o gol da vitória, aproveitando erro da defesa do Racing.
  • 34’ 2T: Esteban da Silva quase empata em contra-ataque, mas finaliza para fora.

Escalação inicial define estratégias

O Corinthians começou o jogo com uma formação que mesclava titulares e reservas, refletindo a estratégia de Dorival Júnior para poupar jogadores em meio à maratona de jogos. Hugo Souza foi o escolhido para o gol, protegido por uma linha defensiva composta por Léo Maná, André Ramalho, João Pedro Tchoca e Matheus Bidu. No meio-campo, Charles, Ryan e Alex Santana buscaram controlar a posse de bola, enquanto Talles Magno, Héctor Hernández e Ángel Romero formaram o trio ofensivo. A escolha por uma equipe alternativa gerou críticas iniciais, mas o desempenho no segundo tempo mostrou a força do elenco.

No lado do Racing, o técnico optou por uma postura mais cautelosa, com Gastón Bueno e Pinela ancorando a zaga. O meio-campo, liderado por Espinosa e Severo, tentou explorar contra-ataques, enquanto Matías Fonseca e Tomatis buscavam espaços no ataque. A escalação uruguaia priorizou a solidez defensiva, o que dificultou as investidas corintianas no primeiro tempo.

Primeiro tempo de poucas emoções

A etapa inicial no Centenário foi marcada por um jogo truncado, com o Corinthians dominando a posse de bola, mas esbarrando na defesa bem postada do Racing. Aos 14 minutos, o Timão tinha 70% de posse, mas apenas uma finalização perigosa, com Romero exigindo boa defesa de Amadé. Talles Magno também levou perigo aos 34 minutos, quando recebeu passe de Romero e teve o chute bloqueado. A zaga uruguaia, liderada por Cotugno, neutralizou as tentativas de infiltração do ataque brasileiro.

O Racing, por sua vez, apostou em jogadas pelas laterais, com Espinosa e Cáceres buscando cruzamentos. Aos 43 minutos, Bueno cabeceou sem direção após jogada ensaiada, em uma das poucas chegadas dos uruguaios. A falta de criatividade de ambos os lados resultou em um primeiro tempo sem gols, com o Corinthians precisando ajustar sua estratégia para furar o bloqueio adversário.

Matheus Bidu
Matheus Bidu – Foto: Reprodução ESPN

Substituições mudam o panorama

O intervalo trouxe mudanças significativas para o Corinthians, com as entradas de Yuri Alberto, Carrillo e Igor Coronado, que substituíram Ángel Romero, Charles e Héctor Hernández, respectivamente. As alterações deram mais dinamismo ao meio-campo e reforçaram o ataque, com Yuri Alberto trazendo maior presença na área. O Racing respondeu com substituições no segundo tempo, como Esteban da Silva e Sebastián Sosa, buscando maior agressividade no ataque.

As trocas no Corinthians surtiram efeito imediato, com o time pressionando mais alto e criando chances. Aos 7 minutos, Yuri Alberto tentou uma bicicleta após cruzamento de Coronado, mas errou o alvo. O Racing, por outro lado, ganhou fôlego com Esteban da Silva, que quase empatou aos 34 minutos, em chute que passou perto da trave de Hugo Souza. As substituições mantiveram o jogo aberto, com ambos os times buscando o gol.

Gol de Bidu vira o jogo

Aos 28 minutos do segundo tempo, Matheus Bidu aproveitou um erro da defesa do Racing para abrir o placar. Após Carrillo avançar pela direita e Cotugno afastar mal, a bola sobrou para Bidu, que dominou e chutou de bico, no canto esquerdo de Amadé. O gol, que ainda contou com um desvio, premiou a insistência do Corinthians em manter a bola no campo de ataque. A jogada destacou a importância dos laterais na estratégia de Dorival, com Bidu e Maná sendo peças-chave nas transições ofensivas.

Após o gol, o Corinthians passou a administrar a vantagem, trocando passes e evitando riscos. O Racing tentou reagir, com Scarone pressionando perto da área corintiana aos 40 minutos, mas a zaga brasileira se manteve sólida. A entrada de Maycon, aos 35 minutos, reforçou o meio-campo, enquanto o Racing apostava em Esteban da Silva e Bosca para buscar o empate.

Momentos de tensão no segundo tempo

O segundo tempo foi marcado por lances de emoção e disputas intensas. Além do gol de Bidu, outros momentos chamaram a atenção:

  • 6’ 2T: Gastón Bueno recebe cartão amarelo por falta dura em Talles Magno.
  • 11’ 2T: Talles Magno tem gol anulado por falta na origem da jogada.
  • 17’ 2T: Ryan erra chute em contra-ataque puxado por Carrillo e Yuri Alberto.
  • 25’ 2T: Severo recebe cartão amarelo por falta em Igor Coronado.
  • 32’ 2T: Espinosa ganha escanteio após jogada pela esquerda, mas a zaga corintiana afasta.

A arbitragem também teve papel ativo, com cartões amarelos para Charles, Léo Maná e Bueno, além de revisões que anularam um gol de Talles Magno. O jogo físico, com faltas duras de ambos os lados, contribuiu para um ritmo mais pegado na segunda etapa.

Linha do tempo dos principais lances

Os momentos decisivos da partida até o minuto 47 do segundo tempo incluem:

  • 22’ 1T: Romero finaliza no ângulo, e Amadé faz grande defesa.
  • 34’ 1T: Talles Magno tem chute bloqueado após jogada coletiva.
  • 11’ 2T: Gol de Talles Magno é anulado por falta na disputa com Pinela.
  • 28’ 2T: Matheus Bidu marca o gol da vitória com chute desviado.
  • 34’ 2T: Esteban da Silva finaliza com perigo, mas a bola passa perto da trave.

Pressão uruguaia no fim

Com o placar favorável ao Corinthians, o Racing intensificou a pressão nos minutos finais. Aos 43 minutos, os uruguaios mantiveram a posse de bola e tentaram explorar as laterais, mas esbarraram na marcação de Maná e André Ramalho. Esteban da Silva, principal arma ofensiva do Racing, criou uma chance perigosa aos 34 minutos, mas não conseguiu acertar o alvo. A entrada de Augusto Scarone trouxe mais movimentação ao meio-campo uruguaio, mas a falta de precisão nas finalizações limitou as chances de empate.

O Corinthians, por sua vez, apostou em transições rápidas, com Carrillo e Yuri Alberto buscando espaços. Aos 39 minutos, Talles Magno conquistou uma lateral importante, aliviando a pressão do Racing. A estratégia de Dorival Júnior de manter a posse de bola no campo de ataque ajudou o Timão a controlar o ritmo nos momentos decisivos.

Desempenho defensivo sólido

A zaga corintiana, formada por André Ramalho e João Pedro Tchoca, foi um dos destaques da partida. Ramalho, com cortes precisos, neutralizou investidas de Severo e Fonseca, enquanto Tchoca se mostrou seguro nas disputas aéreas. Hugo Souza, pouco exigido no primeiro tempo, fez defesas tranquilas e passou segurança ao time. A solidez defensiva permitiu que o Corinthians sustentasse a vantagem mesmo com a pressão do Racing no segundo tempo.

Matheus Bidu, além do gol, teve atuação consistente na marcação, anulando jogadas de Espinosa pela esquerda. Léo Maná, apesar do cartão amarelo no primeiro tempo, contribuiu com ultrapassagens e desarmes, como no lance em que evitou um contra-ataque aos 37 minutos do primeiro tempo. A coesão defensiva foi essencial para manter o placar.

Ataque depende de jogadas individuais

No setor ofensivo, o Corinthians enfrentou dificuldades para criar chances coletivas, especialmente no primeiro tempo. Talles Magno e Romero foram os principais responsáveis por levar perigo, com jogadas individuais que resultaram em escanteios e finalizações. Yuri Alberto, após entrar no segundo tempo, trouxe mais mobilidade, mas desperdiçou uma chance clara aos 7 minutos. Igor Coronado, com passes precisos, tentou organizar o ataque, mas a falta de entrosamento limitou as jogadas.

O Racing, por sua vez, dependeu de Esteban da Silva e Severo para criar oportunidades. A entrada de Sebastián Sosa no segundo tempo aumentou a presença ofensiva dos uruguaios, mas a falta de capricho nas finalizações impediu uma reação mais efetiva. Aos 40 minutos, Scarone quase roubou a bola perto da área corintiana, mas a defesa brasileira se recompôs rapidamente.

Foco na classificação

Com a vitória parcial, o Corinthians assume a vice-liderança do Grupo C, com 6 pontos, atrás do Huracán, que soma 11. O Racing, ainda sem pontuar, vê suas chances de classificação praticamente encerradas. A rodada final será decisiva para o Timão, que precisa de mais um resultado positivo para garantir a vaga na próxima fase. A partida no Centenário reforça a importância de jogadores como Bidu e Coronado, que se destacaram em momentos cruciais.

O jogo segue em andamento, com o Corinthians administrando a posse de bola e o Racing buscando o empate nos acréscimos. Talles Magno, aos 47 minutos, tentou driblar a marcação, mas a bola saiu pela lateral. A arbitragem assinalou quatro minutos de acréscimos, mantendo a expectativa alta até o apito final.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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