Onda de frio intenso atinge Sul e Sudeste com neve e geadas nesta semana

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Frio - Foto: Utoimage/ shutterstock.com

A chegada de uma massa de ar polar promete transformar o clima em diversas regiões do Brasil a partir desta terça-feira, 27 de maio. O fenômeno, caracterizado por temperaturas extremamente baixas, deve impactar principalmente o Sul do país, com possibilidade de neve em áreas elevadas. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para quedas bruscas de temperatura, que podem alcançar valores negativos em algumas cidades. O evento marca a primeira grande onda de frio de 2025, com efeitos que se estendem até o início de junho.

O avanço do ar frio não se limita ao Sul, alcançando também estados do Sudeste, Centro-Oeste e até o Norte do país. Regiões como Rondônia, Acre e o sul do Amazonas sentirão os impactos de forma menos intensa, mas ainda significativa. A previsão aponta para um cenário de instabilidade, com chuvas e trovoadas antes da queda térmica. O frio intenso deve atingir seu pico entre quinta-feira, 29, e sexta-feira, 30, especialmente nas serras gaúcha e catarinense.

  • Estados mais afetados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná lideram a lista, com mínimas previstas entre -3°C e -5°C.
  • Possibilidade de neve: Áreas altas das serras gaúcha e catarinense podem registrar neve pontual na quinta-feira, 29.
  • Outras regiões impactadas: São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e sul de Minas Gerais terão quedas moderadas.
  • Alertas ativos: Inmet emitiu avisos de chuvas intensas e geadas em várias áreas do Sul e Sudeste.

Alerta para geadas nas regiões serranas

O frio intenso traz preocupações para a agricultura, especialmente nas áreas serranas do Sul. A formação de geadas é esperada ao amanhecer de sábado, 31, e domingo, 1º de junho, nas serras gaúcha e catarinense. Produtores de milho, trigo e hortaliças já monitoram as condições para proteger as lavouras. As temperaturas mínimas nessas regiões podem chegar a -5°C, com sensação térmica ainda mais baixa devido aos ventos intensos.

No Rio Grande do Sul, cidades como Canela e Gramado preparam-se para o impacto nas plantações. O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) destacou o risco de geadas moderadas a fortes no sul e sudoeste do estado. Em Santa Catarina, a preocupação se estende às áreas de produção de maçã e vinho, que podem sofrer com o frio extremo.

Chuvas intensas precedem a onda polar

Antes da chegada do ar frio, uma frente fria continental atravessará o Sul do Brasil, trazendo chuvas intensas e trovoadas. Na noite de terça-feira, 27, o Rio Grande do Sul será o primeiro estado a sentir os efeitos, com precipitações que podem alcançar 100 mm em algumas áreas. As regiões oeste e da campanha gaúcha estão sob alerta para tempestades, com risco de granizo e rajadas de vento de até 80 km/h.

  • Áreas em alerta: Porto Alegre, Criciúma e norte do Paraná podem registrar chuvas fortes.
  • Volumes esperados: Até 100 mm em 24 horas no Rio Grande do Sul, com menor intensidade em Santa Catarina.
  • Riscos associados: Queda de árvores, alagamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
  • Duração: Instabilidade segue até quarta-feira, 28, antes da queda brusca de temperatura.

No Paraná, as chuvas devem atingir o centro-sul e o sudoeste, com pancadas moderadas a fortes. A frente fria avança rapidamente, alcançando São Paulo e o sul do Rio de Janeiro na quinta-feira, 29, com precipitações isoladas e trovoadas.

Impactos no Sudeste e Centro-Oeste

A massa de ar polar também chega ao Sudeste, mas com menor intensidade. Em São Paulo, as temperaturas caem a partir de quinta-feira, com mínimas previstas de 14°C na capital e 12°C na Serra da Mantiqueira. O Rio de Janeiro sentirá o frio no sul do estado, com mínimas de 16°C em áreas urbanas. Minas Gerais, especialmente no sul, terá temperaturas próximas a 12°C ao amanhecer de domingo, 1º de junho.

No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul será o estado mais afetado, com mínimas de 10°C no sul. Cuiabá, no Mato Grosso, pode registrar chuvas moderadas no domingo, 1º, antes da chegada do ar frio. A combinação de nebulosidade e ventos intensos manterá a sensação térmica baixa em toda a região.

Neve pontual nas serras do Sul

A possibilidade de neve, embora limitada, é um dos destaques da onda polar. Áreas altas das serras gaúcha e catarinense, como São Joaquim e Urupema, estão no radar dos meteorologistas. O Inmet prevê que o fenômeno, se ocorrer, será pontual e restrito à quinta-feira, 29. Em 2021, Urupema registrou -8,2°C, a menor temperatura em áreas habitadas do Brasil, e há chance de recordes semelhantes este ano.

Frio – Foto: YES BRASIL/ istockphoto.com
  • Locais com maior probabilidade: São Joaquim, Urupema e Bom Jardim da Serra, em Santa Catarina.
  • Condições necessárias: Umidade elevada e temperaturas abaixo de 0°C nas áreas serranas.
  • Histórico recente: Neve foi registrada em cinco dias de julho de 2021 nas mesmas regiões.
  • Impacto turístico: Cidades como Gramado e Canela já registram aumento na procura por hospedagem.

Preparativos nas cidades afetadas

Cidades do Sul intensificam preparativos para enfrentar o frio. Em Porto Alegre, a prefeitura anunciou a abertura de abrigos temporários para a população em situação de rua. A medida visa proteger contra as temperaturas mínimas de 8°C previstas para sexta-feira, 30. Em Curitiba, a Defesa Civil reforça orientações para evitar acidentes durante as chuvas iniciais.

No interior do Paraná, agricultores monitoram o Alerta Geada do Simepar, que fornece previsões com 72 horas de antecedência. A ferramenta é essencial para proteger cultivos sensíveis, como milho e café. Em Santa Catarina, a Epagri-Ciram atualizou os alertas para geadas fortes, recomendando o uso de técnicas de cobertura para lavouras.

Efeitos no Norte e Nordeste

Embora menos intensos, os efeitos da onda polar chegam ao Norte e Nordeste. Rondônia, Acre e o sul do Amazonas terão mínimas de 20°C a partir de sexta-feira, 30, um valor baixo para a região amazônica. Em Belém, as temperaturas variam entre 23°C e 33°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas.

No Nordeste, Fortaleza e Salvador enfrentam chuvas moderadas, com mínimas de 24°C e 22°C, respectivamente. As precipitações, impulsionadas pela frente fria, podem causar transtornos em áreas urbanas, como alagamentos em vias públicas.

Medidas de proteção para a população

Autoridades emitem recomendações para enfrentar o frio extremo. No Rio Grande do Sul, a Defesa Civil orienta o uso de roupas quentes e a manutenção de ambientes aquecidos. Em áreas rurais, a atenção se volta para o gado, com orientações para abrigar animais em locais protegidos.

  • Cuidados com a saúde: Evitar exposição prolongada ao frio e manter hidratação.
  • Segurança residencial: Verificar aquecedores para prevenir acidentes com gás ou eletricidade.
  • Transporte: Reduzir velocidade em rodovias devido ao risco de neblina e pistas escorregadias.
  • População vulnerável: Ampliar doações de agasalhos em cidades como Porto Alegre e Curitiba.

Influência do fenômeno La Niña

A onda polar ocorre em um momento de transição climática global. Especialistas apontam que o fenômeno La Niña, esperado para se intensificar a partir de julho, pode agravar episódios de frio no Brasil. A formação de ventos alísios mais fortes contribui para o deslocamento de massas de ar frio em direção ao continente sul-americano.

O La Niña, que sucede o El Niño de 2024, tende a reduzir as temperaturas globais, especialmente no inverno. No Brasil, isso se traduz em frentes frias mais frequentes e intensas, como a que chega esta semana. A previsão é que o fenômeno influencie o clima até o final do ano, com impactos variados por região.

Previsão para os próximos dias

A partir de quarta-feira, 28, o frio se intensifica no Sul, com mínimas abaixo de zero em áreas altas. Porto Alegre terá temperaturas entre 8°C e 21°C, enquanto Curitiba registra mínimas de 5°C. São Paulo e Rio de Janeiro, embora menos afetados, terão chuvas isoladas e temperaturas entre 15°C e 27°C.

Na sexta-feira, 30, a segunda dose de ar polar reforça o frio no Sudeste e Centro-Oeste. Cidades como Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, podem registrar 10°C ao amanhecer. A instabilidade diminui no fim de semana, mas as temperaturas permanecem baixas até o início de junho.

Riscos para a infraestrutura

As chuvas intensas e o frio trazem desafios para a infraestrutura urbana. No Rio Grande do Sul, o risco de alagamentos é elevado em cidades como Pelotas e Santa Maria. A combinação de chuvas fortes e ventos pode derrubar árvores e causar interrupções no fornecimento de energia elétrica.

  • Setores afetados: Energia, transporte e agricultura enfrentam os maiores riscos.
  • Medidas preventivas: Poda de árvores e reforço nas redes elétricas já estão em andamento.
  • Cidades em alerta: Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba monitoram áreas de risco.
  • Recomendações: Evitar áreas alagadas e acompanhar alertas meteorológicos.

Impactos econômicos no setor agrícola

A onda de frio preocupa o setor agrícola, especialmente no Sul. Cultivos como trigo, milho e hortaliças são sensíveis às geadas, que podem reduzir a produtividade. No Paraná, o café é outro setor em alerta, com produtores adotando técnicas de proteção, como cobertura com lonas.

Em Santa Catarina, a maçã e o vinho, produtos emblemáticos, enfrentam riscos. A Epagri-Ciram recomenda o uso de irrigação por aspersão para minimizar danos. No Rio Grande do Sul, a pecuária também sente os efeitos, com aumento nos custos para aquecimento de animais.

Monitoramento contínuo do clima

Meteorologistas reforçam a importância de acompanhar previsões atualizadas. O Simepar, no Paraná, e a Epagri-Ciram, em Santa Catarina, disponibilizam boletins diários com informações detalhadas. O Inmet mantém alertas ativos para chuvas e geadas, com atualizações frequentes.

A Climatempo destaca que as projeções podem sofrer ajustes nos próximos dias, dependendo das condições atmosféricas. A recomendação é que moradores e produtores acessem canais oficiais para planejar ações preventivas.

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