Bélgica vence 1º set, mas Brasil empata com Ana Cristina decisiva na VNL

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Belgica x Brasil Foto: Belgica x Brasil - Foto: reprodução

Em um confronto intenso pela Liga das Nações de Vôlei Feminino (VNL) 2026, a Bélgica venceu o primeiro set por 25 a 22, mas o Brasil reagiu e conquistou o segundo set por 26 a 24 contra as belgas, nesta quinta-feira, 18 de junho, no ginásio Sinan Erdem Dome, em Istambul, Turquia. A partida, válida pela segunda semana da competição, segue para o terceiro set com empate em 1 a 1. Liderada pela ponteira Ana Cristina, a seleção brasileira superou um jogo equilibrado, marcado por rallies emocionantes e erros cruciais de ambos os lados. Transmitido ao vivo pelo SporTV2 e pelo streaming VBTV, o duelo atraiu milhares de torcedores, que vibraram com a recuperação brasileira após um início desafiador. A partida é crucial para o Brasil, que busca consolidar sua posição na tabela rumo à fase final em Lódz, Polônia.

A Bélgica começou o jogo com força, aproveitando a potência de Herbots e a solidez do bloqueio para surpreender o Brasil no primeiro set. Já no segundo, a equipe de José Roberto Guimarães ajustou a defesa e contou com Ana Cristina e Julia Bergmann para virar o placar. O equilíbrio foi constante, com empates em momentos decisivos, mas erros belgas e a garra brasileira definiram o resultado.

  • Momentos-chave do jogo até agora:
    • Herbots liderou a Bélgica com ataques e saques precisos no 1º set.
    • Ana Cristina foi decisiva no 2º set, com pontos em contra-ataques.
    • Bloqueio brasileiro cresceu na reta final, parando Verhelst e Martin.

O Brasil, que terminou a primeira semana com três vitórias e uma derrota, enfrenta uma Bélgica que, apesar da 16ª posição no ranking, tem mostrado competitividade. A partida é o primeiro desafio de uma semana intensa em Istambul, com jogos contra Canadá, República Dominicana e Turquia nos próximos dias.

Primeiro set: a força belga

O primeiro set foi dominado pela Bélgica, que soube explorar falhas na recepção brasileira. Herbots, com ataques potentes e um ace decisivo, liderou a equipe, marcando pontos cruciais em rallies. Julia Kudiess brilhou pelo Brasil, com sete pontos, incluindo ataques e bloqueios, mas erros de saque e uma defesa instável permitiram a virada belga. A Bélgica chegou a liderar por 19 a 18, e, mesmo com a entrada de Rosamaria na inversão do 5-1, Ana Cristina precisou se destacar para manter o Brasil no jogo.

No entanto, a consistência de Herbots e Koulberg no bloqueio garantiu a vitória belga por 25 a 22. O set mostrou uma Bélgica agressiva, com saques forçados e uma defesa sólida, desafiando a experiência brasileira. A torcida, mesmo à distância, sentiu a pressão, mas o Brasil mostrou sinais de recuperação nos pontos finais, preparando o terreno para o segundo set.

Virada brasileira no segundo set

O segundo set foi um espetáculo de equilíbrio e emoção. A Bélgica manteve a intensidade, com Verhelst e Martin crescendo no ataque, enquanto a defesa belga dificultava as jogadas brasileiras. O Brasil, por sua vez, ajustou a recepção, com Ana Cristina e Lorena se destacando. A ponteira brasileira marcou pontos importantes no pipe e na saída de rede, enquanto Lorena contribuiu com bloqueios e um ace.

O placar permaneceu empatado em vários momentos, com destaque para 22 a 22. O Brasil chegou a liderar por 24 a 22, mas erros consecutivos, incluindo uma invasão e um toque na rede, deram à Bélgica a chance de empatar. Herbots, com um ace, colocou as belgas na frente, mas a arbitragem marcou uma invasão brasileira, gerando reclamações de Zé Roberto. No momento decisivo, Radovic explorou o bloqueio brasileiro e fechou o set em 26 a 24 para o Brasil, empatando o jogo.

Destaque de Ana Cristina

Ana Cristina foi a grande estrela do Brasil até o momento. Com ataques precisos e presença constante nos contra-ataques, a ponteira de 22 anos comandou a virada no segundo set. Seus pontos na saída de rede e no fundo de quadra foram fundamentais para manter o Brasil competitivo, especialmente quando a Bélgica ameaçava abrir vantagem.

A jovem atleta, que já havia brilhado na primeira semana da VNL, mostrou versatilidade ao contribuir também na recepção, permitindo que Macris variasse as jogadas. Sua atuação reforça a renovação da seleção brasileira, que combina talentos como Ana Cristina e Julia Bergmann com a experiência de Rosamaria e Macris. A ponteira é, sem dúvida, uma das principais armas do Brasil na busca pelo título inédito.

Estratégia belga e resistência

A Bélgica, comandada pelo técnico Gert Vande Broek, entrou em quadra com uma estratégia clara: saques agressivos e bloqueio bem posicionado. Herbots foi a principal referência ofensiva, marcando pontos em momentos cruciais, enquanto Koulberg e Lemmens reforçaram o meio de rede. A equipe belga soube aproveitar erros brasileiros, como saques foras e toques na rede, para manter o jogo equilibrado.

A defesa belga também se destacou, dificultando os ataques de Rosamaria e Jheovana. No entanto, falhas no saque e na recepção, especialmente no final do segundo set, custaram caro às belgas. Apesar da derrota no segundo set, a Bélgica mostrou que pode surpreender, especialmente com a liderança de Herbots, uma das melhores ponteiras da competição.

Início do terceiro set

O terceiro set começou com as duas equipes mantendo a intensidade. Tainara, que entrou no Brasil, marcou o primeiro ponto, enquanto Lemmens respondeu pela Bélgica com um ataque potente. Herbots continuou sendo uma ameaça, com um ace que colocou as belgas na frente. O Brasil, por sua vez, busca manter o ritmo do segundo set, com Ana Cristina e Lorena liderando as jogadas.

O placar segue apertado, refletindo a competitividade do confronto. A torcida brasileira, acompanhando pelo SporTV2 e VBTV, espera que a seleção consiga impor seu jogo para tomar a liderança. A Bélgica, por outro lado, aposta na consistência de sua defesa e no ataque de Herbots para tentar retomar a vantagem.

Contexto da VNL 2026

A Liga das Nações de Vôlei Feminino 2026 reúne 18 seleções em sua oitava edição, com o Brasil buscando o primeiro título após vices em 2019, 2021 e 2022. A competição, que vai até 27 de julho, é disputada em três semanas, com as oito melhores equipes avançando à fase final em Lódz, Polônia. O Brasil, atualmente na quinta posição com oito pontos, vem de vitórias contra Tchéquia, Estados Unidos e Alemanha, mas perdeu para a Itália na primeira semana.

A Bélgica, por sua vez, soma apenas uma vitória, contra a Tailândia, e ocupa a 16ª posição. Apesar do ranking inferior, a equipe belga tem mostrado evolução, especialmente com a entrada na VNL em 2025. O confronto em Istambul é o primeiro de quatro jogos do Brasil na segunda semana, que inclui Canadá, República Dominicana e Turquia.

Números do jogo até agora

O jogo tem sido marcado por estatísticas equilibradas. No primeiro set, a Bélgica teve 52% de aproveitamento nos ataques, contra 48% do Brasil. Julia Kudiess liderou o Brasil com sete pontos, enquanto Herbots marcou seis para a Bélgica. No segundo set, o Brasil melhorou a recepção, alcançando 60% de eficiência, contra 55% das belgas.

Erros não forçados foram decisivos: a Bélgica cometeu cinco erros de saque no segundo set, enquanto o Brasil teve três. O bloqueio brasileiro, com destaque para Lorena, marcou quatro pontos diretos, contra dois da Bélgica. Esses números mostram como o Brasil soube explorar as falhas adversárias para empatar o jogo.

Contribuições de Julia Bergmann e Lorena

Julia Bergmann foi outra peça importante no segundo set, marcando pontos em contra-ataques e explorando a saída de rede. Sua potência no ataque complementou o trabalho de Ana Cristina, criando um sistema ofensivo equilibrado. Lorena, por sua vez, brilhou no bloqueio, parando ataques de Martin e Herbots, além de contribuir com um ace que levantou a torcida.

A central brasileira também foi eficiente no ataque, virando bolas na jogada China e no meio de rede. A atuação de Lorena e Bergmann mostra a profundidade do elenco brasileiro, que tem várias jogadoras capazes de decidir em momentos críticos.

Próximos jogos em Istambul

O Brasil enfrenta uma semana desafiadora em Istambul, com os seguintes jogos:

  • Brasil x Canadá, sábado, 20 de junho, às 13h30.
  • Brasil x República Dominicana, domingo, 21 de junho, às 10h.
  • Brasil x Turquia, segunda-feira, 22 de junho, às 13h30.

Cada partida é fundamental para a classificação às quartas de final. O Canadá exige atenção pela velocidade de seu jogo, enquanto a República Dominicana testa a força do bloqueio brasileiro. A Turquia, campeã de 2023, será o maior desafio da semana, especialmente jogando em casa.

Impacto da torcida e cobertura

A transmissão ao vivo pelo SporTV2, com narração de Jader Rocha e comentários de Paula Pequeno, tem mantido os torcedores brasileiros conectados ao jogo. O streaming VBTV também garante acesso global, com replays e análises táticas. A torcida, mesmo virtual, tem sido um diferencial, com milhares de mensagens nas redes sociais apoiando a seleção.

A VNL 2026 é um dos principais eventos do vôlei mundial, especialmente após o sucesso do Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, onde conquistou o bronze. A expectativa é que o apoio dos fãs continue impulsionando a equipe nos próximos jogos.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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