A Honda apresentou, em 27 de junho de 2025, a NX 500 2026, nova motocicleta crossover que substitui a CB 500X, durante o Festival Interlagos Motos, em São Paulo, com preço inicial de R$ 45.800 (base São Paulo, sem frete). Fabricada em Manaus, Amazonas, a moto combina design inspirado em rallies, tecnologia de ponta, como painel TFT de 5 polegadas e controle de tração HSTC, e versatilidade para uso urbano e off-road leve. Disponível nas cores Vermelho, Preto Perolizado e Branco Perolizado, a NX 500 já registra 1.500 reservas em duas semanas, reforçando a liderança da Honda, que detém 79% do mercado brasileiro de motos, segundo a Fenabrave. A garantia de três anos sem limite de quilometragem e o serviço Honda Assistance atraem pilotos iniciantes e experientes.
A NX 500 resgata a histórica sigla NX, usada desde os anos 1980 em modelos como a NX 650 Dominator.
Cerca de 5.000 unidades devem ser vendidas até dezembro de 2025, segundo projeções da Honda.
Principais diferenciais incluem:
- Painel TFT com conectividade Honda RoadSync.
- Controle de tração HSTC, desligável para trilhas.
- Iluminação full-LED com farol verticalizado.
- Suspensão Showa ajustável para maior conforto.
Design inspirado em rallies
A NX 500 apresenta linhas anguladas que remetem às motos de rali dos anos 1980, com carenagens redesenhadas para melhorar a aerodinâmica. O farol LED verticalizado amplia a visibilidade em curvas e condições adversas, enquanto o para-brisa ajustável reduz a resistência do vento em viagens longas. A lanterna traseira, também em LED, reforça a segurança e harmoniza o visual moderno.
Com assento a 834 mm do solo, a moto facilita manobras e é acessível a pilotos de diferentes estaturas. O guidão aberto, de espessura variável, proporciona uma posição ereta, ideal para trânsito urbano e estradas sinuosas. A estrutura de aço tubular distribui o peso (48,7% dianteiro, 51,3% traseiro), garantindo estabilidade em alta velocidade e em terrenos irregulares.
A Honda investiu em ergonomia, com ajustes que permitem maior controle em pilotagens prolongadas. O design, testado em túneis de vento, reduz a fadiga em viagens de até 500 km, segundo a fabricante.
Motor ajustado para versatilidade
O motor bicilíndrico paralelo de 471 cm³, refrigerado a líquido, entrega 49,6 cv a 8.500 rpm e 4,5 kgf.m de torque a 7.000 rpm. A central eletrônica foi recalibrada para respostas mais rápidas em baixas e médias rotações, facilitando retomadas e ultrapassagens. A transmissão de seis marchas, com embreagem assistida e deslizante, reduz o esforço do piloto e evita travamentos da roda traseira em reduções bruscas.
A injeção eletrônica PGM-FI, otimizada para 2025, melhora a eficiência, com consumo médio de 27,8 km/l. O tanque de 17,7 litros garante autonomia de cerca de 500 km, ideal para viagens longas ou uso diário. Comparada à CB 500X, a NX 500 tem respostas 10% mais ágeis, segundo testes da Honda.
Tecnologia embarcada
A NX 500 se destaca por inovações raras em motos de média cilindrada. O painel TFT colorido de 5 polegadas, com tecnologia de união óptica, reduz reflexos e ajusta a iluminação automaticamente. O sistema Honda RoadSync permite conectar o smartphone para navegação GPS, chamadas e músicas, um diferencial frente a concorrentes como a BMW G 310 GS.
O controle de tração HSTC monitora as rodas, evitando derrapagens em superfícies escorregadias, e pode ser desativado para maior tração em terrenos como terra. O sistema Emergency Stop Signal (ESS) aciona luzes de emergência em frenagens bruscas, aumentando a segurança. Os freios ABS de dois canais complementam o pacote, com discos de 296 mm na dianteira e 240 mm na traseira.
Suspensão e ciclística renovadas
A suspensão dianteira Showa SFF-BP USD, de 41 mm e 150 mm de curso, foi revisada para maior rigidez, melhorando o controle em curvas. Na traseira, o amortecedor Pro-Link, com 135 mm de curso, oferece cinco ajustes de pré-carga, adaptando-se a diferentes cargas e terrenos. A distância ao solo de 250 mm permite enfrentar trilhas leves sem comprometer o conforto no asfalto.
O peso total foi reduzido em 3 kg, para 196 kg, graças às rodas de liga leve em Y de cinco raios (19 polegadas na dianteira, 17 na traseira). A ciclística, com 1445 mm de entre-eixos, garante agilidade em manobras urbanas e estabilidade em alta velocidade, segundo a Honda.
Produção em Manaus
Fabricada em Manaus, a maior planta de motos da Honda fora da Ásia, a NX 500 utiliza 60% de componentes nacionais, reduzindo custos. A fábrica, que produz 1,4 milhão de unidades anuais, gerou 200 empregos com o lançamento do modelo. A NX 500 é exportada para Argentina e Chile, com planos de alcançar o Peru em 2026, totalizando 5.000 unidades mensais enviadas à América do Sul.
A produção local permite um preço competitivo de R$ 45.800, contra R$ 47.990 da Royal Enfield Himalayan 450. A Honda também mantém linhas de produção para modelos como CG 160 e XRE 300 na mesma unidade.
Comparação com concorrentes
No segmento trail de média cilindrada, a NX 500 enfrenta rivais como:
- BMW G 310 GS: R$ 38.900, 34 cv, sem painel TFT ou HSTC.
- Kawasaki Versys-X 300: R$ 42.990, 40 cv, menos autonomia.
- Royal Enfield Himalayan 450: R$ 47.990, 40 cv, design retrô.
- Yamaha Ténéré 250: R$ 32.990, 23 cv, desempenho inferior.
A NX 500 se destaca pela autonomia de 500 km, painel conectado e controle de tração, oferecendo mais tecnologia por um preço intermediário. Em 2024, o segmento trail cresceu 25% no Brasil, com 50 mil unidades vendidas, segundo a Fenabrave.
Demanda inicial e vendas
Com 1.500 reservas em duas semanas, a NX 500 tem forte procura em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A Honda projeta 5.000 unidades vendidas até dezembro de 2025, aproveitando o aumento de 21% nas vendas de motos no Brasil em 2024. A garantia de três anos, sem limite de quilometragem, e o Honda Assistance, com cobertura em seis países, atraem compradores.
A manutenção, a cada 6.000 km ou seis meses, custa em média R$ 300, com a primeira revisão gratuita aos 1.000 km. A rede de 1.000 concessionárias da Honda facilita o acesso a peças e serviços, um diferencial frente à BMW, com menos pontos de atendimento.
Legado da sigla NX
A sigla NX, usada desde 1988 com a NX 150, simboliza versatilidade. Modelos como a NX 650 Dominator e a NX 350 Sahara marcaram época nos anos 1980 e 1990, combinando robustez off-road com praticidade urbana. A NX 500 atualiza esse conceito, incorporando tecnologia moderna para atender pilotos que buscam aventuras moderadas e mobilidade diária.
A Honda relançou a sigla para capitalizar sua história, com a NX 500 sendo a primeira desde a NX 400 Falcon, descontinuada em 2014. A escolha reflete a demanda por motos crossover, que representam 15% das vendas da marca no Brasil.
Manutenção e assistência
O plano de manutenção da NX 500 é acessível, com revisões a cada 6.000 km ou seis meses. A primeira revisão, aos 1.000 km, é gratuita, e as demais custam cerca de R$ 300. O Honda Assistance cobre emergências em Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai e Bolívia, garantindo suporte em viagens longas.
Acessórios como baús laterais, proteções de punho e para-brisas fumados, disponíveis por R$ 1.500 a R$ 3.000, permitem personalização. A rede de concessionárias assegura disponibilidade de peças, com 95% dos itens entregues em até 48 horas, segundo a Honda.
Crescimento do segmento trail
O mercado de motos trail no Brasil cresceu 25% em 2024, com 50 mil unidades vendidas, segundo a Fenabrave. A NX 500, com preço competitivo e tecnologia avançada, deve capturar 10% do segmento até 2026, projetando 12.000 unidades anuais. A Honda, com 1,2 milhão de motos vendidas em 2024, reforça sua liderança com o modelo, que compete diretamente com marcas premium como BMW e Kawasaki.
