A Liga das Nações de Vôlei (VNL) masculina 2025 entra em sua reta final, e a Seleção Brasileira masculina se prepara para a terceira semana de jogos, que definirá os classificados para o mata-mata. Após um período de hiato de 16 dias, determinado pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB), o Brasil volta às quadras no dia 16 de julho, enfrentando a Argentina, à meia-noite, em Chiba, no Japão. A competição, que começou em 11 de junho e se estende até 3 de agosto, reúne 18 seleções em busca do título e de uma vaga nas quartas de final, que ocorrerão em Ningbo, na China. Com jogos transmitidos ao vivo pelo Sportv e pela plataforma VBTV, a etapa promete emoção e disputas acirradas. A pausa foi planejada para oferecer recuperação física e mental aos atletas, e agora o foco está na classificação e na permanência na elite do torneio.
O Brasil, que já disputou partidas no Rio de Janeiro e em Chicago, busca consolidar sua posição entre os oito melhores da tabela. A seleção, comandada pelo técnico Bernardinho, teve altos e baixos nas primeiras semanas, com vitórias expressivas, como contra o Canadá, e derrotas inesperadas, como para Cuba. A última etapa será decisiva para garantir a vaga no mata-mata e evitar o rebaixamento, que afetará a equipe com pior desempenho na fase classificatória.
- Momentos-chave da VNL 2025 até agora:
- Primeira semana no Maracanãzinho, com jogos intensos contra Irã, Cuba, Ucrânia e Eslovênia.
- Segunda semana em Chicago, marcada por confrontos contra Canadá, China, Itália e Polônia.
- Hiato de 16 dias, entre 30 de junho e 8 de julho, para recuperação dos atletas.
- Retorno com quatro jogos decisivos no Japão, começando contra a Argentina.
A competição, que ampliou de 16 para 18 equipes nesta edição, trouxe novidades, como a entrada da China e da Ucrânia, e a possibilidade de rebaixamento, que aumenta a pressão sobre todas as seleções.
Próximos desafios em Chiba
A terceira semana da VNL masculina será disputada entre 16 e 20 de julho, com o Brasil enfrentando quatro adversários em Chiba. O primeiro jogo, contra a Argentina, promete ser um clássico sul-americano, com rivalidade histórica e equilíbrio técnico. No dia 18, a seleção encara o Japão, anfitrião da etapa e uma das equipes mais consistentes do torneio. No dia 19, o confronto será contra a Turquia, que busca surpreender na competição. A semana termina no dia 20, com o Brasil enfrentando a Alemanha, em um jogo que pode ser decisivo para a classificação.
Cada partida será crucial, já que a tabela de classificação está apertada. Segundo postagens recentes no X, equipes como Polônia, Itália e Japão estão praticamente garantidas no mata-mata, enquanto o Brasil disputa uma das vagas restantes com seleções como França, Ucrânia e Cuba. A seleção brasileira, que conquistou o título em 2021, aposta na experiência de jogadores como Alan e na liderança de Bernardinho para alcançar a fase final.
Formato da competição e rebaixamento
A VNL masculina 2025 mantém o formato de três semanas na fase classificatória, com cada equipe disputando 12 jogos no total. As partidas são distribuídas em sedes rotativas, como Rio de Janeiro, Chicago e Chiba, garantindo um calendário dinâmico. As oito melhores seleções avançam para as quartas de final, que serão realizadas em Ningbo, na China, entre 30 de julho e 3 de agosto. A China, por ser anfitriã, já tem vaga assegurada no mata-mata, o que significa que, caso termine fora do grupo dos oito primeiros, apenas sete equipes se classificarão.
Uma novidade desta edição é a possibilidade de rebaixamento. A equipe que terminar em último na tabela será substituída na VNL 2026 pela seleção mais bem ranqueada que ainda não está no torneio. Essa regra aumenta a competitividade e coloca pressão adicional sobre equipes menos tradicionais, como Bulgária e Turquia, mas também desafia potências que não conseguirem manter a regularidade.
- Regras principais da VNL 2025:
- 18 seleções disputam 12 jogos cada na fase preliminar.
- Oito equipes avançam ao mata-mata (sete mais a China, se fora do top 8).
- A última colocada será rebaixada, abrindo espaço para uma nova seleção.
- Critério de classificação privilegia número de vitórias, seguido de pontos.
Desempenho brasileiro nas etapas anteriores
Nas duas primeiras semanas, o Brasil mostrou momentos de brilhantismo, mas também enfrentou dificuldades. No Rio de Janeiro, a seleção estreou com uma vitória convincente por 3 a 0 contra o Irã, mas sofreu uma derrota apertada para Cuba por 3 a 2, em um jogo que expôs falhas no passe e na recepção. Contra a Ucrânia, o time conseguiu uma virada emocionante no tie-break, vencendo por 3 a 2, e fechou a etapa com uma vitória sólida sobre a Eslovênia por 3 a 0.
Em Chicago, a seleção começou bem, superando o Canadá por 3 a 0, e manteve o ritmo contra a China, com outro 3 a 0. No entanto, enfrentou dificuldades contra a Itália, perdendo por 3 a 2, mas se recuperou ao vencer a Polônia, uma das favoritas, em um jogo disputado. Esses resultados deixaram o Brasil em uma posição confortável, mas não garantida, na tabela de classificação, exigindo consistência na terceira semana.
O que está em jogo na terceira semana
A etapa em Chiba será um teste de resistência e estratégia para o Brasil. Além da Argentina, que tem jogadores experientes como Facundo Conte, o confronto contra o Japão será especialmente desafiador, já que a equipe anfitriã conta com o apoio da torcida e um sistema de jogo rápido, liderado por atletas como Kento Miyaura. A Turquia, embora menos cotada, já surpreendeu em jogos anteriores, enquanto a Alemanha busca consolidar sua posição no cenário internacional.
A seleção brasileira precisará ajustar detalhes táticos, como o saque e a defesa, que oscilaram em algumas partidas. A renovação do elenco, com a integração de jovens talentos após os Jogos Olímpicos de Paris 2024, também é um fator a ser considerado. Jogadores como Fernando Cachopa e Alan têm se destacado, mas a consistência será essencial para enfrentar adversários de alto nível.
Transmissão e engajamento dos torcedores
Os jogos do Brasil em Chiba serão transmitidos ao vivo pelo Sportv 2, com opções de streaming na plataforma VBTV, que exige assinatura. Algumas partidas também podem ser exibidas pela Globo na TV aberta, dependendo da grade de programação. No X, a torcida brasileira tem se mostrado engajada, com postagens celebrando as vitórias e cobrando melhorias após as derrotas. Hashtags como #VNL2025 e #BrasilVolei estão entre as mais usadas, refletindo o interesse pelo desempenho da seleção.
A proximidade dos jogos no Japão, com horários menos acessíveis para o público brasileiro devido ao fuso horário, pode desafiar o engajamento, mas a paixão pelo vôlei no Brasil continua forte. Fãs têm organizado watch parties em bares e espaços públicos para acompanhar as partidas, especialmente os confrontos contra Argentina e Japão.
Histórico do Brasil na VNL
A Seleção Brasileira masculina tem uma trajetória sólida na Liga das Nações, com o título em 2021, quando derrotou a Polônia na final. Em 2018 e 2019, o time terminou em quarto lugar, mostrando consistência entre as potências mundiais. A edição de 2025, no entanto, apresenta desafios adicionais, como a ampliação do número de equipes e a pressão do rebaixamento.
O Brasil também carrega a responsabilidade de manter a tradição do vôlei masculino, que inclui duas medalhas de ouro olímpicas e uma de bronze em Paris 2024. A competição serve como preparação para o próximo ciclo olímpico, com a renovação do elenco e a adaptação a novas regras, como a permissão de “dois toques” no levantamento, testada pela FIVB nesta edição.
Preparação para o mata-mata
A fase final em Ningbo será o grande objetivo das equipes classificadas. As quartas de final seguem o formato de confronto direto, com o primeiro colocado enfrentando o oitavo, o segundo contra o sétimo, e assim por diante. As semifinais e a final, marcadas para 2 e 3 de agosto, definirão o campeão da VNL 2025.
Para o Brasil, chegar ao mata-mata é essencial não apenas pelo título, mas também para consolidar a nova geração de jogadores e manter o país entre as potências do vôlei mundial. A experiência de Bernardinho, que já levou a seleção a conquistas históricas, será um diferencial na reta final da competição.
Curiosidades sobre a VNL 2025
A edição deste ano trouxe inovações que têm impactado o ritmo do torneio. Além da ampliação para 18 equipes, a FIVB implementou mudanças nas regras para tornar os jogos mais dinâmicos. A seguir, algumas novidades:
- Dois toques no levantamento: A regra experimental permite maior fluidez nas jogadas, mas exige adaptação dos levantadores.
- Sem proteção contra rebaixamento: Diferentemente de edições anteriores, até as equipes mais tradicionais podem ser rebaixadas.
- Sedes rotativas: Cidades como Rio de Janeiro, Chicago e Chiba garantem diversidade cultural e desafios logísticos.
- Estreias de China e Ucrânia: As novas seleções trouxeram surpresas, com a Ucrânia vencendo jogos importantes na primeira semana.
Expectativas para o Brasil em Chiba
A seleção chega à terceira semana com a missão de manter a regularidade e corrigir falhas vistas em jogos anteriores. A liderança de Bernardinho, aliada ao talento de jogadores como Alan, que estreou com destaque na VNL, é um trunfo. No entanto, a competição está mais equilibrada do que nunca, com equipes como Japão, França e Polônia mostrando força.
Os confrontos em Chiba também serão uma oportunidade para o Brasil testar estratégias contra adversários que podem ser encontrados no mata-mata. A Argentina, por exemplo, é uma equipe que combina experiência e juventude, enquanto o Japão aposta na velocidade e na precisão. A torcida brasileira espera que o time consiga repetir atuações como a vitória contra a Polônia em Chicago, que demonstrou resiliência e poder ofensivo.
