Papa Leão XIV mantém dom Orani Tempesta no comando da arquidiocese do Rio por mais dois anosPor Carolina Costa
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O papa Leão XIV, líder da Igreja Católica, anunciou nesta quinta-feira, 7 de agosto de 2025, a aceitação do pedido de renúncia do cardeal dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, mas determinou que ele permaneça no cargo por mais dois anos, até a nomeação de um sucessor. A decisão, comunicada pela arquidiocese carioca, reflete a prática do Direito Canônico, que exige a apresentação de renúncia ao completar 75 anos, idade atingida por dom Orani em junho. O pontífice expressou gratidão pelo serviço prestado pelo cardeal desde 2009, destacando sua relevância pastoral. A medida ocorre em um momento de transição na Igreja brasileira, com outros cardeais próximos da idade de aposentadoria obrigatória. A continuidade de dom Orani mantém a estabilidade na arquidiocese, enquanto o Vaticano planeja mudanças estratégicas. A decisão também sinaliza o estilo de liderança de Leão XIV, que busca equilíbrio entre tradição e renovação.
A arquidiocese do Rio de Janeiro, uma das mais importantes do Brasil, segue sob o comando de um líder conhecido por sua atuação pastoral e proximidade com a comunidade. Dom Orani, que participou do conclave que elegeu Leão XIV, é uma figura central na Igreja brasileira.
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- Continuidade no cargo: Dom Orani permanecerá até 2027, garantindo transição suave.
- Gratidão do papa: Leão XIV destacou o impacto do cardeal na evangelização e gestão.
- Conclave de 2025: Orani foi um dos sete brasileiros que votaram na eleição papal.
- Idade canônica: A renúncia aos 75 anos é obrigatória, mas o papa pode prorrogá-la.
A decisão de Leão XIV reflete uma abordagem pragmática, mantendo lideranças experientes enquanto planeja o futuro da Igreja no Brasil.
Trajetória de dom Orani Tempesta
Dom Orani João Tempesta, nascido em 1950 em São José do Rio Pardo, São Paulo, é uma figura de destaque na Igreja Católica brasileira. Ordenado padre em 1974, assumiu a arquidiocese do Rio em 2009, após passagens por São José do Rio Preto e Belém. Sua gestão foi marcada pela organização da Jornada Mundial da Juventude em 2013, que trouxe o papa Francisco ao Brasil. Especialista em comunicação, ele presidiu a Comissão Episcopal para a Cultura, Educação e Comunicação da CNBB entre 2003 e 2011.
A permanência de dom Orani até 2027 sinaliza confiança de Leão XIV em sua capacidade de liderar uma das cinco sedes cardinalícias do Brasil. A arquidiocese do Rio, com sua relevância cultural e religiosa, exige continuidade em um momento de desafios globais para a Igreja. O cardeal é conhecido por sua abordagem agregadora, dialogando com diferentes setores da sociedade e promovendo ações pastorais dinâmicas.
- Jornada Mundial da Juventude: Evento de 2013 consolidou sua liderança no cenário global.
- Formação acadêmica: Especialista em comunicação, com atuação na CNBB.
- Origem humilde: Filho de imigrantes italianos, começou como coroinha.
Contexto da Igreja brasileira
A Igreja Católica no Brasil enfrenta um momento de transição, com vários cardeais próximos da idade de aposentadoria. Além de dom Orani, o cardeal Odilo Pedro Scherer, de São Paulo, apresentou sua renúncia em 2024, mas o papa Francisco pediu que permanecesse até 2026. Em Aparecida, dom Orlando Brandes, com 79 anos, segue no cargo até os 80, conforme autorizado por Francisco. Outro cardeal, dom Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, deve apresentar sua renúncia em novembro de 2025, ao completar 75 anos.
Essas mudanças refletem a regra do Direito Canônico, que determina a aposentadoria obrigatória aos 75 anos, mas permite ao papa prorrogar mandatos. Leão XIV, eleito em maio de 2025, parece adotar uma estratégia de continuidade, mantendo líderes experientes em arquidioceses estratégicas. A escolha dos sucessores será um indicativo do perfil que o novo pontífice deseja para a Igreja no Brasil, segundo especialistas.
O Brasil possui cinco sedes cardinalícias: Rio de Janeiro, São Paulo, Aparecida, Brasília e Salvador. Essas arquidioceses desempenham um papel crucial na administração da Igreja e na eleição de novos papas, com seus líderes frequentemente participando de conclaves.
Eleição de Leão XIV e o conclave de 2025
O conclave de maio de 2025, que elegeu o cardeal americano Robert Prevost como papa Leão XIV, foi marcado por uma votação expressiva. Segundo o cardeal Désiré Tsarahazana, de Madagascar, Prevost recebeu mais de 100 votos dos 133 cardeais eleitores, superando os 89 necessários para a maioria de dois terços. A eleição, concluída no segundo dia, após quatro rodadas de votação, foi recebida com entusiasmo, conforme relato do cardeal italiano Pietro Parolin.
- Fumaça branca: Sinal da eleição saiu às 13h07 de 8 de maio de 2025.
- Perfil de Leão XIV: Missionário no Peru, com cidadania peruana, é o primeiro papa americano.
- Reunião com cardeais: Primeiro encontro pós-conclave destacou colegialidade.
- Desafios abordados: Inteligência artificial e justiça social foram temas centrais.
Leão XIV, aos 69 anos, traz uma trajetória de missão no Peru e atuação no Dicastério para os Bispos. Sua eleição reflete a busca por um líder alinhado à visão pastoral de Francisco, com ênfase em diálogo e justiça social.
Implicações da decisão para o Rio
A decisão de manter dom Orani no cargo por mais dois anos garante estabilidade à arquidiocese do Rio, uma das mais visíveis do país. A cidade, com sua forte identidade católica, abriga eventos como a festa de São Sebastião e iniciativas sociais lideradas pela Igreja. A continuidade de dom Orani permite que projetos em andamento, como programas de assistência social e evangelização, sigam sem interrupções bruscas.
A escolha do sucessor, prevista para 2027, será um momento chave. Especialistas apontam que o novo arcebispo deverá refletir a visão de Leão XIV, que enfatiza a construção de “pontes” e a promoção da paz. A arquidiocese carioca, com sua influência cultural, será um termômetro do direcionamento da Igreja sob o novo papado.
- Projetos sociais: Programas de apoio a comunidades carentes seguem sob dom Orani.
- Eventos religiosos: Festa de São Sebastião é um marco anual no Rio.
- Transição planejada: Nomeação do sucessor será estratégica para o Vaticano.
Futuro das lideranças católicas no Brasil
A Igreja Católica brasileira está em um momento de renovação. Além das renúncias previstas, a nomeação de novos cardeais, como o arcebispo Ilson Montanari, pode fortalecer a influência do Brasil no Vaticano. Montanari, que atuou como secretário do conclave de 2025, é cotado para ser o primeiro cardeal nomeado por Leão XIV, seguindo a tradição da Igreja.
As mudanças nas arquidioceses de São Paulo, Rio e Aparecida, previstas para os próximos anos, serão decisivas. A escolha de novos arcebispos indicará se Leão XIV manterá a linha progressista de Francisco ou adotará um tom mais conservador. A atenção à justiça social e aos desafios contemporâneos, como a inteligência artificial, sugere que o papa buscará líderes alinhados com uma Igreja mais aberta e engajada.
- Novos cardeais: Ilson Montanari pode ser o próximo brasileiro no Colégio Cardinalício.
- Renovação no Brasil: Três grandes arquidioceses terão novos líderes até 2027.
- Visão de Leão XIV: Foco em diálogo e justiça social guia escolhas do papa.















