Meghan, duquesa de Sussex, brilha em nova temporada de série na Netflix

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Meghan Markle Foto: Meghan Markle - Foto: Instagram

Meghan Markle, agora conhecida como Meghan, Duquesa de Sussex, estreou a segunda temporada de sua série “Com amor, Meghan” na Netflix, em 26 de agosto de 2025, consolidando sua transição de ex-royal para empreendedora de lifestyle. Filmada em uma casa próxima à sua residência em Montecito, Califórnia, a série mistura dicas de culinária, jardinagem e hospitalidade com momentos pessoais, mas sem menções à família real britânica. Acompanhada por convidados como Chrissy Teigen e John Legend, Meghan compartilha detalhes de sua rotina familiar, como preparar café da manhã com panquecas “surpresa” para os filhos, Archie e Lilibet. A produção, parte de um novo acordo com a Netflix, também promove sua marca As Ever, lançada este ano, enquanto a duquesa busca construir um império de lifestyle. Apesar de críticas mistas, a série alcançou o top 10 global da Netflix na primeira semana, mostrando o apelo de sua nova fase.

A estreia da segunda temporada marca um momento pivotal para Meghan, que deixou os deveres reais em 2020 ao lado do marido, o Príncipe Harry. A série foca em um estilo de vida aspiracional, com receitas simples e toques pessoais, como a revelação de que Harry disse “eu te amo” primeiro durante um acampamento em Botsuana. A ausência de referências à família real e a proteção da privacidade de seus filhos são escolhas deliberadas, reforçando a narrativa de uma vida nova e independente nos Estados Unidos.

  • Momentos marcantes da série:
    • Meghan prepara panquecas com sementes de chia para os filhos, chamadas de “freckles” por Lilibet.
    • A duquesa revela que Harry não gosta de lagosta, surpreendendo o chef José Andrés.
    • A trilha sonora inclui referências nostálgicas, como a rádio Magic, que Meghan diz sentir falta do Reino Unido.

Recepção e impacto da série

A segunda temporada de “Com amor, Meghan” gerou reações polarizadas, assim como a primeira. A série alcançou a décima posição no ranking global de programas da Netflix na semana de estreia, com 12,6 milhões de horas assistidas, mas as avaliações críticas variam. No site Rotten Tomatoes, a primeira temporada obteve apenas 28% de aprovação dos críticos e 18% do público, enquanto a nova temporada recebeu duas estrelas do jornal britânico The Telegraph, que a descreveu como “marginalmente menos excêntrica” que a anterior. Por outro lado, a revista Hello elogiou a energia de Meghan, sugerindo que a série deixa os espectadores querendo mais. A polarização reflete a percepção pública de Meghan, que divide opiniões entre admiradores de sua autenticidade e críticos que apontam uma abordagem excessivamente polida.

A série não é gravada na casa de Meghan, mas em uma propriedade alugada próxima, uma escolha que gerou críticas por supostamente comprometer a autenticidade do programa. Apesar disso, a produção mantém um tom otimista, com Meghan enfatizando a busca por alegria em vez de perfeição. A presença de convidados famosos, como Tan France e chefs renomados, adiciona apelo, mas alguns críticos argumentam que as conversas carecem de profundidade, focando mais em estética do que em conteúdo substancial.

  • Pontos destacados pela crítica:
    • Aspectos positivos: a estética visual, com cenários bem decorados e receitas acessíveis.
    • Críticas frequentes: tom considerado forçado e falta de espontaneidade nas interações.
    • Comparação com outras personalidades: Meghan é frequentemente comparada a Martha Stewart, mas sem a mesma expertise culinária.

A construção da marca As Ever

Paralelamente à série, Meghan lançou sua marca de lifestyle, As Ever, que começou com a venda de geleias artesanais, esgotadas em 44 minutos na primeira leva. A marca, que reflete o estilo de vida apresentado na série, planeja expandir para produtos como mel silvestre e pétalas comestíveis. Em entrevista à Bloomberg, Meghan destacou que a Netflix é parceira e investidora da As Ever, mas as decisões criativas são dela, marcando uma abordagem independente. A rápida aceitação dos produtos, com uma segunda leva dez vezes maior também esgotada, sinaliza o potencial comercial da marca.

A estratégia de Meghan combina a visibilidade da série com a promoção de As Ever, criando uma sinergia entre entretenimento e varejo. A marca resgata elementos de seu antigo blog, The Tig, que funcionava como uma curadoria de dicas de estilo de vida. A escolha de preços acessíveis, como geleias a 9 dólares, reflete a intenção de tornar a marca inclusiva, permitindo que os consumidores reutilizem os frascos para fins decorativos, como vasos ou porta-canetas.

  • Produtos iniciais da As Ever:
    • Geleia artesanal, vendida a 9 dólares, esgotada em minutos.
    • Mel silvestre e pétalas comestíveis, apresentados na série.
    • Planos de expansão para utensílios domésticos e itens de decoração.

Novo acordo com a Netflix

A segunda temporada de “Com amor, Meghan” faz parte de um novo contrato plurianual assinado por Meghan e Harry com a Netflix, anunciado em agosto de 2025. Diferentemente do acordo anterior, avaliado em 100 milhões de dólares, o novo contrato é menos exclusivo, dando à Netflix o direito de preferência sobre os projetos da Archewell Productions, a empresa do casal. Além da série, o acordo inclui um especial de fim de ano, “Com amor, Meghan: Celebração de Feriados”, previsto para dezembro, e uma adaptação do romance “Meet Me at the Lake”. A mudança no contrato reflete uma relação mais flexível, mas também responde a rumores de que a Netflix poderia encerrar a parceria com os Sussexes.

A Archewell Productions já entregou outros projetos para a Netflix, como o documentário “Harry & Meghan” (2022), que foi um sucesso de audiência, e “Polo” (2024), que teve apenas 500 mil visualizações. A nova fase da parceria sugere um foco maior em conteúdos comerciais, com Meghan liderando iniciativas que reforçam sua imagem como empreendedora.

  • Projetos da Archewell na Netflix:
    • “Harry & Meghan” (2022): documentário recordista de audiência.
    • “Polo” (2024): 500 mil visualizações, ranking 3.436.
    • Especial de fim de ano: previsto para dezembro de 2025.

Detalhes pessoais e escolhas narrativas

A série oferece vislumbres da vida de Meghan, como sua rotina matinal e preferências musicais, mas evita temas sensíveis. A ausência de Harry e dos filhos na tela reforça a privacidade da família, enquanto Meghan compartilha histórias pessoais, como sua ansiedade em audições para papéis de atriz e sua preferência por tortas de maçã do McDonald’s como recompensa. A menção à rádio Magic, que ela associa ao Reino Unido, adiciona um toque nostálgico, mas sem referência direta à sua vida como royal.

A escolha de Meghan por se apresentar como “Sussex” reflete uma identidade familiar compartilhada com os filhos, Archie e Lilibet. Em entrevista à Bloomberg, ela destacou que, independentemente do nome, sua essência permanece a mesma. Essa narrativa de continuidade e autenticidade permeia a série, que busca apresentar Meghan como uma figura acessível, apesar das críticas de excesso de curadoria visual.

  • Revelações pessoais na série:
    • Meghan fazia tortas de maçã do McDonald’s como recompensa após audições.
    • Harry disse “eu te amo” primeiro, durante uma viagem a Botsuana.
    • A duquesa sente falta da rádio Magic, descrita como sua conexão com o Reino Unido.

Recepção do público e desafios futuros

A polarização em torno de Meghan continua sendo um fator determinante na recepção da série. Uma pesquisa da YouGov, realizada em julho de 2025, mostrou que 43% dos americanos conheciam “Com amor, Meghan”, com 19% aprovando e 11% desaprovando, resultando em uma aprovação líquida de 8%. Apesar do sucesso inicial no top 10 da Netflix, a série precisa melhorar seus números para garantir uma terceira temporada, segundo analistas do setor. A transparência da Netflix sobre visualizações, impulsionada por greves de 2023, coloca pressão sobre Meghan para entregar resultados mais robustos.

O futuro da série e da marca As Ever dependerá da capacidade de Meghan de equilibrar autenticidade e apelo comercial. Enquanto fãs elogiam sua habilidade de tornar o aspiracional acessível, críticos apontam uma desconexão com o público devido à estética excessivamente polida. A duquesa parece ciente disso, destacando em entrevistas que “quando você possui sua história, não precisa provar nada”.

  • Desafios apontados por analistas:
    • Aumentar a audiência para garantir uma terceira temporada.
    • Superar críticas sobre a autenticidade da produção.
    • Expandir a marca As Ever sem perder o foco em acessibilidade.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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