Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta laranja para baixa umidade em Laranjal Paulista, no interior de São Paulo, e diversas regiões de 20 estados brasileiros, incluindo Goiás, Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso do Sul. O aviso, válido entre 11h e 19h desta terça-feira, 30 de setembro de 2025, aponta umidade relativa do ar entre 12% e 20%, bem abaixo dos 60% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A condição eleva o risco de incêndios florestais e problemas de saúde, como ressecamento da pele e desconforto respiratório. A Defesa Civil orienta medidas preventivas, como hidratação constante e uso de umidificadores.
O alerta laranja, classificado como de perigo moderado, é o segundo nível mais grave na escala do INMET, que inclui perigo potencial (amarelo) e grande perigo (vermelho). A baixa umidade pode agravar alergias, causar irritação nos olhos, boca e nariz, além de facilitar a propagação de fogo em vegetação.
- Beba bastante líquido, mesmo sem sede.
- Evite atividades físicas ao ar livre, especialmente entre 10h e 17h.
- Use hidratantes para a pele e umidifique ambientes com toalhas úmidas ou umidificadores.
- Em emergências, contate a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).
Regiões como Itapetininga, Presidente Prudente, Campinas e o Triângulo Mineiro estão entre as áreas afetadas, segundo o INMET.
Medidas preventivas contra a baixa umidade
A Defesa Civil recomenda ações simples para minimizar os impactos da baixa umidade. Beber água regularmente é essencial para evitar desidratação, especialmente em crianças e idosos, mais vulneráveis às condições do tempo seco.
Manter ambientes internos arejados e limpos, utilizando panos úmidos na limpeza, ajuda a reduzir a concentração de poeira e ácaros, que se intensificam com a baixa umidade.
Impactos na saúde respiratória
A umidade relativa entre 12% e 20% pode causar desconforto nos olhos, nariz e garganta. Doenças respiratórias, como asma e rinite, tendem a se agravar nesse período.
Médicos orientam evitar banhos com água quente, que ressecam ainda mais a pele, e recomendam o uso de hidratantes corporais para manter a proteção cutânea.
Crianças, idosos e pessoas com condições respiratórias preexistentes devem evitar exposição prolongada ao sol e ambientes com ar-condicionado, que reduzem a umidade do ar.
Idosos em asilos e creches precisam de atenção especial, com hidratação reforçada e monitoramento constante.
Risco elevado de incêndios florestais
O tempo seco aumenta significativamente o risco de incêndios em áreas de mata, especialmente em regiões como Itapetininga e o Triângulo Mineiro. O Corpo de Bombeiros relatou um aumento de 30% nas chamadas para combate a queimadas em São Paulo e Minas Gerais nos últimos dias.
A Defesa Civil reforça a proibição de queimadas e descarte inadequado de lixo, que podem iniciar focos de incêndio.
Autoridades monitoram áreas de risco e mantêm equipes de prontidão para atender emergências.
Em caso de incêndio, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros (193) ou a Defesa Civil (199).
Cuidados com ambientes internos
Manter a casa limpa e arejada é crucial para reduzir a concentração de poeira, ácaros e fungos, que se proliferam em condições de baixa umidade. A limpeza com pano úmido é mais eficaz do que vassouras, que levantam partículas.
O uso de umidificadores ou bacias com água nos cômodos ajuda a melhorar a qualidade do ar. Evitar aglomerações em locais com ar-condicionado também é recomendado, pois o equipamento agrava o ressecamento do ambiente.
Ações em emergências de saúde e segurança
Problemas respiratórios graves exigem atendimento imediato em unidades de saúde. Postos médicos em Laranjal Paulista e cidades próximas estão preparados para atender casos relacionados ao tempo seco.
Em situações de incêndio, a população deve evitar tentativas de combate por conta própria e acionar os Bombeiros (193) ou a Defesa Civil (199).
Quedas de energia ou problemas com postes devem ser reportados às concessionárias, como a CEMIG (116) em Minas Gerais ou a CPFL (0800-010-1010) em São Paulo.
O INMET e a Defesa Civil monitoram a situação e podem emitir novos alertas caso as condições se agravem nas próximas horas.
Previsão e monitoramento contínuo
O INMET prevê que a baixa umidade persista em grande parte do Brasil Central e Sudeste até o fim de setembro, devido à ausência de chuvas significativas. Em Laranjal Paulista, a temperatura deve variar entre 25°C e 35°C, com sensação térmica elevada pelo tempo seco.
Autoridades recomendam que a população acompanhe as atualizações meteorológicas e siga as orientações para evitar complicações.
O alerta laranja abrange áreas urbanas e rurais, exigindo atenção de gestores públicos e moradores.
Impactos em áreas rurais e agrícolas
A baixa umidade afeta também a agricultura, especialmente em regiões como o Triângulo Mineiro e o Centro Goiano, onde culturas como soja e milho enfrentam estresse hídrico. Produtores rurais são orientados a intensificar a irrigação e monitorar plantações.
A seca prolongada pode reduzir a produtividade agrícola, impactando a economia local. Associações de agricultores em Goiás e Minas Gerais já relatam perdas em safras de grãos.
Recomendações para grupos vulneráveis
Crianças e idosos requerem cuidados adicionais durante o alerta laranja. Escolas em Laranjal Paulista e cidades próximas suspenderam atividades ao ar livre para proteger os alunos.
Hospitais e clínicas reforçaram o estoque de medicamentos para doenças respiratórias, como broncodilatadores, em antecipação a um aumento na procura.
A hidratação oral deve ser priorizada, com oferta de água e sucos naturais, evitando bebidas açucaradas ou alcoólicas.
Cooperação entre órgãos públicos
A Defesa Civil de São Paulo e de outros estados afetados trabalha em conjunto com o INMET para monitorar as condições climáticas. Equipes de bombeiros estão em alerta para atender chamadas de incêndios em áreas urbanas e rurais.
Municípios como Laranjal Paulista intensificaram campanhas de conscientização, distribuindo materiais informativos sobre prevenção e cuidados com a saúde.
Medidas para reduzir impactos ambientais
A proibição de queimadas é reforçada em todos os municípios sob alerta. O descarte inadequado de cigarros ou materiais inflamáveis é uma das principais causas de incêndios acidentais.
Áreas de preservação ambiental, como o Parque Estadual do Juquery, próximo a São Paulo, estão sob vigilância para evitar danos à biodiversidade.

