CBF divulga conversas do VAR sobre lances de São Paulo x Palmeiras e causa debate entre torcedores

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CBF Foto: CBF - Foto: A.RICARDO / Shutterstock.com

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta quinta-feira (9) os áudios das conversas entre o árbitro Ramon Abatti Abel e a equipe de vídeo durante o clássico São Paulo x Palmeiras, válido pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo, disputado no domingo (5) no Morumbi, em São Paulo, terminou com vitória do Palmeiras por 3 a 2, após virada no segundo tempo. A decisão de liberar os diálogos veio após pressão da diretoria tricolor e autorização da Fifa, focando em quatro dos cinco lances questionados pelo São Paulo.

O principal ponto de controvérsia envolveu o atacante Gonzalo Tapia, do São Paulo, que caiu na área após contato com o volante Allan, do Palmeiras, quando o placar ainda marcava 2 a 0 para o time da casa. Ramon Abatti Abel optou por não assinalar pênalti, e o VAR, comandado por Ilbert Estevam da Silva, respaldou a escolha sem recomendar revisão no monitor.

Outros incidentes analisados incluíram uma entrada de Andreas Pereira sobre Marcos Antônio e ações do zagueiro Gustavo Gómez contra Tapia. A divulgação ocorreu em meio a relatos de xingamentos de dirigentes são-paulinos ao árbitro após a partida, conforme registrado na súmula oficial.

Torcedores de ambos os lados manifestaram reações imediatas nas redes sociais ao tom das conversas, que reforçaram as decisões em campo sem alterações.

Análise do pênalti em Tapia

O diálogo sobre o contato entre Allan e Tapia durou menos de um minuto na cabine do VAR. Ramon Abatti Abel descreveu o lance como um escorregão natural, com a bola saindo da área.

Ilbert Estevam da Silva concordou, destacando que o toque ocorreu sem intenção de falta, enquanto os jogadores disputavam a posse. A CBF enfatizou que o protocolo não previa revisão, pois o árbitro de campo manteve a convicção inicial.

Essa avaliação gerou debates entre especialistas em arbitragem, que apontaram para a subjetividade em lances de contato em alta velocidade. O São Paulo protocolou reclamação formal, solicitando análise adicional.

Entrada de Andreas Pereira em foco

Ramon Abatti Abel solicitou checagem rápida sobre a solada de Andreas Pereira na canela de Marcos Antônio, aos 10 minutos do segundo tempo. O VAR identificou um contato médio com o pé, mas sem desprezo pela bola.

  • Contato inicial na canela considerado leve.
  • Posterior pisada na sola avaliada como disputa normal.
  • Decisão final: cartão amarelo mantido, sem expulsão.

O meio-campista palmeirense continuou em campo, contribuindo para a virada. Dirigentes tricolores, como Rui Costa, questionaram a intensidade, mas o áudio confirmou a ausência de recomendação para revisão.

Essa jogada ocorreu logo após o São Paulo ampliar o placar, alterando o ritmo da partida.

Ramon abatti abel árbitro
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Incidentes envolvendo Gustavo Gómez

A equipe de arbitragem revisou dois lances de Gustavo Gómez contra Tapia. No primeiro, um suposto pisão durante ataque pela esquerda foi classificado como disputa sem intenção.

Ramon Abatti Abel notou o toque, mas o VAR reforçou que não havia malícia, com o zagueiro palmeirense focado na bola. O segundo episódio tratou de um braço atingindo o rosto do atacante chileno na linha de fundo.

  • Toque com cotovelo ocorrido ao se levantar.
  • Ausência de gesto intencional de cotovelada.
  • Nariz de Tapia sangrou, mas decisão manteve o jogo.

Ilbert Estevam da Silva concluiu que o movimento foi acidental, sem ação adicional. Esses diálogos foram divulgados para esclarecer as não interrupções, apesar das imagens gerarem dúvida visual.

Medidas após a divulgação

A CBF afastou Ramon Abatti Abel e Ilbert Estevam da Silva para treinamento obrigatório, visando aprimoramento técnico. O São Paulo comunicou que não aceitará mais esses profissionais em suas partidas futuras.

O clube aguarda o quinto áudio, referente a possível falta de Gómez no primeiro gol palmeirense, para definir ações no STJD. A entidade máxima do futebol brasileiro reforçou o compromisso com transparência, mas manteve o protocolo de divulgações apenas em revisões monitoradas.

Palmeiras, por sua vez, defendeu a arbitragem, citando erros não corrigidos contra si em outros jogos. A rodada 27 registrou 12 lances semelhantes em todo o Brasileirão, com taxa de intervenção do VAR em 35%.

Repercussão entre os clubes

Dirigentes do São Paulo, incluindo Julio Casares, conversaram com a cúpula da CBF logo após o apito final. A nota oficial do tricolor destacou falhas graves na condução do clássico.

O Palmeiras respondeu em comunicado, acusando pressão indevida de rivais para questionar decisões. Abel Ferreira, técnico alviverde, elogiou a resiliência do time apesar das interrupções.

Essas trocas ocorreram em meio a uma sequência de polêmicas na Série A, com 28 reclamações formais de arbitragem nas últimas cinco rodadas. A Fifa monitora o cenário para ajustes no protocolo brasileiro.

Diálogos extras captados

Além das análises principais, o áudio revelou um comentário de Ramon Abatti Abel sobre o atacante Luciano, do São Paulo, durante uma roda de reclamações. O árbitro expressou frustração com as contestações constantes do jogador.

Essa fala, captada incidentalmente, circulou amplamente e gerou críticas por expor tensão em campo. A CBF não comentou o trecho, focando nas decisões técnicas.

O episódio reforça discussões sobre o impacto psicológico da arbitragem em jogos de alta rivalidade, com treinadores cobrando treinamentos conjuntos entre juízes e elencos.

Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.

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