Horário de verão não será adotado em 2025, anuncia ministro de Minas e EnergiaPor Thiago Lemos
Atualizado 4 min de leitura
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O governo federal anunciou que o Brasil não adotará o horário de verão em 2025, decisão fundamentada na estabilidade do sistema energético nacional. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, após análises mensais, confirmou a capacidade de atender à demanda sem a necessidade de ajustar os relógios. A medida reflete a confiança nas condições dos reservatórios e no planejamento energético. Silveira destacou que a decisão prioriza a manutenção de tarifas justas e a segurança no abastecimento.
A ausência do horário de verão é possível devido aos altos índices pluviométricos dos últimos anos, que fortaleceram as hidrelétricas, principal fonte de energia do país. O governo também planeja leilões de térmicas e baterias para reforçar o sistema.
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- Estabilidade garantida: Reservatórios cheios dispensam o horário de verão.
- Planejamento contínuo: Monitoramento mensal assegura fornecimento de energia.
- Novas tecnologias: Baterias armazenarão energia solar e eólica.
Razões para não adotar o horário de verão
O horário de verão, que consiste em adiantar os relógios em uma hora, foi suspenso devido à robustez do sistema elétrico. As hidrelétricas, responsáveis por cerca de 60% da energia gerada no Brasil, estão com níveis satisfatórios. O ministro destacou que a decisão foi unânime no comitê técnico.
Além disso, o governo monitora constantemente os reservatórios para evitar falhas no fornecimento. A estabilidade atual elimina a necessidade de medidas emergenciais, como o horário de verão.

Impacto no setor elétrico
O sistema energético brasileiro combina hidrelétricas, térmicas e fontes renováveis, como solar e eólica. Silveira explicou que o país está preparado para picos de consumo sem ajustes sazonais. O planejamento inclui a expansão de fontes renováveis, que, apesar de intermitentes, serão estabilizadas com novas tecnologias.
O governo planeja lançar um leilão de baterias em 2025 para armazenar energia renovável. Essa iniciativa permitirá usar energia solar à noite, reduzindo a dependência de térmicas.
O leilão de térmicas, previsto para a próxima semana, complementará o sistema. As térmicas garantem energia em momentos de alta demanda, enquanto as hidrelétricas seguem como base.
O Brasil também busca aprender com experiências internacionais. Silveira mencionou apagões na Península Ibérica, causados pela intermitência de fontes renováveis, mas destacou a robustez do sistema brasileiro.
Alternativas ao horário de verão
A decisão de não adotar o horário de verão não compromete a eficiência energética. O governo investe em tecnologias para otimizar o uso de recursos naturais. O armazenamento de energia em baterias é uma solução inovadora para fontes intermitentes.
O foco na modicidade tarifária garante preços acessíveis aos consumidores. A estabilidade dos reservatórios e os novos leilões reforçam a capacidade do sistema elétrico.
Planejamento para 2025
O Ministério de Minas e Energia trabalha para modernizar o setor elétrico. O uso de baterias e a expansão de térmicas visam atender à crescente demanda por energia limpa. A decisão de dispensar o horário de verão reflete a confiança na gestão energética.
O Brasil se destaca na América Latina por sua matriz energética diversificada. O monitoramento contínuo do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) assegura a estabilidade. Silveira afirmou que, se necessário, o governo tomaria medidas para garantir o abastecimento, mas a situação atual descarta essa possibilidade.
Histórico do horário de verão
O horário de verão foi implementado no Brasil em diferentes períodos, com o objetivo de reduzir o consumo de energia em horários de pico. Sua última aplicação foi em 2019, quando o governo decidiu suspender a prática. Desde então, o setor elétrico tem se adaptado a novas tecnologias e condições climáticas favoráveis.
A decisão de 2025 reforça a tendência de abandonar o horário de verão. O foco está em soluções estruturais, como o armazenamento de energia e a diversificação da matriz energética.















