Segurança em encontros: app usa IA para consultar antecedentes judiciais e processos antes de encontros amorososPor Thiago Lemos
3 min de leitura
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O aplicativo Puft.ai passou a disponibilizar um sistema de inteligência artificial voltado a rastrear antecedentes e resumir processos judiciais de terceiros antes de encontros amorosos nesta sexta-feira (30 de outubro de 2026). A ferramenta digital opera por meio de navegadores móveis e aparelhos celulares, realizando varreduras em bancos de dados de tribunais brasileiros para emitir diagnósticos rápidos sobre a existência de pendências cíveis ou criminais.
A tecnologia tem como proposta simplificar termos jurídicos complexos para usuários comuns, transformando despachos técnicos e movimentações forenses em relatórios diretos. O mecanismo direciona-se especialmente ao público feminino que frequenta plataformas de relacionamentos virtuais e busca medidas preventivas de integridade física antes de marcar compromissos presenciais.
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Funcionamento das buscas e tradução de dados jurídicos
O procedimento de pesquisa na base de dados requer apenas o fornecimento do nome completo da pessoa que será investigada, com a possibilidade de refinamento caso o interessado disponha de dados adicionais como o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou a unidade federativa de residência:
- Varredura automatizada: cruzamento de informações em diários oficiais e sistemas de consulta pública do Poder Judiciário
- Sumarização por IA: geração de síntese textual explicando se o processo trata de cobrança financeira, disputa contratual, litígio familiar ou acusação criminal
- Notificação de risco: alerta sobre ações que envolvem medidas protetivas de urgência ou passagens por varas de violência doméstica
- Acesso restrito: impossibilidade técnica de violar autos protegidos por segredo de justiça ou registros mantidos em sigilo legal
Apesar da automação, os desenvolvedores pontuam que o serviço digital não substitui certidões criminais emitidas pelos órgãos policiais estaduais e federais:
- O sistema processa apenas informações públicas disponíveis na internet. Se um processo estiver tramitando em segredo de justiça, ele não aparecerá no relatório – esclarece a documentação da ferramenta tecnológica.
Modelo comercial e limitações das consultas públicas
A prestação do serviço fundamenta-se em um modelo tarifado, cobrando taxas individuais por cada relatório gerado ou por pacotes mensais de consultas. A cobrança remunera a infraestrutura de computação em nuvem necessária para integrar os servidores de dezenas de cortes de Justiça estaduais simultaneamente.
A expansão desse tipo de ferramenta desperta atenção quanto aos limites da privacidade e ao tratamento de dados pessoais no país. Especialistas em direito digital orientam os consumidores a checarem a veracidade dos dados primários para evitar juízos precipitados decorrentes de homônimos ou processos arquivados sem condenação.















