Atlético-MG sai da Libra e retorna à Liga Forte União para unir clubes no BrasileirãoPor Carolina Costa
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Atlético-MG anuncia que vai deixar a Libra e retornar à Liga Forte União para contribuir com uma liga unificada no futebol brasileiro. A decisão ocorreu em Belo Horizonte, na manhã desta terça-feira, 28 de outubro de 2025, motivada pela busca de maior cooperação entre clubes e equilíbrio competitivo. O clube mineiro divulgou nota oficial destacando a importância de modelos sustentáveis centrados nas decisões dos times.
O retorno à LFU reflete a visão de que os clubes da mesma competição dependem uns dos outros para o crescimento do esporte. A direção do Galo planeja negociar parte dos direitos econômicos relacionados ao Campeonato Brasileiro com a Sports Media Entertainment, respeitando contratos vigentes até 2029.
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Essa mudança estratégica ocorre em meio a debates sobre a governança do futebol nacional. O Atlético-MG enfatiza a necessidade de união para evitar fragmentações que prejudiquem o desenvolvimento coletivo.
Origem e formação da Liga Forte União
A Liga Forte União surgiu em junho de 2022 como alternativa à Libra, reunindo inicialmente 25 clubes das Séries A e B. Em julho de 2023, fundiu-se ao Grupo União, formado por Botafogo, Coritiba, Cruzeiro e Vasco, ampliando sua base para promover transparência e sustentabilidade.
Atualmente, a LFU conta com 34 membros após a adesão do Atlético-MG, incluindo times como Corinthians, Fluminense e Internacional. Essa estrutura visa modernizar a gestão dos direitos de transmissão a partir de 2025.
O grupo firmou acordos de investimento de longo prazo em 2023, garantindo previsibilidade de receitas para os associados.
Diferenças entre LFU e Libra nos direitos de TV
A divisão de receitas varia entre as ligas. A LFU adota o modelo 45-30-25, com 45% distribuídos igualmente entre os clubes para fomentar equilíbrio.
- 30% baseados na classificação final do campeonato;
- 25% conforme a audiência dos jogos transmitidos.
Essa abordagem contrasta com a Libra, que usa 40-30-30, priorizando mais a audiência e a performance individual. O Atlético-MG vê na LFU uma oportunidade de maior autonomia coletiva.
Negociação com Sports Media Entertainment
A Sports Media Entertainment adquirirá uma porcentagem dos direitos econômicos do Atlético-MG no Brasileirão. Os detalhes sobre o percentual exato e os valores não foram divulgados, mas a transação depende de aprovações regulatórias.
O clube mineiro manterá o contrato com a Globo até 2029, assegurando continuidade nas transmissões atuais. Essa parceria visa injetar recursos adicionais para investimentos em infraestrutura e desenvolvimento de atletas.
Histórico de adesões do Atlético-MG nas ligas
O Atlético-MG integrou a Liga Forte Futebol em 2022, antes da fusão que formou a LFU. Em julho de 2023, migrou para a Libra em busca de novas parcerias comerciais, período marcado por negociações intensas sobre cotas televisivas.
A volta à LFU representa um ciclo completo, impulsionado por insatisfações com o individualismo em outros blocos. Clubes como Grêmio e Santos expressaram descontentamento similar na Libra recentemente.
Essa trajetória reflete as oscilações no cenário do futebol brasileiro desde 2022. O Galo atuou como fundador inicial da LFU, contribuindo para sua consolidação com 34 clubes hoje.
O comunicado oficial critica atitudes isoladas que enfraquecem o diálogo coletivo. A direção mineira defende que a cooperação é o caminho para o fortalecimento financeiro e esportivo de todos os envolvidos, alinhando-se a práticas internacionais de ligas unificadas.
Clubes atuais da Liga Forte União
A LFU ampliou sua influência com a entrada do Atlético-MG. Os membros incluem equipes das Séries A e B, como:
- Corinthians, Fluminense, Cruzeiro;
- Vasco, Internacional, Botafogo;
- Fortaleza, Sport, Ceará.
Essa composição abrange 12 times da elite em 2025, com potencial para mais acessos. A associação prioriza governança profissional e visão de longo prazo para negociações de mídia.
Contratos vigentes e prazos de transição
O Atlético-MG cumpre o acordo com a Libra até o fim de 2029, evitando rupturas imediatas. Durante esse período, o clube avalia condições para a migração plena à LFU.
A transição envolve cláusulas de saída negociadas desde 2023. Especialistas apontam que essa estratégia preserva receitas atuais enquanto prepara o terreno para ganhos maiores a partir de 2030.
Modelo de governança adotado pela LFU
A LFU estabelece processos profissionais inspirados em ligas europeias, com foco em transparência e incentivos à cooperação. Em 2023, o grupo assegurou investimentos de 50 anos nos direitos de transmissão, totalizando R$ 1,5 bilhão anuais potenciais.
Essa estrutura inclui auditorias regulares e decisões colegiadas entre os 34 clubes. O Atlético-MG destaca que essa união promove crescimento sustentável sem comprometer a autonomia de cada associado.















