Atlético-MG sai da Libra e volta à Liga Forte União para buscar equilíbrio nos direitos de TV do BrasileirãoPor Thiago Lemos
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O Atlético-MG anunciou nesta terça-feira, 28 de outubro de 2025, em Belo Horizonte, a saída da Liga do Futebol Brasileiro (Libra) e o retorno à Liga Forte União (LFU). A decisão visa fortalecer a criação de uma liga unificada no país, com ênfase em modelos sustentáveis e decisões centradas nos clubes. O clube mineiro, que havia migrado para a Libra em julho de 2023, agora negocia parte dos direitos econômicos relacionados ao Campeonato Brasileiro com a Sports Media Entertainment.
A nota oficial do Galo destaca a interdependência entre os times da competição e a necessidade de cooperação para o avanço do futebol nacional. Essa mudança ocorre em meio a negociações para o ciclo de transmissões a partir de 2025, respeitando contratos vigentes com emissoras.
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O retorno reforça o compromisso do Atlético-MG com estruturas que promovam transparência e equilíbrio competitivo.
- Principais motivos da decisão: maior democracia na votação (um clube, um voto) e alinhamento com clubes de porte similar.
- Impacto imediato: participação em negociações futuras da LFU, sem afetar acordos atuais de TV.
- Contexto: LFU reúne 34 clubes, incluindo Corinthians e Fluminense, após adesões recentes.
O Clube Atlético Mineiro anuncia sua decisão de retornar à Liga Forte União (LFU), com o objetivo de contribuir decisivamente para a criação de uma liga unificada no Brasil.
— Atlético (@Atletico) October 28, 2025
Desde o início do debate sobre a criação de uma liga nacional, o Atlético sempre defendeu um modelo… pic.twitter.com/2qf2FPCd96
Origem da Liga Forte União e sua expansão recente
A Liga Forte União surgiu em junho de 2022 como alternativa à Libra, reunindo inicialmente 25 clubes das Séries A e B que questionavam a divisão de receitas das transmissões. Formada por times como Athletico-PR, Fluminense e Fortaleza, a entidade prioriza governança profissional e divisão mais igualitária de verbas.
Em julho de 2023, a LFU incorporou o Grupo União, formado por Botafogo, Cruzeiro, Vasco e Coritiba, ampliando para 33 membros. Essa fusão fortaleceu negociações com investidores, como o acordo de R$ 2,6 bilhões com Life Capital Partners e Serengeti Asset Management para 20% dos direitos comerciais por 50 anos, a partir de 2025.
Agora, com o Atlético-MG de volta, o bloco soma 34 associados e avança em parcerias de transmissão.
A expansão incluiu cinco clubes paulistas em abril de 2024: Mirassol, Ituano, Novorizontino, Ponte Preta e Botafogo-SP, elevando o poder de barganha para pacotes de TV.
Disputa entre blocos e busca por unificação
A rivalidade entre Libra e LFU ganhou forma em 2022, quando divergências sobre distribuição de receitas – 40% igualitário na Libra versus 45% na LFU – impediram uma liga única. A Libra, com 12 clubes como Flamengo e Palmeiras, fechou com Mubadala por US$ 900 milhões em direitos, enquanto a LFU optou por modelo fragmentado de vendas.
Em janeiro de 2025, a Globo assinou com a LFU por R$ 850 milhões anuais mais pay-per-view, cobrindo jogos de mandantes como Corinthians e Vasco. A Record, por R$ 210 milhões, transmitirá 38 partidas em 2025.
Essa divisão reflete a Lei do Mandante, que permite negociações individuais desde 2021, mas blocos buscam consenso para 2027.
Um memorando de entendimento em julho de 2025 delineou pilares para fusão, incluindo reset de contratos e assessoria conjunta.
Direitos econômicos em negociação
A Sports Media Entertainment assumirá porcentagem dos direitos do Atlético-MG no Brasileirão, sem detalhes sobre percentual ou valor divulgados. A transação segue condições precedentes e aprovações regulatórias, garantindo conformidade com acordos existentes.
Essa operação alinha o Galo a práticas globais, como na Premier League, onde ligas vendem pacotes para estabilidade financeira.
O clube estima que a mudança traga previsibilidade de receitas, com repasses anuais da LFU projetados em R$ 1,7 bilhão para o bloco até 2029.
Governança e princípios da LFU
A LFU adota modelo de um clube, um voto, contrastando com pesos por audiência na Libra. Essa estrutura, firmada em 2023, assegura autonomia e incentiva cooperação saudável entre membros.
O bloco enfatiza visão de longo prazo, com processos alinhados a mercados como a Bundesliga, onde governança coletiva eleva valores de transmissão.
Para o Atlético-MG, a adesão reforça liderança por exemplo em equilíbrio competitivo.
Composição atual dos blocos
A LFU agora conta com 34 clubes, distribuídos entre Séries A e B.
- Série A: Athletico-PR, Botafogo, Ceará, Corinthians, Criciúma, Cruzeiro, Cuiabá, Fluminense, Fortaleza, Internacional, Juventude.
- Adesões recentes: Atlético-MG, Corinthians (2024).
- Série B: América-MG, Atlético-GO, Avaí, Chapecoense, Coritiba, CRB, Goiás, Mirassol, Novorizontino, Operário-PR, Sport, Vila Nova.
A Libra mantém 12 times, como Bahia, Flamengo e Grêmio, focando em audiência alta.
Essa configuração divide o Brasileirão 2025, com transmissões fragmentadas por emissoras.
Movimentações recentes na LFU
Em setembro de 2024, a LFU ajustou contratos com investidores, reduzindo participações para 10% na Série A e devolvendo adiantamentos. Essa medida, acordada com Life Capital Partners, prioriza autonomia dos clubes.
Clubes como Athletico-PR e Internacional aderiram ao ajuste, liberando R$ 60 milhões para paulistas da Série B.
A iniciativa reflete compromisso com transparência, auditada por entidades independentes.
Perspectivas para o futebol nacional
O retorno do Atlético-MG acelera diálogos para uma liga unificada em 2027, com CBF apoiando a transição. Acordos conjuntos para Série B, firmados em março de 2025, testam modelos integrados.
A LFU projeta receitas totais de R$ 1,5 bilhão em 2025, dependendo de promoções à Série A.
Essa dinâmica beneficia torcedores com mais opções de transmissão, via Globo, Record e streaming.















