Melatonina por mais de um ano eleva em 90% chance de falha cardíaca, revela pesquisa nos EUAPor Maria
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Estudo revela associação entre uso prolongado de melatonina e maior risco de insuficiência cardíaca em adultos com insônia. Pesquisadores analisaram dados de mais de 130 mil pacientes na base TriNetX, comparando usuários do suplemento por mais de um ano com não usuários. A pesquisa, divulgada pela Associação Americana para o Coração, identificou aumento de 90% no risco de diagnóstico de falha cardíaca.
Participantes que tomavam melatonina apresentaram taxas de 4,6% de insuficiência cardíaca em cinco anos, contra 2,7% nos não usuários. O estudo considerou fatores como idade, sexo, condições pré-existentes e medicações. Resultados indicam necessidade de cautela no consumo do hormônio sintético.
- Risco de hospitalização por falha cardíaca foi 3,5 vezes maior em usuários.
- Mortalidade geral alcançou 7,8% entre tomadores, versus 4,3% nos outros.
- Análise excluiu pacientes com histórico prévio de problemas cardíacos.
Detalhes da metodologia adotada
Pesquisadores revisaram históricos médicos de cinco anos em banco de dados internacional. A amostra incluiu 65,4 mil usuários de melatonina com prescrições separadas por pelo menos 90 dias.
Comparações controladas por variáveis demográficas e de saúde garantiram equilíbrio. Exclusões abrangeram indivíduos com uso de outros soníferos ou diagnósticos prévios de insuficiência.
Taxas de hospitalização e mortalidade
Usuários de melatonina registraram 19% de internações por problemas cardíacos em cinco anos. Não usuários apresentaram taxa de 6,6% no mesmo período.
Risco de morte por qualquer causa dobrou quase no grupo exposto ao suplemento. Dados ajustados mantiveram consistência nas associações observadas.

Perfil dos participantes envolvidos
Média de idade dos estudados foi de 55,7 anos. Mulheres representaram 61,4% da amostra total.
Análises pareadas por gênero, hipertensão e condições nervosas reforçaram resultados. Uso prolongado definido como superior a um ano ou múltiplas receitas.
Fatores controlados na análise
Estudo considerou raça, etnia, índice de massa corporal e pressão arterial. Medicações para coração ou sistema nervoso também entraram no ajuste.
Variáveis como depressão e ansiedade foram ponderadas indiretamente via exclusões. Associação permaneceu significativa após controles.
Limitações identificadas pelos autores
Pesquisa demonstra correlação, não causalidade direta com melatonina. Insônia grave pode contribuir para riscos cardiovasculares independentemente.
Resultados preliminares aguardam revisão por pares externos. Mais investigações são recomendadas para esclarecer mecanismos envolvidos.
Contexto do suplemento no mercado
Melatonina regula ciclo sono-vigília de forma natural na glândula pineal. Versões sintéticas tratam insônia e jet lag em diversos países.
No Brasil, produto classifica-se como suplemento alimentar sem necessidade de receita. Vendas crescem com busca por soluções para distúrbios do sono.
Riscos adicionais observados
Usuários com duas ou mais receitas em 90 dias tiveram 82% mais risco de falha cardíaca. Internações por complicações cardíacas predominaram no grupo exposto.
Mortalidade elevada sugere monitoramento em consumidores crônicos. Dados baseiam-se em registros reais de pacientes globais.







