A superlua ocorre nesta quarta-feira (5), com a Lua cheia posicionada no ponto mais próximo da Terra, conhecido como perigeu. O fenômeno permite visualização a olho nu em qualquer região do Brasil, desde que as condições climáticas sejam favoráveis. De acordo com o Observatório Nacional, esta é a maior e mais brilhante superlua de 2025, a segunda de três previstas para o ano.
O evento inicia ao anoitecer, com horários variando por fuso horário. Em Brasília, a Lua surge por volta das 18h45; em São Paulo, às 18h45; em Belém, às 18h14; e no Recife, às 17h28. A proximidade reduz a distância para menos de 360 mil quilômetros, resultando em diâmetro 14% maior que o habitual.
- A superlua anterior aconteceu em 6 de outubro.
- A próxima está agendada para 4 de dezembro.
- O termo “superlua” foi criado pelo astrólogo Richard Nolle em 1979.
Visibilidade em outros países
A superlua de 5 de novembro pode ser observada em todo o hemisfério sul e em partes do hemisfério norte, dependendo das condições atmosféricas locais. Países como Argentina, Chile e Uruguai registram horários semelhantes aos do Brasil, com surgimento ao anoitecer entre 18h e 19h no fuso local. Nos Estados Unidos, a visualização inicia na costa leste por volta das 17h (horário de Brasília), enquanto na Europa, como Portugal, ocorre após as 21h. A proximidade ao perigeu garante o mesmo aumento de 14% no diâmetro e 30% na luminosidade em escala global, sem necessidade de equipamentos ópticos.
Horários de observação por região
A visualização optimal ocorre logo após o pôr do sol. Plataformas astronômicas indicam que a Lua cheia dura apenas um instante técnico, mas aparece plena por até três dias.
Em cidades como Rio de Janeiro, o horário aproximado é 18h30. No Sul, como Porto Alegre, inicia às 19h15 devido à diferença de fuso.
Diferenças entre superlua e lua cheia comum
Nem toda lua cheia classifica-se como superlua. O critério exige coincidência com o perigeu, a órbita mais próxima da Terra.
Astrônomos do Observatório do Valongo, da UFRJ, explicam que a distância inferior a 360 mil km define o fenômeno. Helio J. Rocha-Pinto, diretor da instituição, detalha que a órbita lunar varia mensalmente.
A luminosidade aumenta 30% em comparação ao apogeu, o ponto mais distante. Essa variação orbital é natural e repete-se anualmente.
Origem do termo superlua
Richard Nolle cunhou a expressão em 1979, sem base astronômica oficial. O conceito ganhou popularidade em sites especializados, apesar de não ser consenso científico.
Observatórios adotam o termo para comunicação pública. A definição prática foca na proximidade orbital durante a fase cheia.
Dicas para registro fotográfico
Câmeras de celulares captam a superlua com ajustes simples. Use modo noturno ou manual para exposição longa.
Evite zoom digital excessivo para preservar qualidade. Tripés estabilizam a imagem em condições de baixa luz.
Posicione a Lua ao lado de elementos terrestres, como edifícios, para escala. Aplicativos de astronomia indicam o ponto exato de surgimento.
Calendário de superluas em 2025
Três eventos marcam o ano, com distâncias variadas ao perigeu. A de novembro destaca-se pela maior proximidade.
- Outubro: 6, com brilho elevado.
- Novembro: 5, pico de tamanho e luminosidade.
- Dezembro: 4, fechando a sequência.
O Observatório Nacional monitora essas ocorrências para fins educativos. Dados orbitais confirmam as previsões com precisão.
Variações orbitais da Lua
A órbita lunar é elíptica, causando flutuações de distância. O perigeu aproxima a Lua em até 50 mil km do apogeu médio.
Essas variações influenciam marés e observações visuais. Em superluas, o efeito visual amplifica-se sem necessidade de instrumentos.
Astrônomos recomendam locais com horizonte livre. Cidades com poluição luminosa reduzem o contraste, mas o fenômeno permanece visível.
A superlua de novembro posiciona-se a cerca de 357 mil km da Terra, marca recorde anual. Comparada à lua cheia média, o diâmetro aparente cresce significativamente.

