Aumento no teto de imóveis do Minha Casa Minha Vida beneficia faixas de baixa renda em 2025Por Janderson
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O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta terça-feira, 11 de novembro de 2025, em Brasília, o aumento dos limites máximos de valor para imóveis financiados nas faixas iniciais do programa Minha Casa Minha Vida. A medida visa adequar os valores aos custos atuais da construção civil e ampliar o acesso à moradia para famílias de baixa renda. A decisão beneficia diretamente 263 municípios em todo o país, com reajustes que variam de 4% a 7% dependendo do porte da localidade.
As faixas 1 e 2 do programa, destinadas a rendas mensais de até R$ 4.700, ganham novas opções de financiamento. O ajuste ocorre em meio a esforços do governo federal para impulsionar o setor habitacional. Para 2025, o Ministério das Cidades estima a contratação de 660 mil unidades habitacionais.
- Grandes metrópoles (acima de 750 mil habitantes): teto de R$ 264 mil para R$ 275 mil;
- Cidades médias (300 mil a 750 mil habitantes): de R$ 250 mil para R$ 270 mil;
- Municípios menores (100 mil a 300 mil habitantes): de R$ 225 mil ou R$ 220 mil para R$ 240 mil ou R$ 235 mil, conforme classificação.
Novos limites por tamanho de município
A elevação reflete a necessidade de atualizar os valores após anos sem reajustes significativos. Em grandes centros urbanos, o aumento de 4% permite financiar imóveis ligeiramente mais amplos ou bem localizados.
Para capitais regionais, o ganho de 7% abre portas para construtoras que enfrentavam restrições orçamentárias. O impacto imediato deve ser sentido em negociações de contratos já em andamento.

Orçamento do FGTS para o próximo ano
O conselho também destinou R$ 160,5 bilhões ao fundo em 2026, com foco em habitação e saneamento. Essa alocação representa um crescimento de 5,4% em relação a 2025.
Desses recursos, R$ 144,5 bilhões vão para programas como o Minha Casa Minha Vida. O restante apoia infraestrutura urbana, mantendo o equilíbrio entre demandas sociais e financeiras.
A decisão unânime reforça a estabilidade do fundo, que administra depósitos de trabalhadores. Em 2025, o programa já contratou mais de 500 mil unidades até outubro.
Medidas complementares ao setor habitacional
Em outubro, o governo ampliou o teto do Sistema Financeiro de Habitação para R$ 2,25 milhões, direcionado à classe média. Essa ação difere da atual, focada em baixa renda, mas integra um pacote de estímulos.
O Ministério das Cidades planeja interiorizar investimentos em municípios menores de 100 mil habitantes. Novos limites ali variam de R$ 210 mil a R$ 230 mil, com altas de até 16%.
A Caixa Econômica Federal, operadora principal, ajustará suas linhas de crédito nos próximos dias. Empreendedores do setor esperam aceleração em aprovações de projetos.
Detalhes das faixas de renda afetadas
A faixa 1 abrange famílias com renda até R$ 2.850 mensais, com subsídios de até 95% do valor do imóvel. Nesses casos, o governo cobre a maior parte das prestações iniciais.
Na faixa 2, para rendas de R$ 2.850,01 a R$ 4.700, o financiamento mistura subsídio e empréstimo com juros reduzidos. O aumento no teto permite imóveis com mais quartos ou melhor infraestrutura.
Essas faixas atendem cerca de 70% das famílias inscritas no programa. Desde o relançamento em 2023, o Minha Casa Minha Vida entregou mais de 1,2 milhão de unidades.
O adiamento da regulamentação para uso do FGTS em financiamentos maiores não afeta a aprovação imediata. O conselho priorizou a votação dos tetos para agilizar contratações.
Expansão para cidades menores
Municípios com até 100 mil habitantes ganham tetos de R$ 210 mil a R$ 230 mil. Essa variação considera custos locais de construção e terrenos.
A medida atende demandas de regiões Norte e Nordeste, onde o programa concentra 40% das contratações. Em 2026, o foco será em parcerias com prefeituras para lotes urbanos.
O governo estima que 120 mil famílias adicionais acessem o programa com esses ajustes. A interiorização visa reduzir desigualdades regionais no acesso à moradia digna.







