Um júri federal na Califórnia condenou a Apple a pagar US$ 634 milhões à Masimo por violação de patentes relacionadas ao Apple Watch. A decisão ocorreu em 15 de novembro de 2025 e envolve tecnologia de monitoramento de oxigênio no sangue.
A disputa centra-se em recursos como o sensor de oximetria de pulso, modo de treino e alertas de frequência cardíaca. Esses elementos foram considerados infratores de patentes da Masimo, empresa especializada em dispositivos médicos.
A Masimo acusou a Apple de copiar sua tecnologia e contratar ex-funcionários chave. O veredicto reforça a proteção à propriedade intelectual no setor de wearables.
Detalhes da violação tecnológica
A patente em questão refere-se a sensores ópticos que medem o fluxo sanguíneo por meio de luz. Essa funcionalidade permite alertas para níveis baixos de oxigênio, útil em atividades físicas.
A Apple integrou o recurso no Apple Watch Series 6, lançado em 2020. A Masimo alegou que a implementação direta violou seus direitos exclusivos.
O júri deliberou por dois dias antes de chegar ao valor da indenização. A decisão abrange danos por uso não autorizado desde o lançamento.
Histórico da disputa entre Apple e Masimo
A rivalidade começou em 2013, quando a Apple contratou o ex-diretor médico da Masimo. A empresa acusou roubo de segredos industriais.
Em 2023, a Comissão de Comércio Internacional dos EUA (ITC) proibiu importações de Apple Watches com o sensor ativado. A Apple desabilitou a função temporariamente nos modelos vendidos no país.
- A Masimo processou a Apple em 2020 por violação inicial.
- A Apple contra-processou, alegando violação de design em produtos Masimo.
- Em 2024, a Apple venceu uma ação menor, recebendo US$ 250 simbólicos.
A patente expirou em 2022, mas o júri considerou o período de violação anterior relevante. A Masimo celebrou o resultado como defesa de inovações médicas.
Medidas adotadas pela Apple após restrições
Em agosto de 2025, a Apple lançou uma solução alternativa. O novo sistema calcula oxigenação via iPhone pareado, evitando sensores diretos no relógio.
A Masimo contestou a mudança, processando o Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA. Alegam que a tecnologia ainda infringe patentes.
A Apple argumentou que usa métodos estabelecidos há décadas. A empresa planeja recorrer da decisão federal para anular a multa.
Vendas do Apple Watch prosseguem nos EUA com o recurso desativado. No Brasil, o impacto é indireto, mas afeta atualizações globais de software.
Posição oficial da Masimo no veredicto
Executivos da Masimo destacaram a importância da propriedade intelectual. A empresa investiu anos em desenvolvimento de sensores precisos para saúde.
O valor da indenização cobre lucros estimados da Apple com o recurso. Analistas preveem negociações para licenciamento futuro.
A disputa expõe tensões no ecossistema de saúde digital. Outras firmas monitoram o caso para patentes semelhantes.
Recursos judiciais e próximos passos
A Apple anunciou intenção de apelar imediatamente. O processo pode chegar à Suprema Corte dos EUA em 2026.
A ITC mantém o bloqueio de importações até resolução. A Apple busca reversão via instâncias superiores.
- Apelação inicial: Dentro de 30 dias do veredicto.
- Possível acordo: Negociações para licença de patentes.
- Impacto em modelos: Atualizações de firmware pendentes.
Especialistas em patentes veem o caso como precedente para wearables. A decisão reforça fiscalização em integrações de hardware médico.
A Masimo planeja expandir ações contra cópias. O setor de tecnologia médica ganha visibilidade com o desfecho.
