Apple perde processo e deve pagar US$ 634 milhões à Masimo por recurso de oximetria no Apple Watch

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Apple Foto: Apple - Foto: Paolo Bona / Shutterstock.com

Um júri federal na Califórnia condenou a Apple a pagar US$ 634 milhões à Masimo por violação de patentes relacionadas ao Apple Watch. A decisão ocorreu em 15 de novembro de 2025 e envolve tecnologia de monitoramento de oxigênio no sangue.

A disputa centra-se em recursos como o sensor de oximetria de pulso, modo de treino e alertas de frequência cardíaca. Esses elementos foram considerados infratores de patentes da Masimo, empresa especializada em dispositivos médicos.

A Masimo acusou a Apple de copiar sua tecnologia e contratar ex-funcionários chave. O veredicto reforça a proteção à propriedade intelectual no setor de wearables.

Detalhes da violação tecnológica

A patente em questão refere-se a sensores ópticos que medem o fluxo sanguíneo por meio de luz. Essa funcionalidade permite alertas para níveis baixos de oxigênio, útil em atividades físicas.

A Apple integrou o recurso no Apple Watch Series 6, lançado em 2020. A Masimo alegou que a implementação direta violou seus direitos exclusivos.

O júri deliberou por dois dias antes de chegar ao valor da indenização. A decisão abrange danos por uso não autorizado desde o lançamento.

Histórico da disputa entre Apple e Masimo

A rivalidade começou em 2013, quando a Apple contratou o ex-diretor médico da Masimo. A empresa acusou roubo de segredos industriais.

Em 2023, a Comissão de Comércio Internacional dos EUA (ITC) proibiu importações de Apple Watches com o sensor ativado. A Apple desabilitou a função temporariamente nos modelos vendidos no país.

  • A Masimo processou a Apple em 2020 por violação inicial.
  • A Apple contra-processou, alegando violação de design em produtos Masimo.
  • Em 2024, a Apple venceu uma ação menor, recebendo US$ 250 simbólicos.

A patente expirou em 2022, mas o júri considerou o período de violação anterior relevante. A Masimo celebrou o resultado como defesa de inovações médicas.

Apple Store
Apple Store – Foto: Adam Yee/ Istockphoto.com

Medidas adotadas pela Apple após restrições

Em agosto de 2025, a Apple lançou uma solução alternativa. O novo sistema calcula oxigenação via iPhone pareado, evitando sensores diretos no relógio.

A Masimo contestou a mudança, processando o Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA. Alegam que a tecnologia ainda infringe patentes.

A Apple argumentou que usa métodos estabelecidos há décadas. A empresa planeja recorrer da decisão federal para anular a multa.

Vendas do Apple Watch prosseguem nos EUA com o recurso desativado. No Brasil, o impacto é indireto, mas afeta atualizações globais de software.

Posição oficial da Masimo no veredicto

Executivos da Masimo destacaram a importância da propriedade intelectual. A empresa investiu anos em desenvolvimento de sensores precisos para saúde.

O valor da indenização cobre lucros estimados da Apple com o recurso. Analistas preveem negociações para licenciamento futuro.

A disputa expõe tensões no ecossistema de saúde digital. Outras firmas monitoram o caso para patentes semelhantes.

Recursos judiciais e próximos passos

A Apple anunciou intenção de apelar imediatamente. O processo pode chegar à Suprema Corte dos EUA em 2026.

A ITC mantém o bloqueio de importações até resolução. A Apple busca reversão via instâncias superiores.

  • Apelação inicial: Dentro de 30 dias do veredicto.
  • Possível acordo: Negociações para licença de patentes.
  • Impacto em modelos: Atualizações de firmware pendentes.

Especialistas em patentes veem o caso como precedente para wearables. A decisão reforça fiscalização em integrações de hardware médico.

A Masimo planeja expandir ações contra cópias. O setor de tecnologia médica ganha visibilidade com o desfecho.

Janderson é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024

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