Cientistas simulam colisão do 3I/Atlas com velocidade média de 72 km/s

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3I/ATLAS Foto: 3I/ATLAS - Olga Izvekova/ shutterstock.com

Pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan publicaram análise sobre possíveis impactos de cometas interestelares na Terra. O trabalho, liderado por Darryl Seligman, focou no cometa 3I/Atlas, terceiro objeto desse tipo detectado no Sistema Solar. As simulações indicam velocidade média de 72 quilômetros por segundo no momento do contato.

O estudo considerou trajetórias hiperbólicas e o efeito da gravidade terrestre. Os resultados mostram que objetos interestelares chegam bem mais rápido que asteroides comuns do Sistema Solar.

  • Velocidade média simulada: 72 km/s (259.200 km/h)
  • Comparação: asteroides típicos variam de 11 a 73 km/s
  • Trajetória: hiperbólica, sem órbita fechada em torno do Sol

Zonas de maior probabilidade

A pesquisa aponta maior chance de impacto próximo à linha do Equador. O período crítico ocorre durante o inverno no hemisfério Norte.

Nasa
Nasa / The Bold Bureau / Shutterstock.com

Essas condições surgem quando a posição orbital da Terra favorece o cruzamento com trajetórias interestelares. A geometria aumenta a velocidade relativa entre o objeto e o planeta.

Velocidade e energia do impacto

Cometas interestelares mantêm alta velocidade ao entrar no Sistema Solar. A falta de ligação gravitacional prolongada com o Sol impede desaceleração significativa.

A gravidade terrestre acelera o corpo nos momentos finais. Mesmo assim, a energia liberada supera em muito impactos convencionais pela diferença de velocidade inicial.

Os modelos computacionais simularam milhares de trajetórias possíveis. A distribuição concentrou-se em 72 km/s como valor mais frequente. A análise incluiu dados dos três cometas interestelares conhecidos até o momento.

Características das crateras

Impactos em alta velocidade geram maior fragmentação do material. As crateras apresentam formato e composição diferentes das produzidas por asteroides comuns.

A identificação torna-se difícil pela ação de placas tectônicas e erosão ao longo do tempo geológico.

Histórico de objetos interestelares

O 3I/Atlas foi descoberto em 2024 e confirmado como terceiro cometa do tipo. Antes dele, passaram pelo Sistema Solar o 1I/’Oumuamua em 2017 e o 2I/Borisov em 2019.

Nenhum impacto interestelar ocorreu nos últimos milhões de anos. A pesquisa estima cerca de dez eventos desse tipo nos 4,6 bilhões de anos de história da Terra. Não há risco imediato com o 3I/Atlas.

Detalhes da pesquisa publicada

O trabalho contou com colaboração internacional. Participaram Dušan Marčeta, da Universidade de Belgrado, e Eloy Peña-Asensio, do Politecnico di Milano.

As simulações reproduziram com precisão as características observadas nos objetos reais. O estudo reforça a raridade de colisões interestelares no curto e médio prazo.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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