Pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan publicaram análise sobre possíveis impactos de cometas interestelares na Terra. O trabalho, liderado por Darryl Seligman, focou no cometa 3I/Atlas, terceiro objeto desse tipo detectado no Sistema Solar. As simulações indicam velocidade média de 72 quilômetros por segundo no momento do contato.
O estudo considerou trajetórias hiperbólicas e o efeito da gravidade terrestre. Os resultados mostram que objetos interestelares chegam bem mais rápido que asteroides comuns do Sistema Solar.
- Velocidade média simulada: 72 km/s (259.200 km/h)
- Comparação: asteroides típicos variam de 11 a 73 km/s
- Trajetória: hiperbólica, sem órbita fechada em torno do Sol
Zonas de maior probabilidade
A pesquisa aponta maior chance de impacto próximo à linha do Equador. O período crítico ocorre durante o inverno no hemisfério Norte.
Essas condições surgem quando a posição orbital da Terra favorece o cruzamento com trajetórias interestelares. A geometria aumenta a velocidade relativa entre o objeto e o planeta.
Velocidade e energia do impacto
Cometas interestelares mantêm alta velocidade ao entrar no Sistema Solar. A falta de ligação gravitacional prolongada com o Sol impede desaceleração significativa.
A gravidade terrestre acelera o corpo nos momentos finais. Mesmo assim, a energia liberada supera em muito impactos convencionais pela diferença de velocidade inicial.
Os modelos computacionais simularam milhares de trajetórias possíveis. A distribuição concentrou-se em 72 km/s como valor mais frequente. A análise incluiu dados dos três cometas interestelares conhecidos até o momento.
Características das crateras
Impactos em alta velocidade geram maior fragmentação do material. As crateras apresentam formato e composição diferentes das produzidas por asteroides comuns.
A identificação torna-se difícil pela ação de placas tectônicas e erosão ao longo do tempo geológico.
Histórico de objetos interestelares
O 3I/Atlas foi descoberto em 2024 e confirmado como terceiro cometa do tipo. Antes dele, passaram pelo Sistema Solar o 1I/’Oumuamua em 2017 e o 2I/Borisov em 2019.
Nenhum impacto interestelar ocorreu nos últimos milhões de anos. A pesquisa estima cerca de dez eventos desse tipo nos 4,6 bilhões de anos de história da Terra. Não há risco imediato com o 3I/Atlas.
Detalhes da pesquisa publicada
O trabalho contou com colaboração internacional. Participaram Dušan Marčeta, da Universidade de Belgrado, e Eloy Peña-Asensio, do Politecnico di Milano.
As simulações reproduziram com precisão as características observadas nos objetos reais. O estudo reforça a raridade de colisões interestelares no curto e médio prazo.


