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A aprovação pela maioria do Congresso dos Estados Unidos, nesta terça-feira (18), determina a abertura total e irrestrita dos arquivos do complexo Caso Jeffrey Epstein. O projeto de lei, que avança para sanção presidencial, foi aprovado com 427 votos a 1 na Câmara, refletindo uma pressão bipartidária que culminou em uma significativa derrota política para o Presidente Donald Trump. Trump, que havia se oposto à medida, reverteu sua posição publicamente no final de semana após falhar em convencer membros de seu próprio partido a votarem contra a divulgação. A expectativa é que a medida esclareça de vez as conexões de alto nível e as denúncias de abuso sexual envolvendo o falecido empresário.

A reviravolta da Casa Branca sobre a divulgação

O projeto de lei segue para a mesa do Presidente Donald Trump, que agora se comprometeu a assinar a medida após intensa pressão legislativa e popular. A mudança de postura ocorreu poucos dias depois de o presidente ter chamado de “fracos e tolos” os republicanos que defendiam a liberação dos documentos.

A aprovação da matéria, que passou pela Câmara com votação praticamente unânime e seguiu automaticamente para o Senado por meio de moção, encerra um período de impasse que durava quase um ano em Washington. Esta é considerada uma das maiores polêmicas do atual governo Trump, que, apesar de ter defendido a abertura dos arquivos durante a campanha, posteriormente se manifestou contra, alegando uma “farsa dos democratas”.

Detalhes da votação e o único voto contrário

Os dados da votação na Câmara mostram o nível de apoio à medida: 427 votos a favor, apenas 1 contra e 5 abstenções.

Jeffrey Epstein
Jeffrey Epstein – Foto: Reprodução/Netflix
  • A ampla maioria demonstrou uma rara convergência entre democratas e republicanos em torno do tema.
  • Um total de 216 deputados do Partido Republicano, sigla de Trump, votou a favor da abertura dos arquivos.
  • O único voto contrário veio do republicano Clay Higgins, representante eleito pela Louisiana.

O que os arquivos de Epstein podem revelar

Os documentos compreendem o conjunto de provas e depoimentos colhidos durante as investigações federais sobre Jeffrey Epstein, acusado de crimes sexuais e de operar uma rede de exploração com mais de 250 vítimas menores de idade. A abertura total dos arquivos é vista como crucial para desvendar a vasta rede de contatos que o empresário, amigo de Trump, mantinha com políticos, celebridades e empresários.

O bilionário foi preso em julho de 2019 e, segundo as autoridades, cometeu suicídio um mês depois em sua cela, antes de ser julgado. A divulgação visa lançar luz sobre as especulações a respeito de seus cúmplices e a extensão de seu esquema.

E-mails e as alegações contra aliados

O debate sobre a abertura total dos arquivos foi intensificado por vazamentos seletivos de documentos que já haviam sido liberados para congressistas sob pressão. Em um desses vazamentos, e-mails trocados por Epstein e aliados vieram à tona.

Em uma das mensagens, o empresário alegou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estava ciente de suas condutas criminosas e que, em certa ocasião, teria “passado horas” em sua residência com uma vítima de abuso. A Casa Branca, em resposta, classificou a divulgação desses e-mails como um “vazamento seletivo” orquestrado por democratas para “manchar a reputação” do presidente.

A pressão da população americana, que demanda a publicação completa dos documentos ligados ao criminoso sexual, foi um fator determinante para a mobilização no Congresso. Durante a campanha, o próprio Trump chegou a prometer que divulgaria uma suposta “lista” de clientes do esquema, um material que estaria entre as anotações do empresário. Agora, a sanção presidencial é o passo final para que o público tenha acesso total ao conteúdo das investigações.

Jeronimo Santos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Marketing

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