O rei Charles III anunciou, em outubro de 2025, a retirada definitiva de todos os títulos e honrarias reais do príncipe Andrew. A decisão atinge o irmão mais novo do monarca devido aos vínculos mantidos com o financista Jeffrey Epstein, condenado por agressão sexual. Andrew também foi convidado a deixar a Royal Lodge, mansão em Windsor onde residia há décadas.
A medida representa o capítulo mais recente do afastamento gradual do duque de York das funções públicas. Ele já havia renunciado voluntariamente a compromissos oficiais em 2019 e perdido o uso do tratamento “Sua Alteza Real” em 2022.
Funções do rei Charles III como chefe de Estado
Charles III exerce papel principalmente cerimonial e constitucional no Reino Unido. Ele recebe diariamente caixas vermelhas com documentos oficiais do governo e mantém reuniões semanais privadas com o primeiro-ministro, atualmente Keir Starmer.
O monarca realiza a abertura anual do Parlamento, concede sanção real às leis aprovadas e nomeia formalmente o governo após eleições gerais. A última negativa de sanção real ocorreu em 1708.
Ele também lidera a Commonwealth, associação de 56 países com 2,7 bilhões de habitantes, e atua como chefe de Estado em 14 reinos, entre eles Austrália, Canadá e Jamaica.
Medidas contra o príncipe Andrew
Andrew Mountbatten-Windsor, nome atual do ex-duque de York, perdeu o título de príncipe e o direito de usar “Sua Alteza Real”. A decisão foi comunicada oficialmente em outubro de 2025.
Ele deve deixar a Royal Lodge, propriedade da Coroa, e transferir-se para outra residência em Sandringham. O contrato de arrendamento de 75 anos foi rescindido sem compensação financeira, pois o imóvel apresenta necessidade de reparos extensos.
A Comissão de Contas Públicas anunciou investigação sobre arrendamentos reais. O presidente do comitê, Sir Geoffrey Clifton-Brown, confirmou o acompanhamento do caso.
Virginia Giuffre reiterou, em livro de memórias publicado em outubro de 2025, as acusações de abuso quando era adolescente. Andrew sempre negou as alegações e pagou acordo financeiro confidencial em 2022 para encerrar processo nos Estados Unidos.
Principais membros ativos da família real
O príncipe William, filho mais velho de Charles III, ocupa a primeira posição na linha de sucessão como príncipe de Gales. Ele reside com a princesa Catherine e os três filhos em Adelaide Cottage, no terreno do Castelo de Windsor.
A princesa Anne mantém agenda intensa de compromissos públicos e detém o título de Princesa Real. O príncipe Edward, duque de Edimburgo, e a esposa Sophie também realizam atividades oficiais.
- Rainha Camilla possui patronatos próprios, como Royal Voluntary Service e Royal Academy of Dance.
- Princesa Beatrice e princesa Eugenie conservam títulos, apesar do afastamento do pai.
- Príncipe Harry e Meghan Markle residem na Califórnia desde 2020, sem funções oficiais.
Financiamento da monarquia
A família real recebe a Subvenção Soberana, calculada com base nos lucros da Crown Estate. O valor atingiu 132 milhões de libras em 2025-26, aumento explicado pela conclusão das obras no Palácio de Buckingham.
Charles III obtém renda privada do Ducado de Lancaster, que gerou 24,4 milhões de libras no último exercício. O príncipe William recebe os lucros do Ducado da Cornualha, avaliado em 1,1 bilhão de libras.
Ambos pagam imposto de renda voluntariamente sobre esses rendimentos. Outras fontes incluem coleções particulares de arte, joias e selos.
Retorno gradual às atividades públicas
Charles III retomou compromissos públicos em abril de 2025 após tratamento de câncer diagnosticado em fevereiro de 2024. Ele manteve durante o período as funções constitucionais, incluindo reuniões com o primeiro-ministro.
A primeira aparição ocorreu em centro de tratamento oncológico ao lado da rainha Camilla. O monarca continuou a receber caixas vermelhas e assinar documentos oficiais mesmo durante o afastamento de eventos com grande público.
