PF e Receita apreendem 1,3 tonelada de cocaína escondida em móveis no Aeroporto de ConfinsPor Bruna
3 min de leitura
![]() |
A Polícia Federal e a Receita Federal apreenderam 1,3 tonelada de cocaína no Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na quarta-feira (4). A droga estava escondida dentro de pés de mesas que seriam exportadas para a Europa. O destino final era Madri, na Espanha, com escala em Lisboa, Portugal.
A operação resultou na maior apreensão de cocaína já registrada no modal aéreo de cargas no Brasil. Ninguém foi preso até o momento, e as investigações seguem em andamento para identificar os responsáveis pelo envio.
A ação contou com troca de informações entre aeroportos e uso de scanners e cães farejadores para localizar a substância.
Como a carga foi descoberta
Equipes da Receita Federal em Guarulhos (SP) identificaram risco na remessa por meio de sistemas de análise de comportamento de cargas. O alerta foi imediatamente repassado para o terminal de Confins.
Ao chegar em Belo Horizonte, a carga passou por inspeção detalhada. Cães farejadores indicaram a presença de entorpecente nos pés das mesas, onde os blocos prensados estavam escondidos.
Volume representa recorde histórico
A quantidade de 1,3 tonelada supera todas as apreensões anteriores realizadas em cargas aéreas no país. A superintendente adjunta da Receita Federal em Minas Gerais, Viviane Lopes Franciscani, classificou a operação como muito significativa.
O valor estimado da droga no mercado europeu pode ultrapassar centenas de milhões de reais, dependendo da pureza e da distribuição final. A interceptação impede que o carregamento abasteça redes de tráfico na Europa.

Cooperação entre órgãos foi decisiva
A troca constante de dados entre Receita Federal e Polícia Federal e administrações aeroportuárias permitiu a atuação rápida. Os sistemas de gestão de risco monitoram origem, destino e padrões suspeitos de remessas em tempo real.
Quando um volume apresenta anomalias, o protocolo prevê comunicação imediata entre os terminais envolvidos. Essa integração tem aumentado a eficácia das fiscalizações em todo o território nacional.
Método usado pelos traficantes
Esconder cocaína em móveis é técnica recorrente no tráfico internacional via modal aéreo. Os pés das mesas oferecem espaço oco suficiente para acomodar grandes quantidades sem alterar significativamente o peso declarado.
A substância é prensada em blocos e revestida para evitar detecção por scanners comuns. Apenas equipamentos de alta resolução e o olfato dos cães conseguem identificar a presença da droga com precisão.
Posicionamento da concessionária
A BH Airport, responsável pela administração do terminal, reforçou que a segurança é valor prioritário. A empresa mantém integração permanente com Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Anvisa e Vigiagro.
A concessionária destacou que o uso de tecnologias avançadas e a atuação conjunta dos órgãos presentes no aeroporto ampliam a capacidade de prevenção e resposta a atividades ilícitas.
Investigação continua em sigilo
As autoridades não divulgaram a empresa exportadora nem o destinatário na Europa para não comprometer as apurações. A Polícia Federal abriu inquérito para rastrear toda a cadeia envolvida, desde a produção até o transporte.
A apreensão demonstra o aumento do uso de Minas Gerais como rota de escoamento de drogas para o exterior, especialmente via aérea.







