Ciclone extratropical provoca alerta vermelho em SC mas não afeta voos nos aeroportosPor Beatriz
6 min de leitura
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Santa Catarina registra instabilidades climáticas intensas nesta terça-feira (9) devido à passagem de um ciclone extratropical. O fenômeno provoca chuvas persistentes e rajadas de vento acima de 80 km/h em diversas regiões, especialmente no Litoral e no Sul do estado. A Defesa Civil emitiu alerta vermelho para alagamentos e enxurradas, levando à suspensão de aulas na rede pública estadual em áreas de risco.
O governo estadual monitora os impactos, que incluem mais de 40 municípios com aulas canceladas e relatos iniciais de interdições em vias. Os aeroportos principais, no entanto, operam sem cancelamentos de voos até as 11h, conforme atualizações em tempo real das administrações.
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As condições meteorológicas afetam principalmente o transporte rodoviário, com chuvas acumuladas acima de 50 mm em algumas cidades. Passageiros de voos recebem orientações para verificar status atualizados via aplicativos das companhias aéreas.
- Chuvas intensas persistem desde a madrugada, com volumes de até 100 mm previstos até o fim do dia.
- Rajadas de vento atingem 70 km/h no Litoral, podendo elevar-se a 100 km/h em serras.
- Mais de 40 cidades suspenderam aulas, priorizando a segurança de estudantes e professores.
Formação do ciclone e alertas iniciais
O ciclone extratropical formou-se na noite de segunda-feira (8), entre o sul do Paraguai, nordeste da Argentina e Rio Grande do Sul, associado a uma frente fria. Esse sistema avança lentamente, concentrando ventos em faixas estreitas e gerando instabilidades que se estendem ao Sul do Brasil até quinta-feira (11).
Meteorologistas da Epagri/Ciram classificam o evento como atípico para dezembro, devido à proximidade da costa e ao desenvolvimento em período quente. A pressão atmosférica no centro do ciclone fica abaixo de 1000 hPa, similar a episódios de novembro que causaram interrupções em voos regionais.
A Defesa Civil de Santa Catarina ativou protocolos de contingência desde domingo (7), com foco em regiões vulneráveis. Equipes monitoram rios e encostas, onde o risco de deslizamentos aumenta com a saturação do solo.
Operação dos aeroportos principais
O Floripa Airport, em Florianópolis, confirma funcionamento normal sem registros de cancelamentos até o momento. A visibilidade reduzida por chuvas não impactou decolagens ou pousos, mas equipes de solo preparam-se para rajadas mais fortes à tarde.
No Aeroporto de Navegantes, o movimento segue regular, com voos domésticos e internacionais operando conforme cronograma. A administração relata que condições de pista permanecem seguras, apesar da umidade elevada.
O Aeroporto de Blumenau registra visibilidade comprometida pelas nuvens baixas, mas todos os voos programados decolam e chegam sem atrasos significativos. Passageiros são aconselhados a chegar com antecedência para inspeções extras.
Em Chapecó, no Oeste do estado, o terminal opera dentro da normalidade, sem cancelamentos reportados. A região, menos afetada pelas chuvas litorâneas, vê tráfego aéreo estável, embora ventos isolados exijam monitoramento contínuo.
Medidas de segurança nos terminais
Administradores de aeroportos adotam protocolos rigorosos para garantir a operação em meio às instabilidades. Isso inclui inspeções frequentes de pistas e reforço em sistemas de drenagem para evitar acúmulo de água.
Companhias aéreas como LATAM e Azul emitem alertas automáticos para passageiros afetados por eventuais mudanças. Ferramentas online permitem rastreamento em tempo real, reduzindo transtornos para viajantes.
Equipes de emergência posicionam-se em pontos estratégicos, preparadas para desvios de rotas se rajadas excederem 90 km/h. Histórico de eventos semelhantes mostra que 70% dos impactos ocorrem em voos litorâneos durante picos de vento.
O monitoramento conjunto entre Anac e Defesa Civil assegura que qualquer alteração seja comunicada imediatamente. Até agora, o foco permanece na prevenção, sem necessidade de interrupções generalizadas.
Impactos em outras modalidades de transporte
Além dos aeroportos, o ciclone afeta rodovias estaduais com interdições pontuais por alagamentos. A BR-101, no Litoral, registra trechos com acúmulo de água, exigindo redução de velocidade para veículos pesados.
Ônibus intermunicipais mantêm horários, mas operadoras recomendam verificação de rotas via apps oficiais. Em Florianópolis, o sistema de transporte coletivo opera com frota reduzida em áreas de risco hidrológico.
Ferrovias no Sul do estado enfrentam atrasos mínimos, priorizando cargas essenciais. A Marinha do Brasil alerta para agitação marítima, com ondas de até 4 metros, cancelando saídas de barcos de pesca até quinta-feira (11).
- Mais de 20 rodovias estaduais sob observação para deslizamentos.
- Suspensão de atividades náuticas em praias como Balneário Camboriú e Itapema.
- Aumento de 30% nas chamadas para o 199 em municípios costeiros.
Previsão de evolução até quarta-feira
As instabilidades persistem ao longo do dia, com chuvas intensas concentradas no Litoral e serras próximas. Volumes acumulados podem superar 150 mm em 24 horas, elevando o nível de rios como o Uruguai e o Araranguá.
Na quarta-feira (10), o ciclone desloca-se para alto-mar, reduzindo as chuvas, mas intensificando ventos de oeste com rajadas entre 70 e 90 km/h. Áreas serranas enfrentam picos acima de 100 km/h, potencializando riscos para estruturas elevadas.
Modelos meteorológicos indicam melhora gradual a partir de quinta-feira (11), com retorno de sol e temperaturas em torno de 25°C. A Epagri/Ciram atualiza mapas de risco a cada seis horas para orientar decisões locais.
A preparação reflete lições de eventos anteriores, como o de novembro, que registrou rajadas de 130 km/h na Serra do Rio do Rastro. Investimentos em radares melhoraram a precisão das previsões em 40% nos últimos anos.
Orientações para viajantes e residentes
Passageiros devem consultar status de voos com antecedência e evitar deslocamentos desnecessários durante picos de chuva. Bagagens extras para itens de emergência, como capas de chuva, facilitam a locomoção nos terminais.
Residentes em áreas baixas preparam kits com lanternas, rádios e suprimentos para 72 horas. Evitar contato com águas de enxurrada previne riscos sanitários, comuns após eventos intensos.
A integração entre órgãos estaduais e municipais acelera respostas, com 150 equipes da Defesa Civil em campo. Relatos de danos devem ser enviados via aplicativo SC Mais Protegido para agilizar auxílios.
O evento reforça a importância de planos de contingência anuais, com treinamentos para mais de 5 mil voluntários em 2025. A resiliência demonstrada minimiza perdas, mantendo serviços essenciais operacionais.















