Avanço russo em propulsão elétrica pode levar humanos a Marte em semanas

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Cientista Foto: Cientista - Gorodenkoff/Shutterstock.com

Cientistas da estatal russa Rosatom desenvolveram um protótipo de motor de propulsão elétrica a plasma que promete reduzir o tempo de viagem da Terra a Marte para entre 30 e 60 dias. Atualmente, missões com motores químicos tradicionais demandam de seis a nove meses, expondo astronautas a riscos prolongados de radiação cósmica e microgravidade.

O anúncio ocorreu em fevereiro de 2025, com testes iniciais realizados em laboratório. A tecnologia utiliza aceleração contínua de partículas ionizadas, diferentemente dos sistemas convencionais que dependem de combustão rápida de combustível.

Funcionamento da propulsão a plasma

O motor opera com um acelerador magnético de plasma que ioniza hidrogênio ou outro gás propelente. Campos eletromagnéticos aceleram as partículas carregadas a velocidades de até 100 km/s.

Isso gera empuxo contínuo e eficiente, com potência média de 300 kW em modo pulsado. O protótipo alcançou empuxo de pelo menos 6 newtons.

Testes em câmara de vácuo simulam condições espaciais e demonstram durabilidade superior a 2.400 horas de operação.

Marte
Marte – Fordelse Stock/shutterstock.com

Vantagens para missões interplanetárias

Viagens mais curtas diminuem a exposição dos astronautas à radiação cósmica, um dos principais riscos em trajetos longos.

A eficiência reduz o consumo de propelente em até dez vezes em comparação com motores químicos.

Isso permite maior carga útil, como equipamentos científicos e suprimentos.

  • Redução drástica no tempo de ida e volta a Marte.
  • Menor impacto na saúde da tripulação devido à microgravidade prolongada.
  • Facilitação de missões de transporte de cargas entre planetas.

Componentes essenciais do sistema

O motor depende de fontes de energia robustas, como reatores nucleares compactos ou painéis solares avançados.

A unidade de ionização converte o gás em plasma.

O acelerador eletromagnético impulsiona as partículas.

Sistemas de controle garantem estabilidade e precisão durante a operação prolongada.

Testes e desempenho atual

Pesquisas em instalação de Troitsk utilizam câmara de vácuo de 4 metros de diâmetro e 14 metros de comprimento.

Resultados preliminares confirmam vida útil suficiente para uma missão completa a Marte.

O empuxo baixo é compensado pela aceleração constante no vácuo espacial.

Próximos desenvolvimentos

Especialistas planejam testes em órbita para validar o desempenho em condições reais.

Integração com rebocadores espaciais nucleares visa transporte de cargas pesadas.

Meta inclui modelo pronto para voo espacial até 2030.

Avanços em gerenciamento térmico e fontes de energia são prioritários.

Concorrência global em propulsão avançada

Outros países investem em tecnologias semelhantes para reduzir tempos de viagem.

A NASA desenvolve motores nucleares térmicos em parceria com a DARPA.

Projetos privados, como os da SpaceX, focam em sistemas químicos reutilizáveis para missões tripuladas.

A propulsão elétrica a plasma posiciona avanços em eficiência para o espaço profundo.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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