Supercopa feminina: Verdão ergue taça inédita após dramáticos pênaltis contra Corinthians

6 min de leitura

O Palmeiras é o grande campeão da Supercopa Feminina de 2026, marcando uma conquista histórica para o clube. Em uma final eletrizante contra o Corinthians, a equipe alviverde superou as rivais nos pênaltis, após um empate em 1 a 1 no tempo regulamentar. A decisão, disputada na Arena Barueri, garantiu ao Palmeiras um título inédito na competição nacional.

A partida foi um verdadeiro clássico, com momentos de tensão e muita emoção, culminando em uma disputa de penalidades que prendeu a atenção dos torcedores. A heroína da noite foi a goleira Tapia, que brilhou ao defender três cobranças decisivas e assegurar a taça para as Palestrinas. Este feito não apenas consagra o Palmeiras como o primeiro campeão da Supercopa Feminina do ano, mas também estabelece um novo marco para o futebol feminino do clube.

O clássico decisivo em Barueri

A final da Supercopa Feminina de 2026 começou com um ritmo intenso, refletindo a rivalidade entre as duas potências do futebol feminino. O Corinthians demonstrou superioridade nos minutos iniciais, imprimindo uma pressão constante e criando oportunidades que testaram a defesa palmeirense. Foi Jaqueline quem conseguiu capitalizar essa fase de domínio, balançando as redes para as Brabas logo aos cinco minutos, colocando o Timão à frente no placar e animando sua torcida presente na Arena Barueri.

Ainda no primeiro tempo, um lance preocupante alterou a dinâmica do jogo: a goleira Lelê precisou ser substituída por Nicole aos 20 minutos, após receber uma joelhada na cabeça. Apesar do contratempo, o Palmeiras reagiu com determinação, crescendo na partida e assumindo o controle das ações na reta final da etapa. Aos 39 minutos, Andressinha protagonizou uma jogada crucial, cruzando a bola para a recém-contratada Bia Zaneratto, que não desperdiçou a chance e deixou tudo igual, reacendendo as esperanças alviverdes antes do intervalo.

Intensidade e as melhores oportunidades

O segundo tempo da grande final manteve o alto nível de intensidade e a movimentação constante, com ambas as equipes buscando incessantemente o gol que definiria o campeonato. As Palestrinas, impulsionadas pelo empate no final da primeira etapa, criaram as chances mais claras, destacando-se as investidas de Brena e Bia Zaneratto, que por pouco não alteraram o placar a favor do Verdão. A zaga corintiana precisou se desdobrar para conter o ímpeto ofensivo das alviverdes e evitar que o resultado mudasse no tempo normal.

Pelo lado corintiano, Duda Sampaio, Belén Aquino e Andressa Alves mostraram muita qualidade e levaram perigo constante à meta adversária, exigindo atenção máxima da defesa palmeirense e da goleira Tapia. O duelo seguiu disputadíssimo, com lances de pura emoção e trocas de ataques, mas a igualdade persistiu até o apito final. A incapacidade de ambas as equipes de desempatar o confronto, mesmo com o grande volume de jogo e a entrega em campo, tornou inevitável a decisão por meio das cobranças de pênaltis, elevando ainda mais a dramaticidade do clássico.

Desfecho eletrizante nas penalidades

Com o placar inalterado após 90 minutos de um confronto equilibrado, a decisão da Supercopa Feminina foi levada para a temida disputa de pênaltis, um cenário onde a frieza e a técnica individual se tornam cruciais. O Palmeiras demonstrou maior eficácia e concentração nesse momento decisivo, garantindo a vitória por 5 a 4. As jogadoras alviverdes mostraram nervos de aço ao converterem suas cobranças com precisão, construindo a vantagem necessária para o título.

Bia Zaneratto, Poliana, Duda Santos, Pati Maldaner e Tainá Maranhão foram as responsáveis por colocar a bola na rede para o Palmeiras, executando suas cobranças com maestria. No entanto, o caminho para o título não foi sem sustos para as Palestrinas. A goleira Tapia, mesmo com suas defesas espetaculares, viu Glaucia ter seu chute defendido e Brena acertar o travessão, aumentando a tensão a cada batida.

Do lado do Corinthians, as atletas lutaram bravamente, mas encontraram na goleira Tapia uma muralha quase intransponível. Vic Albuquerque, Thaís Ferreira, Letícia Monteiro e Gisela Robledo conseguiram converter suas penalidades, mantendo o Timão vivo na disputa até os momentos finais.

Contudo, a estrela da goleira palmeirense brilhou intensamente ao defender os chutes de Gabi Zanotti, Jhonson e Tamires. Essas três defesas foram determinantes para que o Palmeiras levasse a melhor na disputa, selando a vitória e a conquista do inédito título para o clube em uma noite memorável na Arena Barueri.

Premiação e valorização do futebol feminino

Além do troféu histórico, o Palmeiras recebeu uma significativa premiação de R$ 1 milhão pela conquista da Supercopa Feminina. Esse valor representa não apenas um reconhecimento financeiro pela performance em campo, mas também um investimento importante para o desenvolvimento e a manutenção da equipe. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) destinou um total de R$ 1,6 milhão para a decisão do torneio, marcando um recorde para a competição e reforçando o compromisso com a valorização do futebol feminino no país.

Mesmo com a derrota, o Corinthians faturou um total de R$ 600 mil como vice-campeão, um montante substancial que também contribui para a estrutura e os projetos do clube. A elevação dos valores de premiação na Supercopa Feminina demonstra um avanço notável na profissionalização e visibilidade da modalidade, atraindo mais investimentos e talentos. Este movimento é fundamental para impulsionar o crescimento do esporte e garantir que as atletas tenham condições cada vez melhores de trabalho e reconhecimento.

Calendário recheado para as equipes

Com o fim da Supercopa Feminina de 2026, as equipes de Palmeiras e Corinthians já se preparam para os próximos desafios da temporada, com um calendário recheado de competições importantes. O foco agora se volta para a primeira rodada do Brasileirão Feminino, que terá início no dia 12 de fevereiro. Ambos os times buscam iniciar a jornada no campeonato nacional com o pé direito, consolidando suas posições como protagonistas no cenário do futebol feminino.

O Palmeiras, embalado pela recente conquista da Supercopa, entrará em campo contra o América-MG. A partida está marcada para as 21h (de Brasília) e será disputada na mesma Arena Barueri, palco do título inédito. As Palestrinas buscam manter o ritmo vitorioso e a confiança elevada para estrear com uma vitória no Brasileirão.

Por sua vez, o Corinthians também terá um confronto desafiador pela frente. O Timão medirá forças com o Atlético-MG, no mesmo horário, na Arena MRV. A equipe alvinegra, embora tenha ficado com o vice-campeonato da Supercopa, demonstra resiliência e foco na busca por novos títulos, prometendo um início de Brasileirão igualmente competitivo.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2011. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

Notícias relacionadas