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O Departamento de Segurança Pública de Utah e o gabinete do xerife do condado de Utah anunciaram o encerramento oficial do caso de assassinato de Laura Ann Aime. A adolescente de 17 anos desapareceu na noite de Halloween de 1974 e teve o corpo encontrado semanas depois. Evidências de dna coletadas na cena do crime foram comparadas com o perfil genético de Theodore Bundy e resultaram em compatibilidade conclusiva.

A confirmação ocorreu após análise realizada em colaboração com o Laboratório Criminal do Estado de Utah. Autoridades inseriram o perfil masculino obtido de fluidos corporais no sistema Codis. Em março as autoridades da Flórida confirmaram a correspondência com o dna de Bundy. O xerife Mike Smith declarou na coletiva de imprensa realizada na quarta-feira em Spanish Fork que agora é possível afirmar sem sombra de dúvida que Bundy assassinou Laura Ann Aime no outono de 1974.

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  • O caso permaneceu aberto por mais de cinco décadas apesar da confissão feita por Bundy antes da execução em 1989.
  • Detetives reabriram a investigação há cerca de um ano sob nova perspectiva tecnológica.
  • A preservação das evidências ao longo dos anos permitiu a análise atual com métodos avançados.

Avanços tecnológicos permitem fechamento do caso

Investigadores do gabinete do xerife do condado de Utah trabalharam com o laboratório estadual para extrair e processar a amostra de dna. O sargento Mike Reynolds liderou o esforço recente e descreveu Laura como a quintessência da filha do condado de Utah. Ele destacou o desejo da equipe em oferecer algum consolo à família após tantos anos.

O comissário Beau Mason, que supervisiona o laboratório criminal, explicou o processo de identificação do perfil masculino. Essa amostra foi inserida no banco de dados nacional do Fbi. A compatibilidade surgiu a partir de dados mantidos na Flórida. Autoridades preservaram as evidências de forma intacta durante décadas.

Reynolds e o xerife Smith agradeceram aos detetives que atuaram no caso original e aos que revisaram o arquivo nos anos seguintes. Eles ressaltaram que as provas resistiram ao tempo sem comprometer a cadeia de custódia. A tecnologia atual permitiu a ligação definitiva que não existia na época da confissão.

Família recebe a notícia após mais de 50 anos

Michelle Impala, irmã mais nova de Laura Ann Aime, participou da coletiva e falou sobre o impacto da confirmação. Ela disse que a família presumia que o caso já estivesse encerrado e expressou surpresa ao descobrir que ainda estava aberto. Impala tinha 12 anos quando a irmã desapareceu e afirmou que os pais ficariam felizes com o desfecho.

Tommi Aime, outra irmã, esteve presente e recebeu apoio dos investigadores durante o anúncio. Familiares acompanharam a apresentação dos resultados e conversaram com os detetives responsáveis. O vice-xerife Jake Hall, detetive principal do caso, abraçou membros da família ao final da coletiva.

Impala agradeceu o trabalho realizado pelo gabinete do xerife no último ano. Ela considerou surpreendente que o interesse pelo caso de Laura ainda persista. A família sofreu com a perda por mais de cinco décadas sem uma conclusão formal até agora.

Detalhes do desaparecimento e descoberta do corpo

Laura Ann Aime saiu de uma festa em Lehi na noite de 31 de outubro de 1974 e não retornou para casa em Fairview. O corpo da adolescente foi localizado em 27 de novembro de 1974 por excursionistas em um barranco próximo à American Fork Canyon Road. Ela foi encontrada nua em uma área de difícil acesso no cânion.

Os investigadores reuniram evidências na cena que incluíam fluidos corporais preservados ao longo do tempo. O delegado Jake Hall atuou como detetive principal na fase recente e coordenou a apresentação dos resultados aos familiares. Brent Bullock, que chefiava investigações no Ministério Público na época do crime, também compareceu ao evento.

A coletiva de imprensa reuniu autoridades, detetives e parentes no gabinete do xerife em Spanish Fork. O anúncio marcou o encerramento formal do caso que permaneceu ativo por 52 anos. Autoridades destacaram a importância da preservação das provas para que a análise de dna fosse possível décadas depois.

Investigação reaberta com foco em novas ferramentas forenses

O gabinete do xerife reabriu o arquivo há aproximadamente um ano para examinar o material sob perspectiva atualizada. Detetives revisaram todos os elementos coletados em 1974 e identificaram a amostra viável para extração de dna. O processo envolveu parceria direta com o laboratório estadual para garantir precisão nos resultados.

Reynolds mencionou o esforço coletivo de várias gerações de investigadores que mantiveram o caso vivo. Ele reforçou que o trabalho recente buscou proporcionar respostas à família Aime. A confirmação por dna eliminou qualquer dúvida remanescente sobre a autoria do crime.

As autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre o perfil genético para preservar a integridade do banco de dados nacional. O foco permaneceu no encerramento do caso específico de Laura Ann Aime. Familiares receberam informações diretas durante e após a coletiva.

Reconhecimento ao trabalho de preservação de evidências

O xerife Mike Smith enfatizou que as provas originais resistiram ao tempo e permaneceram intactas. Ele agradeceu especialmente aos profissionais que atuaram no caso inicial e aos que revisaram o material em diferentes épocas. Essa cadeia de custódia permitiu a aplicação bem-sucedida da tecnologia atual.

Mason, do Departamento de Segurança Pública, detalhou a colaboração entre órgãos para processar a amostra. O perfil masculino extraído foi comparado com entradas existentes no sistema Codis. A correspondência com Bundy surgiu de forma conclusiva em março.

Hall apresentou antigos colegas aos familiares e reforçou o compromisso da equipe com a resolução de casos antigos. O evento em Spanish Fork reuniu várias gerações de envolvidos na investigação. O anúncio ocorreu na presença direta dos parentes de Laura.

O caso de Laura Ann Aime agora está oficialmente encerrado com a ligação definitiva por dna a Ted Bundy. A confirmação traz conclusão a uma investigação que durou mais de cinco décadas. Autoridades destacaram o papel da ciência forense moderna na resolução de crimes históricos.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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