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A definição das 48 seleções que disputarão a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, México e Canadá confirmou a ausência de diversos nomes de elite do futebol internacional. Com o encerramento das eliminatórias e das repescagens continentais, jogadores que brilham em ligas como a Premier League e a La Liga assistirão ao torneio pela televisão. O cenário redesenha a expectativa para o Mundial, que pela primeira vez contará com um número ampliado de participantes, mas ainda assim deixa ídolos históricos de fora da competição mais importante do planeta.

As eliminatórias europeias foram marcadas por resultados inesperados que selaram o destino de seleções tradicionais. Entre as maiores surpresas, a queda de equipes que possuem em seus elencos alguns dos atletas mais valiosos do mercado global gerou repercussão imediata nos principais portais esportivos. A ausência desses profissionais impacta não apenas o nível técnico do evento, mas também os acordos comerciais e a audiência em diversos mercados consumidores de futebol.

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  • Robert Lewandowski (Barcelona/Polônia) – Eliminado na repescagem para a Suécia.
  • Gianluigi Donnarumma (Manchester City/Itália) – Fora após derrota para a Bósnia.
  • Victor Osimhen (Galatasaray/Nigéria) – Superado pela RD Congo na África.
  • Jan Oblak (Atlético de Madrid/Eslovênia) – Terceiro colocado no Grupo B europeu.
  • Dominik Szoboszlai (Liverpool/Hungria) – Eliminado pela Irlanda nos minutos finais.

Despedida amarga de Robert Lewandowski em ciclos mundiais

O centroavante polonês Robert Lewandowski, atualmente com 37 anos e peça fundamental no ataque do Barcelona, não terá a oportunidade de disputar aquele que seria o seu provável último Mundial na carreira. A Polônia foi eliminada na repescagem europeia ao sofrer uma derrota por 3 a 2 para a Suécia, interrompendo uma sequência do atleta que esteve presente nas edições da Rússia, em 2018, e do Catar, em 2022.

A ausência do capitão polonês retira do torneio um dos maiores artilheiros da história recente do futebol europeu. Lewandowski, que alcançou as oitavas de final na última edição da Copa, encerra este ciclo sem conseguir levar sua seleção ao novo formato de 48 times, evidenciando as dificuldades de renovação do elenco polonês diante de adversários do escalão intermediário da Europa.

Novo fiasco italiano retém Donnarumma fora da elite mundial

A seleção da Itália confirmou mais uma ausência histórica em Copas do Mundo ao ser derrotada nos pênaltis pela Bósnia durante a repescagem europeia. Com este resultado, o goleiro Gianluigi Donnarumma, um dos principais nomes do Manchester City, chegará aos 30 anos de idade sem nunca ter atuado em uma partida de Copa do Mundo. O arqueiro era a esperança de segurança defensiva para o retorno da Squadra Azzurra ao cenário global.

Este novo capítulo negativo para o futebol italiano acontece após uma campanha irregular nas fases classificatórias. Mesmo sendo o atual campeão europeu de clubes em ciclos passados e possuindo uma base sólida em times da elite inglesa e italiana, o grupo não conseguiu superar o sistema defensivo bósnio, consolidando o terceiro Mundial consecutivo sem a presença da tetracampeã mundial, o que gera críticas severas à gestão esportiva do país.

Decepção nigeriana e a ausência de Victor Osimhen no ataque

A Nigéria protagonizou a maior surpresa das eliminatórias africanas ao ser eliminada pela RD Congo na fase de repescagem do continente. O resultado barrou a ida de Victor Osimhen, centroavante de destaque no Galatasaray e pretendido por gigantes europeus, para o torneio de 2026. O jogador, que foi artilheiro em ligas europeias recentes, terá que esperar até o ciclo de 2030 para tentar sua primeira participação efetiva em um Mundial.

A seleção nigeriana, conhecida por sua força física e velocidade, não conseguiu converter o favoritismo em gols durante o confronto decisivo. A RD Congo avançou para a repescagem mundial, onde venceu a Jamaica e garantiu sua vaga, enquanto os Super Águias iniciam um processo de reformulação interna após o fracasso em uma eliminatória considerada acessível para os padrões do futebol africano atual.

Muralhas europeias que ficaram pelo caminho na classificação

  • Jan Oblak: O goleiro do Atlético de Madrid viu a Eslovênia terminar em terceiro no Grupo B, sem somar vitórias em seis jogos.
  • Khvicha Kvaratskhelia: O craque do PSG não levou a Geórgia ao sucesso após somar apenas três pontos na chave contra Espanha e Turquia.
  • Dominik Szoboszlai: O meia do Liverpool sofreu uma virada dramática da Irlanda aos 50 minutos do segundo tempo em jogo decisivo.
  • Dusan Vlahovic: A Sérvia ficou atrás de Inglaterra e Albânia, impossibilitando o atacante da Juventus de jogar seu segundo Mundial.

Seleção de excluídos ultrapassa valor de quatro bilhões de reais

O mercado da bola reflete o prejuízo técnico da Copa do Mundo com a montagem de uma seleção hipotética apenas com jogadores que não se classificaram. O valor total de mercado desse “time das estrelas ausentes” ultrapassaria a marca de R$ 4 bilhões, considerando as avaliações recentes de transferências e contratos vigentes na Europa. Nomes como Bastoni, da Inter de Milão, e Tonali, do Newcastle, reforçam a lista de talentos que estarão ausentes dos gramados americanos no próximo verão.

A inclusão de Bryan Mbeumo, atacante contratado recentemente pelo Manchester United por valores recordes, exemplifica o poder financeiro desses atletas que não conseguiram o êxito nacional. Camarões foi eliminado pela RD Congo, impedindo que o jogador, que vive o auge físico na Premier League, pudesse representar o futebol africano na vitrine máxima da modalidade. O levantamento financeiro destaca como a competitividade das eliminatórias pode ser implacável, independentemente do valor de mercado individual dos protagonistas.

Desempenho insuficiente de seleções tradicionais na Europa

A Sérvia, adversária frequente do Brasil em edições anteriores, também confirmou sua ausência ao terminar em terceiro lugar no Grupo K. O atacante Dusan Vlahovic, da Juventus, não repetirá as atuações que o levaram a marcar gols no Catar, após os sérvios serem superados pela Inglaterra e pela Albânia, comandada pelo brasileiro Sylvinho. A ascensão de seleções menores no cenário europeu tem dificultado a vida de nações que antes eram figurais certas na competição.

A situação da Geórgia com Kvaratskhelia também exemplifica o teto de desempenho para nações em desenvolvimento futebolístico. Apesar do sucesso na Eurocopa anterior, a equipe não sustentou o ritmo necessário para bater adversários como Espanha e Bulgária. O meia do PSG agora foca na continuidade da temporada de clubes, restando apenas o planejamento a longo prazo para tentar levar seu país a um torneio mundial inédito na próxima década.

Dramas de última hora definem o destino de astros da Premier League

O futebol húngaro viveu momentos de tensão extrema no confronto contra a Irlanda em novembro de 2025. Dominik Szoboszlai, capitão e referência técnica do Liverpool, comandava a equipe que precisava apenas de um empate para avançar à repescagem. No entanto, o gol de Troy Parrott aos 50 minutos do segundo tempo decretou a eliminação húngara, frustrando os planos de um país que busca retomar o protagonismo de décadas passadas no cenário internacional.

Este tipo de eliminação traumática marca o encerramento de um ciclo para muitos atletas que estão no topo da carreira. A análise dos dados mostra que seleções que dependem excessivamente de uma única estrela mundial tiveram dificuldades maiores em grupos equilibrados. A Hungria, apesar de possuir um dos melhores meio-campistas da atualidade, não apresentou a coesão defensiva necessária para segurar o resultado no período de acréscimos, exemplificando a crueldade do sistema eliminatório em jogos únicos ou de volta.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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