O asteroide 99942 Apophis, também chamado de Deus do Caos, vai passar a cerca de 32 mil quilômetros da superfície da Terra no dia 13 de abril de 2029. A distância é menor que a de muitos satélites em órbita geoestacionária. O objeto tem cerca de 375 metros de diâmetro e foi descoberto em 2004. Observações posteriores eliminaram qualquer risco de impacto com o planeta por pelo menos 100 anos. O ponto mais próximo ocorre por volta das 18h45 no horário de Brasília.
Agências espaciais preparam missões para estudar o asteroide durante e após a passagem. A aproximação oferece oportunidade única para observações detalhadas de um objeto potencialmente perigoso.
Descoberta e risco inicial
Astrônomos identificaram o asteroide Apophis em junho de 2004 no Observatório Nacional de Kitt Peak, nos Estados Unidos. Cálculos iniciais indicaram uma pequena chance de colisão com a Terra em 2029. O objeto recebeu atenção mundial por causa do tamanho e da proximidade projetada.
Equipes de rastreamento realizaram observações adicionais com telescópios ópticos e radares. Os dados refinados ajustaram a órbita e descartaram o risco de impacto em 2029 e em 2036. A incerteza sobre a trajetória diminuiu para poucos quilômetros.
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O asteroide continua classificado como potencialmente perigoso devido ao diâmetro superior a 140 metros e à órbita que se aproxima da Terra. No entanto, análises da NASA indicam segurança por mais de um século.
- O asteroide tem forma alongada, semelhante a um amendoim.
- A velocidade relativa à Terra chega a cerca de 7,4 km/s no momento da maior proximidade.
- A passagem altera ligeiramente a órbita de Apophis de classe Aten para classe Apolo.
Detalhes da aproximação em 2029
O asteroide Apophis vai alcançar o ponto mais próximo da Terra no dia 13 de abril de 2029. A distância mínima fica em torno de 32 mil quilômetros da superfície. Essa marca representa a aproximação mais próxima já registrada de um asteroide deste tamanho com aviso prévio.
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Durante o evento, Apophis vai brilhar com magnitude 3,1. O objeto deve ficar visível a olho nu em áreas rurais ou suburbanas com pouca poluição luminosa de partes da Europa, África e Ásia Ocidental. A visibilidade no Brasil ainda não foi confirmada de forma precisa. O movimento aparente no céu cobre um arco significativo em cerca de um dia.
A gravidade terrestre acelera o asteroide durante a passagem e depois o desacelera. O fenômeno permite que cientistas observem efeitos gravitacionais em tempo real. O brilho máximo ocorre por volta das 17h30 no horário de Brasília.
Missões espaciais planejadas
A agência espacial europeia ESA prepara a missão Ramses para lançamento em 2028. A sonda vai acompanhar o asteroide durante a aproximação de 2029 e coletar dados sobre possíveis mudanças na superfície ou rotação causadas pela gravidade da Terra.
A NASA redirecionou a espaçonave OSIRIS-APEX, antes conhecida como OSIRIS-REx, para encontrar Apophis em junho de 2029. A missão vai orbitar o asteroide por cerca de 18 meses após a passagem. O objetivo inclui mapear a composição rochosa e analisar alterações pós-aproximação.
Outras propostas envolvem pequenos satélites e até landers de empresas privadas para estudar o objeto de perto. Essas iniciativas transformam o evento em uma oportunidade científica global.
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Oportunidade para ciência e observação
A passagem próxima permite medir com precisão a órbita e propriedades físicas de Apophis. Cientistas querem entender melhor como a gravidade terrestre afeta asteroides próximos. Os dados ajudam a refinar modelos de defesa planetária contra objetos futuros.
Astrônomos amadores e profissionais vão monitorar o evento com telescópios e radares. A visibilidade a olho nu em várias regiões do hemisfério oriental aumenta o interesse público pelo tema.
O asteroide é um objeto rochoso com diâmetro estimado entre 340 e 375 metros. A massa chega a dezenas de milhões de toneladas. Estudos anteriores já mapearam parte da superfície, mas a aproximação vai permitir observações mais detalhadas.
Rastreamento contínuo e segurança
A NASA mantém o Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra para acompanhar asteroides como Apophis. O trabalho combina observações de telescópios terrestres, radares e dados de missões espaciais.
Atualizações regulares da órbita confirmam que não há risco de colisão nas próximas décadas. O foco atual está em caracterizar o asteroide para futuras missões e para melhorar a compreensão de ameaças cósmicas.
A comunidade científica usa o caso de Apophis como exemplo de como o rastreamento contínuo reduz incertezas e transforma potenciais riscos em oportunidades de pesquisa.
