Pedidos de hipoteca sobem nos Estados Unidos com queda das taxas para o menor nível em um mês
Os pedidos de hipoteca nos Estados Unidos aumentaram 1,8% na semana passada. A taxa média de juros para contratos de hipoteca fixa de 30 anos caiu para o menor patamar em um mês. O movimento ocorreu na semana encerrada em 10 de abril de 2026.
A Mortgage Bankers Association divulgou os dados na quarta-feira. O índice composto de mercado, que mede o volume de pedidos de empréstimos hipotecários, subiu 1,8% em base ajustada sazonalmente. O refinanciamento ganhou força com a redução dos custos de empréstimo.
Taxas de juros recuam
A taxa média para hipotecas fixas de 30 anos com saldos dentro dos padrões convencionais diminuiu para 6,42%. O índice anterior marcava 6,51%. Os pontos subiram ligeiramente de 0,61 para 0,62, incluindo a taxa de originação, para empréstimos com entrada de 20%.
Essa queda respondeu a oscilações nos rendimentos dos títulos do Tesouro. Fatores ligados a preços de energia e commodities influenciaram o cenário. O economista Joel Kan, da Mortgage Bankers Association, comentou o impacto da situação no Oriente Médio sobre esses movimentos.
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A taxa efetiva também apresentou redução. O recuo ajudou a tornar o refinanciamento mais atrativo para quem já possui financiamento imobiliário.
Refinanciamentos avançam
Os pedidos de refinanciamento cresceram 5% em relação à semana anterior. O volume ficou 15% acima do registrado na mesma semana do ano passado. Esse segmento reage com mais rapidez a variações nas taxas de juros.
Muitos proprietários aproveitaram a oportunidade para reduzir custos mensais. O aumento ocorreu após cinco semanas consecutivas de declínio no refinanciamento convencional.

Demanda por compra permanece moderada
Os pedidos de financiamento para compra de imóveis caíram 1% na semana. O volume ficou 3% abaixo do nível da mesma semana de 2025. Essa foi a segunda semana seguida com pedidos de compra inferiores ao ano anterior.
Compradores potenciais mantiveram cautela diante da incerteza econômica. O índice de compra ajustado sazonalmente registrou esse recuo. Aplicações convencionais para compra ficaram praticamente estáveis, enquanto as de FHA e VA diminuíram.
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- Os pedidos totais de hipoteca subiram 1,8% em base ajustada sazonalmente
- O refinanciamento aumentou 5% na semana e 15% em relação ao ano anterior
- Os pedidos de compra caíram 1% na semana e 3% em comparação com o ano passado
- A taxa de 30 anos fixa chegou a 6,42%, o menor nível em quatro semanas
Fatores que influenciam o mercado
A volatilidade nos preços do petróleo, ligada a eventos no Oriente Médio, afetou os rendimentos dos títulos. Essa dinâmica contribuiu para a queda das taxas hipotecárias. Analistas observam correlação entre esses elementos e os custos de financiamento imobiliário.
O mercado continua sensível a notícias sobre possíveis negociações diplomáticas. Qualquer sinal de redução de tensões pode influenciar os rumos das taxas. No momento, o ambiente de incerteza ainda pesa sobre decisões de compra.
Comparação com períodos anteriores
O volume total de pedidos registrou a primeira alta em cinco semanas. Antes disso, o índice composto havia caído 0,8% na semana anterior. O refinanciamento havia registrado declínio por cinco semanas seguidas até este avanço.
Os dados cobrem empréstimos residenciais de encerramento final originados por bancos hipotecários, bancos comerciais e cooperativas de crédito. A pesquisa da Mortgage Bankers Association abrange mais de 50% do mercado residencial americano.
Perspectiva para os próximos dias
As taxas de hipoteca continuaram a apresentar leve declínio no início desta semana. O patamar mais baixo em quatro semanas foi observado na terça-feira. Movimentos diários dependem da evolução dos rendimentos dos títulos e de indicadores econômicos.
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Compradores e proprietários acompanham de perto os próximos relatórios. Qualquer nova redução nas taxas pode estimular mais atividade no refinanciamento. A demanda por compra segue limitada pela hesitação atual.
O relatório semanal da Mortgage Bankers Association serve como indicador importante da saúde do mercado imobiliário residencial. Ele reflete o comportamento tanto de quem busca comprar quanto de quem deseja renegociar empréstimos existentes.

















